Relação Pastoral de Ajuda

Boas Práticas no Acompanhamento Espiritual de Doentes

de Fernando Sampaio
Editor: UCP Editora, julho de 2011 ‧
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A vida religiosa autêntica entra dentro do dinamismo oblativo de Jesus Cristo e configura-se radicalmente a ele. Como é sabido, toda a vida cristã deve ser oblação agradável ao Senhor e há-de nortear-se pela observância fiel e constante da vontade de Deus. Os religiosos e religiosas, porém, mais do que outros, são chamados a viver intensamente este misté­rio de comunhão profunda com Deus, mediante a oferta radical das suas pessoas ao Senhor. "O próprio estado religioso - afirma o Concílio - imita, mais de perto, e perpetuamente representa na Igreja aquela forma de vida que o Filho de Deus assumiu ao entrar no mundo para cumprir a vontade, do Pai e por Ele foi proposta aos discípulos que o seguiam" (LG 44). Por impulso do Concílio, os Institutos Religiosos lançaram-se geralmente num amplo trabalho de renovação e adaptação das suas estruturas, de revisão dos seus textos constitucionais e jurídicos, de redescoberta e actualização do seu carisma fundacional. Tem sido um esforço imenso, que não deixará de se traduzir em frutos benéficos. (…)As reformas estruturais são necessárias, mas hão-de servir, como sabemos, para se atingir o objectivo primeiro, que é o encontro pessoal de cada religioso com Jesus Cristo, em profundidade. Só esse encontro possibilita uma experiência forte do Deus vivo; e só assim as pessoas se transformam por dentro e se abrem à doação plena de si mesmas ao Pai e aos irmãos.

Relação Pastoral de Ajuda

Boas Práticas no Acompanhamento Espiritual de Doentes

de Fernando Sampaio

Propriedade Descrição
ISBN: 9789725403037
Editor: UCP Editora
Data de Lançamento: julho de 2011
Idioma: Português
Dimensões: 159 x 228 x 11 mm
Páginas: 192
Tipo de produto: Livro
Coleção: Investigação
Classificação Temática: Livros em Português > Religião e Moral > Catolicismo
EAN: 9789725403037

SOBRE O AUTOR

Fernando Sampaio

Fernando de Almeida Leite de Sampaio é natural de Felgueiras e é capelão no Hospital de Santa Maria, desde dezembro de 1995. Aos 7 anos descobriu que queria ser padre. A mãe, que sempre lhe falou de Deus com muito amor e um padre recente na capela da aldeia onde vivia, contribuíram para este desfecho. Do pai guarda a memória de um homem trabalhador e honesto, "fazia acordos com um aperto de mão, e isso bastava para manter a sua palavra", recorda. Da casa de família em Felgueiras, lembra-se dos irmãos, 5, todos rapazes. "A minha mãe dizia com orgulho que a única saia lá de casa era ela". Alguns já morreram, mas a memória permanece.
Sonhava ser padre de paróquia, trabalhar com jovens e até fazer missões em África, mas Deus, ou o destino, trocaram-lhe as voltas e incumbiram-no de outra missão: a de acompanhar pessoas doentes, hospitalizadas e os seus familiares. É aqui neste momento de fragilidade que encontra "tesouros", porque "o sofrimento é um lugar de encontro com a intimidade."
Desdobra-se em mil tarefas e por isso não tem tempo para os hobbies, mas se tivesse, gostava de ter um pedaço de terra para se entreter e umas galinhas para porem ovos, "talvez na reforma", avança como quem já sonha com isso.
Vai ficar por Lisboa, "já estou cá há muitos anos". Também já sente Lisboa como sendo a sua terra, mas há outra razão; "o clima encanta-me".
Felgueiras é lugar de visita e de reencontro com as raízes e a família que, entretanto, se multiplicou várias vezes. É lá, que se encontra no meio dos seus e recorda a criança que foi, embora sinta que ainda hoje há um menino dentro de si que teima em tornar os dias mais leves, com aquela simplicidade que só as crianças sentem.

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