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Retratos da Precariedade

Quotidianos e aspirações dos trabalhadores jovens

de Renato Miguel do Carmo e Ana Rita Matias
Editor: Tinta da China, março de 2019 ‧
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O TRABALHO PRECÁRIO EM PORTUGAL - Um fenómeno quase invisível, reflexo de um mal-estar social e com consequências devastadoras.

O Brexit em Inglaterra, a eleição de Donald Trump e de Jair Bolsonaro, a ascensão da extrema-direita em vários países da Europa: tudo isto são sintomas de um enorme mal-estar social. Neste contexto de esvaziamento de aspirações e expectativas em relação ao futuro, há um fenómeno devastador em crescimento no mercado de trabalho europeu e português, que continua a ser «invisível»: a precariedade laboral.

Este livro, que conta com o testemunho de 24 jovens portugueses, olha para um dos grupos mais afectados pela crise económica-financeira, procurando aferir o verdadeiro impacto da banalização do trabalho precário. Muitos jovens enfrentam hoje situações de estágios não-remunerados, bolsas de investigação consecutivas, contratos a termo, recibos verdes e outros, muitas vezes durante vários anos, mergulhando num ciclo de incerteza que não compromete apenas o seu presente - rouba-lhes a possibilidade de traçarem projectos de vida e tem consequências sociais para todos nós.

Retratos da Precariedade

Quotidianos e aspirações dos trabalhadores jovens

de Renato Miguel do Carmo e Ana Rita Matias

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896714789
Editor: Tinta da China
Data de Lançamento: março de 2019
Idioma: Português
Dimensões: 140 x 210 x 12 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 184
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Ciências Sociais e Humanas > Sociologia
EAN: 9789896714789

Retratos da Precariedade. Quotidianos e Aspirações dos Trabalhadores Jovens

Pedro Quintela

Este livro importante, que aborda o fenómeno da precariedade em Portugal, focando especialmente os aspetos relativos ao segmento populacional mais jovem. Recorrendo a metodologias quantitativas e, sobretudo, qualitativas, os autores tipificam diversos ‘percursos precários’ e centram-se em especial na análise das representações dos atores sociais em torno deste fenómeno. Um aspeto interessante da obra é terem sido realizadas entrevistas aos mesmos 24 jovens, de áreas científicas e formação diversificadas, em dois períodos diferentes (2016 e 2018), permitindo aferir a evolução das suas perspetivas num contexto ainda muito marcada pela recente crise socioeconómica em Portugal (2008-2015). Igualmente interessante, o posfácio da obra amplia o debate, em termos teórico mas também políticos, propondo algumas alternativas emancipatórios que busquem a superação da atual situação.

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