Sono Crepuscular

de Edith Wharton
Editor: Edições Asa, setembro de 2010 ‧
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Com a cosmopolita cidade de Nova Iorque como pano de fundo, a família Manford refugia-se nas mais variadas formas de evasão para fugir ao tédio e ao vazio das suas vidas privilegiadas. No mundo da alta-sociedade a que pertencem, abundam o sexo, as drogas, a ânsia por dinheiro e poder, a atracção pelo oculto e pela espiritualidade new age. Nona é a filha mais nova e com apenas 19 anos ambiciona mais do que a busca de prazer imediato adoptada pela maioria dos jovens da sua idade. Numa época cuja prioridade é dada a relacionamentos superficiais, ela procura uma existência com sentido, algo que partilha com o meio-irmão, Jim. Mas a mãe de ambos, Pauline, tem da vida uma visão bastante mais utilitária e hedonista. A sua obsessão com as aparências vai forçá-los a assumir posições extremas e ditar irremediavelmente o futuro de todos.

Sono Crepuscular poderia ter sido escrito no século XXI. Mas, na verdade, a grande senhora das letras americanas, Edith Wharton, escreveu-o no início do século passado e retratou os loucos anos vinte em toda a sua duplicidade.

Sono Crepuscular

de Edith Wharton

Propriedade Descrição
ISBN: 9789892310022
Editor: Edições Asa
Data de Lançamento: setembro de 2010
Idioma: Português
Dimensões: 153 x 233 x 19 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 304
Tipo de produto: Livro
Coleção: Vintage
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789892310022

Fabuloso

Lurdes Freire

O retrato de uma certa sociedade americana que podia ser a actual. O fabuloso estilo literário da autora prende e envolve-nos até aofim.

Uma retrato social com quase um século, que se mantém muito actual

Sandra Barão Nobre

Confesso que o enredo não me cativou muito, mas o estilo literário de Edith Wharton é delicioso. O que mais me interessou foi o retrato social de uma certa elite nova-iorquina do início do século XX e a subjacente crítica social. A autora é subtilmente irónica e ao mesmo tempo acutilante. Dei por mim a rir à gargalhada com as deixas da bem intencionada Pauline, que vive num mundo muito próprio e muito fútil, sempre extremamente ocupada com a organização das suas sumptuosas festas e a descoberta de novos gurus que lhe mostrem o caminho mais rápido para um suposto crescimento espiritual. É daquelas personagens que poderíamos, ainda hoje, encontrar retratada numa qualquer revista sobre o nosso pseudo jet set!

SOBRE O AUTOR

Edith Wharton

Edith Wharton nasceu em 1862 numa das famílias mais ricas e conceituadas de Nova Iorque. Para além de Sono Crepuscular, da sua vasta obra literária destacam-se A Idade da Inocência, Ethan Frome, Jovens Rebeldes e A Casa da Felicidade. Conhecida pela sua perspicácia e acutilância, é uma cronista excecional e um dos nomes incontornáveis da literatura mundial. Foi a primeira mulher a ser distinguida com o Prémio Pulitzer de Ficção, a ser nomeada doutora honoris causa pela Universidade de Yale e a ser eleita para a Academia Americana de Artes e Letras. Faleceu em França, em 1937.

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