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Rui Calçada Bastos
Editor:
Documenta, Janeiro de 2017 ‧
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SINOPSE
Livro publicado em parceria com a Fundação Carmona e Costa por ocasião da exposição Walking Distance, de Rui Calçada Bastos, na Sala Cinzeiro 8 (8 Nov. 2016 - 16 Jan. 2017), no maat - Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia / Fundação edp, com curadoria de João Pinharanda.
O trabalho de Rui Calçada Bastos obriga-nos a considerar o mundo como uma realidade próxima embora misteriosa e inesperada. Neste sentido aproxima-nos de alguma poesia contemporânea que lida com palavras comuns, imagens planas, situações totalmente vulgares fazendo que a exposição dessa banalidade, a sucessão de episódios sem qualquer grandiloquência, drama ou lirismo se torne, exactamente, o palco de exposição das emoções (hoje) possíveis, e possa ser, afinal, o lugar onde se revelam as possibilidades de abertura ou de afundamento dos seres. O real que Rui Calçada Bastos regista parece próximo - porque nenhum segredo parece esconder as imagens que nos apresenta; elas são aquilo que são, sem a adição de qualquer elemento do que, em linguagem comum, entendemos por beleza; são pormenores de um mundo urbano e sempre incompleto (porque em movimento perpétuo, porque nunca terminado, porque já em desagregação). Mas quanto mais banais nos (a)parecem essas imagens, mais obscuras resultam, mais se inverte ou se desdobra o seu significado. É nisso que consiste o resvalar ou o desvio que referimos; marcado, por vezes, por jogos visuais de decifração e adivinhação dos sinais de reconhecimento do real, por jogos de simetria e desmultiplicação de imagens mas garantindo, também, pequenas narrativas abertas que, partindo de registos instantâneos e sem significado inicial, vão ganhando espessura à medida que se olham, que se relacionam com outras imagens registadas/colocadas antes ou depois ou ao lado de…
[João Pinharanda]
O trabalho de Rui Calçada Bastos obriga-nos a considerar o mundo como uma realidade próxima embora misteriosa e inesperada. Neste sentido aproxima-nos de alguma poesia contemporânea que lida com palavras comuns, imagens planas, situações totalmente vulgares fazendo que a exposição dessa banalidade, a sucessão de episódios sem qualquer grandiloquência, drama ou lirismo se torne, exactamente, o palco de exposição das emoções (hoje) possíveis, e possa ser, afinal, o lugar onde se revelam as possibilidades de abertura ou de afundamento dos seres. O real que Rui Calçada Bastos regista parece próximo - porque nenhum segredo parece esconder as imagens que nos apresenta; elas são aquilo que são, sem a adição de qualquer elemento do que, em linguagem comum, entendemos por beleza; são pormenores de um mundo urbano e sempre incompleto (porque em movimento perpétuo, porque nunca terminado, porque já em desagregação). Mas quanto mais banais nos (a)parecem essas imagens, mais obscuras resultam, mais se inverte ou se desdobra o seu significado. É nisso que consiste o resvalar ou o desvio que referimos; marcado, por vezes, por jogos visuais de decifração e adivinhação dos sinais de reconhecimento do real, por jogos de simetria e desmultiplicação de imagens mas garantindo, também, pequenas narrativas abertas que, partindo de registos instantâneos e sem significado inicial, vão ganhando espessura à medida que se olham, que se relacionam com outras imagens registadas/colocadas antes ou depois ou ao lado de…
[João Pinharanda]
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789898834508 |
| Editor: | Documenta |
| Data de Lançamento: | Janeiro de 2017 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 200 x 262 x 9 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 120 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Arte
>
Artes em Geral
|
| EAN: | 9789898834508 |
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