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Rua de Portugal

de Gastão Cruz

editor: Assírio & Alvim, outubro de 2002
A memória é a matriz deste novo livro de poemas de Gastão Cruz, que se segue a "Crateras" (Prémio D. Dinis, da Casa de Mateus). O livro divide-se em quatro partes ("Retratos"; "Rua de Portugal e outros lugares"; "O vocábulo tempo" e "A norma da desordem"). A evocação da infância no Algarve, da praia, das alfarrobeiras. A memória dos lugares, como no poema que dá o título ao livro, "Rua de Portugal": "Já não existe a casa/ vinte o/ número/ da trémula muralha térrea/ defensora/ duma pátria começando/ quase sem luz/ no céu com o sentido que lhe davam/ sombras fixas/ Para lá do tecto indefinido a/ luz criava como/ uma onda/ a casa sobre o mar". O tempo, a morte, os que morreram ("Demasiados mortos para a/ minha memória").

"O título, que desde logo chama a atenção pela sua conotação, coroa um belo livro de poemas (...). Também um certo tom elegíaco, dantes mais contido, se liberta agora, deixando o poeta fluir uma espécie de observação melancólica do mundo que o faz regressar sobre as figuras da sua infância e adolescência, sobre a sua geografia de origem, como em Luiza Neto Jorge as ruas talhadas pelo sol caindo a pique do Algarve natal, para restituir sabores, cores, cheiros e memórias de grande densidade plástica e lírica: 'Com uma lente aumento/avidamente o tempo'"
Bernardo Pinto de Almeida, Os Meus Livros, Nov.02

"(estes poemas) afirmam o princípio de que tudo nasce na palavra, a vida é precisamente aquilo que se gera na palavra e permanece nela inseparável e íntima."
António Guerreiro, Expresso-Cartaz, 26/10/02

" 'Rua de Portugal' é, depois de 'Crateras', o segundo livro de um 'novo ciclo' da poesia de Gastão Cruz. Mais biográfico, mas sem perder o rigor e o apuro formal, intensamente elegíaco e com momentos de grande beleza."
Pedro Mexia, Dna, 9/11/02

Rua de Portugal

de Gastão Cruz

Propriedade Descrição
ISBN: 978-972-37-0736-6
Editor: Assírio & Alvim
Data de Lançamento: outubro de 2002
Idioma: Português
Dimensões: 145 x 205 x 9 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 88
Tipo de produto: Livro
Coleção: Poesia Inédita Portuguesa
Classificação temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 9789723707366
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável
Gastão Cruz

Poeta e ensaísta português, Gastão Cruz nasceu em 1941, na cidade de Faro, no Algarve, e licenciou-se pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa em Filologia Germânica. Professor do ensino secundário, o autor exerceu paralelamente, entre 1980 e 1986, a carreira de leitor de Português no King's College de Londres e dirigiu, nos anos 70 a 90, após a morte de Carlos Ferreira, o grupo de teatro Teatro Hoje/Teatro da Graça que ajudou a fundar. Traduziu vários textos dramáticos, de autores como Strindberg, Shakespeare e Jean Cocteau. Ainda muito jovem, com apenas 19 anos, Gastão Cruz, manifestando já um grande apego pelo texto poético, publica o seu primeiro livro, A Morte Percutiva, no volume coletivo intitulado Poesia 61, que compila textos de uma plêiade de cinco jovens poetas: Casimiro de Brito, Fiama Hasse Pais Brandão, Luiza Neto Jorge e Maria Teresa Horta. Autor de uma obra muito diversa, publicou, entre outros, os seguintes títulos: A Morte Percutiva; A poesia Portuguesa Hoje, 1973; Campânula, 1978; Orgão de Luzes; Transe (1960-1990); As Pedras Negras, 1995; Poesia Reunida, 1999; Crateras, 2000 que recebeu o Prémio D. Dinis. Faleceu a 20 de março de 2022.

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