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Salazar, As Citações

Poder, solidão, amargura

de Manuel S. Fonseca
Editor: Editora Guerra & Paz, setembro de 2024 ‧
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Poder, Solidão, Amargura é um livro feito com as palavras de Salazar, da juventude até à morte. Vamos vê-lo no auge do poder, vamos entrar na solidão em que viveu, vamos, à beira do fim, tocar a sua amargura. Que Salazar nos mostram os discursos, entrevistas, confissões e os seus desabafos íntimos?

Salazar foi pródigo nas palavras: falou com abundância e até com exuberância. Escreveu cuidadosamente, para o futuro e para o mito, discursos políticos, sociais, ideológicos e económicos. Revelou, em entrevistas rigorosamente controladas, um calculado lado humano. Uma ou outra vez, escapou-lhe o seu fundo íntimo, sobretudo nos momentos de fragilidade para que a velhice e a doença o empurraram.

Este livro de citações de Salazar é original: o primeiro em que as citações surgem ano a ano, de 1926 a 1970, com indicação da data e da circunstância em que Salazar falou. E cada década é precedida de um contexto histórico, da autoria do organizador, Manuel S. Fonseca, permitindo ao leitor uma clara percepção das razões, conflitos e pressões que cercavam Salazar quando disse o que disse e este livro transcreve.

"Quantas vezes já ouvimos palavras sobre Salazar? A maioria dessas palavras são agrestes e críticas para aquele que foi uma das figuras mais controversas do século XX em Portugal - existem também as palavras saudosistas como as do tipo "No tempo de Salazar" que já todos ouvimos vindas de um tempo nem sempre distante. Mas o que este livro organizado por Manuel S. Fonseca nos propõe são as palavras do próprio Salazar através de uma seleção de citações, de discursos, entrevistas e desabafos íntimos que ocorreram entre 1926 e 1970.
Organizado cronologicamente permite que o leitor siga a linha do tempo e acompanhe a evolução do pensamento de Salazar, em paralelo com os acontecimentos que marcavam a História Mundial, como a II Grande Guerra, o crescimento da Cortina de Ferro, ou a Guerra Fria e também os principais momentos da História de Portugal nesse período. Das palavras cuidadosamente escritas no auge do seu poder até à amargura das palavras reveladas na solidão dos últimos dias, este livro oferece uma clara perceção das razões e condicionalismos que cercavam Salazar quando disse o que disse.
"No dia em que eu abandonar o poder, quem voltar os meus bolsos do avesso, só encontrará pó.""

Salazar, As Citações

Poder, solidão, amargura

de Manuel S. Fonseca

Propriedade Descrição
ISBN: 9789895760985
Editor: Editora Guerra & Paz
Data de Lançamento: setembro de 2024
Idioma: Português
Dimensões: 151 x 231 x 13 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 192
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > História > História de Portugal
EAN: 9789895760985

SOBRE O AUTOR

Manuel S. Fonseca

Tinha cinco anos quando chegou a Angola, ao musseque Sambizanga, em Luanda, cidade em que viveu, com interregno de dois anos no Lobito, até final de 1976. Infância, adolescência e independência são a matéria do livro Crónica de África. Admirador impenitente das crónicas de Nelson Rodrigues e António Lobo Antunes, quis, nesta Crónica de África, tratar as suas cenas da vida real com o gosto narrativo que tanto o deslumbra no cinema.
Cronista no Expresso e no Jornal de Negócios, com artigos publicados no JL, Semanário, Face, Marie Claire CM e Granta, foi, antes, autor de Michelangelo Antonioni e Francis Ford Coppola, biografias editadas pela Cinemateca. Coautor, com João Bénard da Costa, do volume IV do Cinema Musical. Na Guerra & Paz, foi autor de A Revolução de Outubro – Cronologia, Utopia e Crime, Pequeno Dicionário Caluanda e o Pequeno Livro dos Grandes Insultos. Organizou e prefaciou várias antologias de Fernando Pessoa, em particular Que Salazar era o Salazar de Fernando Pessoa e a trilogia de livros ligados às grandes tragédias do século XX, Manifesto Comunista, Mein Kampf e Pequeno Livro Vermelho. Prefaciou ainda obras de Platão, Jonathan Swift, Rimbaud, Mark Twain, Claude Le Petit, Oscar Wilde e Pierre Félix- Louÿs.

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