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Será que os Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?

de Philip K. Dick
Editor: Relógio D'Água, outubro de 2017 ‧
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O romance que deu origem ao filme Blade Runner, do autor de Minority Report e A Scanner Darkly. Philip K. Dick morreu em 1982, mas a sua visão futurista, carregada de humor negro, é mais perturbante e poderosa do que nunca. A Guerra deixou a Terra devastada. Por entre as ruínas, o caçador de recompensas Rick Deckard persegue a sua presa: os andróides desertores. Quando não desempenha esta tarefa, Deckard sonha possuir o maior símbolo de status da época: um animal vivo. É então que Rick recebe a sua principal tarefa: localizar seis Nexus, seis alvos que lhe podem valer uma enorme recompensa. Mas a vida nunca é assim tão linear, e a de Rick transforma-se rapidamente num pesadelo caleidoscópio de subterfúgios e enganos.

«O escritor de ficção científica mais consistente do mundo.» [John Brunner]

«Um dos genuínos visionários que a ficção norteamericana produziu.» [L.A. Weekly]

«Philip K. Dick vê e abraça as possibilidades aterradoras de que os outros autores fogem.» [Paul Williams, Rolling Stone

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Para além dos raios laser

A ficção científica, tal como a fantasia, é tida por muitas pessoas como o parente pobre da literatura por não ter a densidade emocional e tensão dramática que costuma caracterizar a ficção literária mais convencional. Segundo estas vozes críticas, é difícil acreditar que histórias sobre viagens à velocidade da luz em naves espaciais, aventuras em planetas povoados por espécies alienígenas, com raios laser e portais para outras dimensões possam levar o leitor a refletir sobre a condição humana, as tensões sociais ou os dilemas da vida real. Felizmente, esta ideia tem vindo a mudar. Há cada vez mais defensores da ideia de que a ficção científica é um terreno fértil para explorar questões que nos dizem muito. Quando nos vemos confrontados com histórias que decorrem em realidades paralelas ou em futuros distantes, muito diferentes do que esperamos, somos levados a comparar essas visões alternativas com a nossa própria realidade e, muitas vezes, descobrimos nelas mais semelhanças do que imaginaríamos à partida. Como em todos os géneros literários, há formas muito diferentes de escrever ficção científica. Os Despojados, de Ursula K. Le Guin Em Os Despojados, Ursula K. Le Guin apresenta-nos Urras, um planeta capitalista marcado pela opulência e pela desigualdade, e Anarres, um planeta anarquista onde a liberdade se constrói no meio da escassez e do isolamento. Ao seguirmos Shevek, um físico nascido em Anarres que viaja até ao planeta inimigo, apercebemo-nos das diferenças entre os dois sistemas sociais, antagónicos e longe da perfeição. À medida que avançamos na leitura, é fácil perceber que esta história não é mais do que um espelho do que se passa no nosso planeta, com tensões entre povos que duram há muito tempo. No caso de Os Despojados, Le Guin serviu-se de Urras e Anarres para falar nos EUA e na União Soviética que, na época em que o livro foi escrito, viviam em plena Guerra Fria. A linguagem utilizada é clara nuns momentos e profundamente filosófica noutros, e cumpre o propósito de nos desafiar a questionar o mundo que nos rodeia, as nossas convicções e preconceitos. COMPRO NA WOOK! » Solaris, de Stanislaw Lem Numa estação espacial em órbita de um planeta coberto por um oceano vivo e consciente, um grupo de cientistas tenta compreender aquilo que observa. Confrontados com uma inteligência diferente da sua, e numa tentativa de encontrar explicações científicas para o que testemunham, os cientistas acabam por sofrer manifestações físicas das suas memórias e traumas mais profundos, materializados pelo oceano, que parece ler e reagir à mente humana.
Esta é a proposta de Solaris, de Stanislaw Lem, um romance sobre a solidão e o desconhecido. Mais do que explicar o que é e como funciona este planeta, Lem preocupa-se em mostrar ao longo do romance como o ser humano procura respostas fora de si para perguntas que, na verdade, são sobretudo internas. A escrita é densa, os diálogos são muitas vezes filosóficos e a atmosfera é claustrofóbica, mas a recompensa está na profundidade das questões que este clássico escrito em 1961 levanta. Entre as várias adaptações cinematográficas da obra, a mais emblemática é a de Andrei Tarkovsky, datada de 1972. COMPRO NA WOOK! » Veja aqui o filme Solaris, de Andrei Tarkovsky Os Funcionários, de Olga Ravn Olga Ravn é poetisa e a sensibilidade da sua escrita ajuda a tornar Os Funcionários uma obra muito particular. A narrativa foca-se na vida monótona e fragmentada de uma tripulação composta por humanos e androides a bordo de uma nave espacial. O livro é construído como uma série de depoimentos curtos, relatórios e observações pessoais, que juntos formam um mosaico sobre o trabalho, a rotina e a alienação num ambiente artificial e opressivo. A chegada de objetos misteriosos ao interior da nave desperta emoções e questionamentos inesperados nos seus ocupantes, trazendo à tona a vulnerabilidade escondida sob a rotina. Ao usar uma linguagem lírica, Ravn explora a fronteira entre o humano e o mecânico, e mostra-nos que mesmo num futuro tecnologicamente avançado persistem dúvidas antigas sobre identidade, desejo e pertença. Uma leitura breve mas intensa, ideal para quem aprecia ficção científica intimista e sensorial. COMPRO NA WOOK! » Estação Onze, de Emily St. John Mandel Estação Onze, de Emily St. John Mandel, não se passa num planeta distante, não tem aliens, nem realidades paralelas. Depois de ser assolada por uma pandemia, a nossa civilização colapsa e a população que resta tenta reconstruir a vida num mundo quase selvagem onde a arte e a memória são os últimos redutos da Humanidade. Num cenário de ruína e silêncio, é a beleza da cultura, e não a tecnologia ou a força, que mantém viva a centelha do que significa, de facto, ser humano.
O romance alterna entre o passado, o colapso e o presente pós-apocalíptico, tecendo uma narrativa onde as vidas se cruzam através de gestos simples e acontecimentos aparentemente banais. Os grandes heróis desta história não são guerreiros ou pessoas movidas por vinganças ou patriotismo, mas sim um grupo de atores que percorre o mundo com o único objetivo de apresentar em palco peças de Shakespeare e outros textos e peças de música clássicas a pessoas que, no meio do caos e da destruição, ainda anseiam pela beleza da arte. Mandel não escreve sobre catástrofes, mas sobre o que permanece depois delas, a necessidade humana de criar, de recordar e de partilhar emoções. COMPRO NA WOOK! » Será que os Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?, de Philip K. Dick Qualquer lista que pretenda reunir os melhores filmes da História do cinema ficará incompleta sem Blade Runner. A película, realizada há mais de 40 anos por Ridley Scott, conta com uma banda sonora emblemática de Vangelis, efeitos especiais e cenários que fazem inveja a filmes recentes e um elenco encabeçado por Harrison Ford repleto de interpretações inesquecíveis. Mas o que torna o filme tão único e especial é a história, baseada num livro de Philip K. Dick, um dos mestres da ficção científica.
Em Será que os Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?, a Terra foi arrasada e a vida é simulada com tal precisão que já não é possível distinguir o real do artificial. A ação gira em torno de Rick Deckard, um caçador de androides que tentam fazer-se passar por humanos. Deckard começa por ver os androides apenas como máquinas que têm de desaparecer da face da terra e faz o seu trabalho sem dificuldades, mas à medida que interage com eles encontra nestes seres emoções, desejos e uma complexidade demasiado humana. Há momentos pautados por humor negro e lucidez, e outros, mais caóticos e pesados, em que vemos a fragilidade e instabilidade emocional das personagens ganhar terreno. Toda a obra literária de Philip K. Dick é atravessada por questões sobre identidade, realidade e o que significa ser humano, e este livro não é exceção. COMPRO NA WOOK! »

Será que os Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?

de Philip K. Dick

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896416027
Editor: Relógio D'Água
Data de Lançamento: outubro de 2017
Idioma: Português
Dimensões: 152 x 233 x 15 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 224
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Ficção Científica
EAN: 9789896416027

E será que os Humanos (ainda) sonham com Ovelhas reais?

António J. Figueira

Obra muito interessante e bem conseguida que - tal como já referido em comentários abaixo - explora a temática das condições de humanidade. Por meio do hedonismo, desempatia, frieza emocional e desumanização, PKD apresenta-nos um menú de personagens (humanas e andróides) cujo denominador comum é o caráter decadente. Neste sentido, esta obra não aborda apenas a questão sobre se andróides podem almejar ser humanos, mas (e creio que esta proposta é bem mais interessante), se os humanos também não correm o risco de se converterem em andróides, do ponto de vista social e emocional. É por isso uma obra onde abundam sequências narrativas de introspecção e "monólogos mentais". Pelo contrário, as descrições associadas a momentos de ação e conflitos são manifestamente cruas, o que pode estranhar os leitores que já tomaram contacto com o produto deste romance na sétima arte.

Grande obra de Philip K. Dick

Edgar Bonito

O filme é mais impressionante que o livro, mas ainda assim é uma grande obra de ficção científica.

Muito há no livro que não está no filme

João M.

Deckard é um caçador de andróides rebeldes que se regressaram à Terra sem autorização, que são simplesmente "retirados". Foi este o livro que inspirou o famoso filme "Blade Runner". Se o negro cenário distópico de uma Terra num pós-guerra global é o mesmo, muito há no livro que não está no filme e o filme aventura-se muito para além do que está no livro. Aqui, há novos dispositivos pessoais (não, não são telemóveis... porque será que quase nenhum autor de sci-fi se lembrou dos telemóveis?) que controlam o humor/depressão dos humanos e permitem uma fusão de consciências global, numa espécie de nova religião, o "mercerismo", que compete com as estrelas de um programa da "velha" televisão que pretendem, elas mesmas, alcandorar-se a um estatuto quase divino. Aqui, o conceito de luxo mudou (como são fúteis e circunstanciais as nossas aspirações). Aqui, Deckard é casado e não, no final não foge com Rachael... (irritante, irritante, é a má tradução)

O filme é melhor

ASC

É um dos raros casos em que o filme fica melhor do que o livro. Mas mesmo assim, para quem gosta de Ficção cientifica é um clássico que merece ser lido.

Excelente

Ricardo Hayes

Já andava há alguns anos para ler este livro(sou fã de Blade Runner) e devo que não desapontou. Adorei a história e as perguntas que a mesma levanta, perguntas essas, mais actuais do que nunca. A única coisa que me deixou um pouco descontente foi a forma como as mulheres, andróides e humanas, são caracterizadas por Dick. Terei de ler mais livros para tentar perceber se isso apenas acontece neste livro. Recomendo!

O que nos faz humanos?

AC

É um fascinante romance distópico de Philip K. Dick, um dos mais importantes autores americanos do gênero. Curto e sem divagações, elementos característicos da sua bibliografia. A história do caçador de androides Rick Deckard lida com questões filosóficas que levam o leitor a discutir o que nos faz humanos, além do papel da religião nessa equação, sem jamais resvalar para o caminho das respostas fáceis e didáticas... Mais tarde foi adaptado a mundo do cinema no filme culto de ficção científica Blade Runner, e mais recentemente no Blade Runner 2049, continuação do primeiro.

Empatia

Nuno Cordeiro

Livro a partir do qual foi realizado o mítico filme Blade Runner. Num futuro pós apocalíptico, numa costa leste do Estados Unidos coberta de poeiras atómicas, o caçador Rick tem por missão exterminar 6 androides que chegaram à terra. Munido de um aparelho que mede a empatia para detetar possíveis androides, descobre algo fatal quando realiza o teste a si próprio.

Visceral

Claudino Moura

É impossível não ler o livro a pensar no filme Blade Runner. O filme baseia-se neste livro e o autor morreu duas semanas antes da estreia. Mas como geralmente acontece, a imagem que criamos na nossa cabeça ao ler um livro é muito mais intensa, e nossa (pessoal) do que qualquer filme que tenhamos visto baseado no livro. Este livro é visceral, é complexo, personagens e leitores estão sempre no fio da navalha. E enquanto no filme existe uma sombra de esperança sobre o futuro, no livro existe uma teia complexa de sentimentos que aumentam de intensidade até à conclusão de que não há redenção possível.

SOBRE O AUTOR

Philip K. Dick

Philip K. Dick nasceu em Chicago, em 1928, e viveu grande parte da sua vida na Califórnia. Após frequentar a Universidade da Califórnia, da qual desistiu, deu início à sua carreira profissional como escritor de numerosos romances, ensaios e coletâneas de contos, todos no género da ficção científica. Em 1963, venceu o prémio Hugo por O Homem do Castelo Alto, ao que se seguiram outras obras, prémios e adaptações cinematográficas. É atualmente considerado um dos mais influentes escritores da segunda metade do século XX, tendo as suas ideias visionárias causado grande impacto na cultura contemporânea. Morreu em 1982, em Santa Ana, Califórnia.

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