Reino do Amanhã
SINOPSE
OS SUBÚRBIOS SONHAM COM A VIOLÊNCIA.
Um homem armado abre fogo sobre os clientes do Metro-Centre, um gigantesco centro comercial nas imediações do aeroporto de Heathrow. Uma das vítimas é o pai de Richard Pearson, um executivo ligado à publicidade, recém-desempregado. O principal suspeito é libertado pouco tempo depois, sem qualquer acusação.
Richard, determinado a desvendar o mistério que envolve o caso, começa a ter fortes suspeitas de que algo muito maior e sinistro habita na aparentemente pacata cidade de Brooklands. Ao deparar-se com um mundo neofascista onde os motins são frequentes, as comunidades imigrantes são atacadas por hooligans e os acontecimentos desportivos se transformam em comícios políticos chauvinistas, Richard conhece a verdadeira cúpula do Metro-Centre, que, acima de toda a cidade, controla a população como se transformada no olho de um todo-poderoso deus urbano.
Com esta investida distópica e arrepiante - o seu último romance, inédito em Portugal -, J. G. Ballard força a sociedade moderna a olhar-se ao espelho, mostrando-lhe o rosto das forças mais perversas que atuam sob o brilho do consumismo e do patriotismo arreigado.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789898864017 |
| Editor: | Elsinore |
| Data de Lançamento: | março de 2017 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 156 x 235 x 17 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 352 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 9789898864017 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Apocalíptico
Rita Oliveira
Depois de ter lido Arranha-céus, fiquei fã das narrativas de J. G. Ballard, sempre pontuadas por cenários quase apocalípticos e críticos da vida de hoje. Em Reino do amanhã, passado numa cidade dos subúrbios de Londres, o sentido da vida é consumir e os centros comerciais são as novas catedrais, na verdadeira aceção do termo. São o local onde todos procuram refúgio, onde veneram os seus ídolos, onde vivem o seu quotidiano. Simultaneamente, este ambiente gera uma espécie de governo nacionalista, em que as pessoas se divertem a praticar e a assistir a desportos de contacto violentos e a intimidar e atacar as minorias de imigrantes. Um retrato desenhado em 2006 e que se aproxima muito da realidade que vivemos hoje.
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