Tanta Gente Mariana

de Maria Judite de Carvalho
Editor: Ulisseia, setembro de 2010 ‧
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Uma mulher, Mariana, descobre que vai morrer. Só, no seu quarto, passa em revista toda a sua vida. Desde o falecimento prematuro da mãe ao carinho extremo e triste do pai. Entre alegrias e tristezas esta é uma análise implacável da solidão dos tempos modernos em que, mesmo rodeados pelos outros, nos fechamos em nós.

Tanta Gente Mariana

de Maria Judite de Carvalho

Propriedade Descrição
ISBN: 9789725686393
Editor: Ulisseia
Data de Lançamento: setembro de 2010
Idioma: Português
Dimensões: 134 x 193 x 11 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 152
Tipo de produto: Livro
Coleção: Obras de Maria Judite de Carvalho
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789725686393

Realista

Mariana

"Tanta gente Mariana" é um retrato "cru" da vida e da época em que está inserido, é uma história trágica de sonhos que ficaram dispersados no tempo. É um livro de bastante reflexão e transformação.

Tanta Gente Mariana

Helena Silva

Obra notável de uma escritora que revela uma sensibilidade apurada na reflexão que nos apresenta sobre a condição humana, a vida e as suas contradições. A família , a solidão, a mulher, a solidão, a amizade, a solidão, a doença, a solidão. Tanta gente ...e tanta solidão! Marcado por uma onda de tristeza, este livro não nos deixa iguais nem indiferentes, apela a uma mudança para a construção de um mundo melhor.

Uma obra maior da literatura portuguesa

Catarina Martins

Dou por mim a pensar como é possível ter levado tantos anos a descobrir este livro e esta autora! Uma obra envolvente, simples, crua, escrita sem floreados e sem necessidade deles para ser perfeita. Sobre a solidão nas suas mais variadas formas, sobre hipocrisia dos costumes num dado tempo (em todos os tempos...), sobre a vida secreta de cada um. Não percam esta obra! - leiam-na, pensem-na, aproveitem-na.

O mundo comprimido num livro

Ariana Nobre

“Tanta Gente Mariana” é uma história que nos leva para galáxias de pensamentos, que nos guia cegamente por entre linhas sem textura e nuas de chão. “Tanta Gente Mariana” é uma história que nos leva a questionar a própria vida e realidade incomuns, que nos questiona acerca do mundo e que para tais questões não existem respostas diretas mas que nos fazem tentar respondê-las. É sem igual uma obra que exprime vivências reais e tristemente aflitivas, penosas. Após esta leitura é clara a mudança que sofre a nossa maneira de pensar, a nossa visão do mundo é alargada. Somos alertados por estas palavras não tanto vaidosas mas verdadeiras; atentamo-nos mais às pessoas que passam por nós na rua e somos capazes de nos perguntar: que história será a dele? Que passado será o dela? É uma obra enriquecedora, que nos muda e nos asseia por mudar pessoas deste mundo repleto de gente. Nada nos garante, apenas nos ensina. Aconselho vivamente a leitura deste pequeno grande livro que de certo me envolveu nele e secretamente me invadiu a mente e me tornou uma pessoa diferente. Leiam-no as vezes que entenderem, nunca serão demais as emoções que ele vos provocará, serão todas sinceras. Já não sei onde fui vasculhar e encontrei esta frase mas aqui fica a principal mensagem desta magnífica obra, “(...) a solidão e a desagregação são as únicas coisas que temos certas. Um mundo onde o eco de cada passo se transforma no barulho ensurdecedor da passagem do tempo.” Da minha parte, o que tenho a dizer é que a vida merece ser vivida a cada milésimo de segundo, que a morte é a única coisa certa neste mundo mas que isso não chega para que a nossa vivência seja menos autêntica.

SOBRE O AUTOR

Maria Judite de Carvalho

Maria Judite de Carvalho (1921-1998) foi uma escritora portuguesa, unanimemente considerada uma das vozes femininas mais importantes da literatura nacional do século XX. É autora de contos, novelas, crónicas, assim como de uma peça de teatro e de um livro de poesia. Trabalhou nos periódicos Diário de Lisboa, Diário Popular, Diário de Notícias e O Jornal. Foi casada com Urbano Tavares Rodrigues e viveu em França e na Bélgica entre 1949 e 1955, ainda antes da sua estreia literária. O resto dos seus anos, passou-os na capital portuguesa.

«Flor discreta» da nossa literatura, como lhe chamou Agustina Bessa-Luís, a obra de Maria Judite de Carvalho foi várias vezes galardoada, destacando-se o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco, o Prémio da Crítica da Associação Portuguesa de Críticos Literários, o Prémio P.E.N. Clube Português de Novelística e o Prémio Vergílio Ferreira.

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