Suicídios Exemplares

de Enrique Vila-Matas

editor: Assírio & Alvim, maio de 2013
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Em Suicídios Exemplares a ideia de se matar torna-se a saída para as deceções ou ausências nas vidas dos personagens. Contudo, acontece sempre alguma coisa que altera o desfecho esperado. Com narrativas cheias de imaginação, subtileza e inteligência, a obsessão pelo suicídio acaba, paradoxalmente, por afastar a tentação da morte, tornando-se num incentivo para a vida e transformando positivamente a ação dos heróis deste livro.

«Há uns anos começaram a surgir uns misteriosos graffiti nas paredes da cidade de Fez, em Marrocos. Descobriu-se que eram traçados por um vagabundo, um camponês emigrado que não tendo conseguido integrar-se na vida urbana para se orientar começara a marcar os itinerários do seu próprio mapa secreto, sobrepondo-os à topografia da cidade moderna que lhe era alheia e hostil.
A minha ideia, ao iniciar este livro contra a vida alheia e hostil, é agir de modo semelhante ao do vagabundo de Fez, ou seja, tentar orientar-me no labirinto do suicídio marcando o itinerário do meu próprio mapa secreto e literário e esperar que este coincida com aquele que tanto atraiu o meu personagem favorito, esse romano do qual Savínio na Melancolia hermética nos conta que, a traços largos, a princípio viajava sumido na saudade, mais tarde foi invadido por uma tristeza muito humorística, procurou depois a serenidade helénica e finalmente — "Tentem, se puderem, deter um homem que viaja com o suicídio na lapela", dizia Rigaut — deu uma digna morte a si mesmo, e fê-lo de um modo ousado, como protesto por tanta estupidez e na plenitude de uma paixão, pois não desejava diluir-se obscuramente com a passagem dos anos.»

Suicídios Exemplares

de Enrique Vila-Matas

Propriedade Descrição
ISBN: 978-972-37-1700-6
Editor: Assírio & Alvim
Data de Lançamento: maio de 2013
Idioma: Português
Dimensões: 147 x 205 x 15 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 184
Tipo de produto: Livro
Coleção: Peninsulares
Classificação temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 978972371700610
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável
e e e e e

De morrer a rir

TM

Um livro profundamente original onde, acompanhando a vida de 10 personagens, se trata de um tema tão sério, como são o suicídio e a depressão, de uma forma tão descontraída e humorística, mas sem perder o tacto. Brilhante.

e e e e E

Suicídio, a saída humorística

Sónia Moreira Cabeça

Cada conto deste livro é uma pequena preciosidade carregada de humor e ironia. Um livro audaz, surpreendente. Por maior empatia que sintamos com as personagens, é difícil não deixar escapar um sorriso (quase culpado). No final, a sensação de ter lido pouco; de querer mais histórias. Uma obra que explica porque é Vila-Matas o preferido de muitos quando se trata de atribuir os grandes prémios literários.

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O escritor da invulgaridade

Maria Teresa Meireles

Enrique Vila-Matas tem vindo, ao longo do tempo e dos livros que tem vindo a publicar, a provar que tem um universo único e uma fórmula também única de o expressar. Toda a sua ficção é perpassada por uma estranheza a que este livro de contos não foge - por isso, quando os lemos, nos sentimos aparecer e desaparecer na/da realidade num jogo de contextos e experiências diversas.

e e e e E

A Plenitude Possível

Emanuel Guerreiro

Suicídios Exemplares apresenta dez contos em que domina a temática da morte e do suicídio. As personagens deparam-se com a inevitabilidade da morte, seja a eventualidade do seu próprio desaparecimento, seja a partida da familiares ou amigos, redescobrindo a aprendizagem de viver e a vitória sobre o seu próprio fim, ao enfrentar «a única plenitude possível, a plenitude suicida». Veja-se o conto «A Arte de Desaparecer», onde um autor, quando se anuncia a publicação das suas obras escritas ao longo de quarenta anos e se adivinha a aclamação pública e da crítica pela sua genialidade, opta por desaparecer no fundo de um barco, para que a atenção recai sobre a obra e não nele, que fique a obra, que seja conhecida a obra, anulando-se o criador para que se eleve a obra. Também curioso o conto em que se dá um irónico encontro com o diabo.

Enrique Vila-Matas

Enrique Vila-Matas nasceu em Barcelona em 1948. Em 1968 foi viver para Paris, autoexilado do governo de Franco e à procura de maior liberdade criativa. O apartamento onde se instalou foi-lhe alugado pela escritora Marguerite Duras. Durante esse anos subsistiu realizando pequenos trabalhos como jornalista para a revista "Fotogramas", e chegou a colaborar como figurante num filme de James Bond.
Vila-Matas publicou o seu primeiro livro, "La Asesina Ilustrada", em 1977, e desde então não mais deixou de escrever porque, de acordo com o que o próprio afirmou, "escrever é corrigir a vida, é a única coisa que nos protege das feridas e dos golpes da vida."
Com a publicação de "História Abreviada da Literatura Portátil" começou a ser reconhecido e admirado no âmbito internacional, especialmente nos países latino-americanos e Portugal.
As suas obras são uma mescla de ensaio, crónica jornalística e novela. A sua literatura, fragmentária e irónica, dilui os limites entre a ficção e a realidade. Desenvolveu uma ampla obra narrativa que se inicia em 1973 e que, até à data, foi traduzida para nove idiomas. Atualmente é um dos narradores espanhóis mais elogiados pela crítica nacional e internacional, ainda que os prémios e o reconhecimento em Espanha tenham chegado tardiamente.
Tradução e adaptação de www.Escritores.org

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