Servir o Povo

de Yan Lianke
Editor: Editorial Teorema, agosto de 2008 ‧
Yan Lianke apropria-se do célebre slogan da Revolução Cultural para pisar os tabus mais sagrados do exército, da revolução, da sexualidade e da correcção política. O suficiente para provocar uma crise de apoplexia ao Ministro da Propaganda Chinês, encarregado da censura.
Este divertido romance é tão iconoclasta com jubilatório. Servir o Povo transforma-se, por ordem de um Coronel do Exército Popular de Libertação, na obrigação de satisfazer as necessidades sexuais da mulher da mulher do seu superior. Ausente o marido durante dois meses, os dois amantes passam os dias fechados em casa, onde descobrem por acaso, ao partirem uma pequena estátua de gesso de Mao, que este gesto sacrílego decuplica o seu desejo. A partir daí é ver quem se mostra mais 2contra-revolucionário", destruindo o máximo de objectos ligados ao Grande Timoneiro.

Servir o Povo

de Yan Lianke

Propriedade Descrição
ISBN: 9789726957652
Editor: Editorial Teorema
Data de Lançamento: agosto de 2008
Idioma: Português
Dimensões: 168 x 232 x 12 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 175
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789726957652

O homem e a sua circunstância

Jorge Coelho

Indo mais além da sátira e da anedota, Lianke expõe com a história de Wu Dawang os horizontes que configuram a expetativa de realização de cada individuo num sistema social e politico centralmente organizado. O individuo é, em parte, a sua circunstância, como disse Ortega y Gasset, e Lianke expõe-a sem freios. Ao fazê-lo conhece e assume a reação do sistema. O livro foi proibido, o escritor esse persiste.

SOBRE O AUTOR

Yan Lianke

Yan Lianke nasceu em agosto de 1958, em Song, na província chinesa de Henan. Os seus pais eram camponeses pobres sem recursos para lhe pagar um curso universitário, encorajando-o por isso a entrar no exército, o que ele fez aos vinte anos. Em 1985, formou-se em Ciências Políticas na Universidade de Henan e, em 1991, em Literatura no Instituto de Arte do Exército Popular de Libertação. Começara a escrever ficção em 1978, tendo saído do exército em 2004. As suas obras de pendor crítico e às vezes satírico provocaram reações do regime, tendo dois dos seus romances sido proibidos e o seu passaporte apreendido por algum tempo. É atualmente professor no Instituto de Literatura da Universidade Renmin da China. Além de receber por duas vezes o Prémio Literário Lu Xun, foi proposto, em 2012, para o Prémio Príncipe das Astúrias de Letras e fez parte da shortlist do Man Booker Prize por duas vezes. Em 2014, foi-lhe atribuído o prémio internacional de literatura Franz Kafka e, em 2021, o Prémio Newman para Literatura Chinesa.

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