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(Re)Descobrir Teresa Sousa

Gravura - 60 anos depois

de Teresa Sousa
Editor: Documenta, novembro de 2024 ‧
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João Carvalho e José Victor Carvalho: «Não obstante as primeiras gravuras, produzidas em Paris […] serem todas em técnicas de gravura em metal (cobre ou zinco) — buril, água-forte e processo misto —, Teresa Sousa dedicou-se a todas as outras técnicas de gravura: litografia, xilogravura, linóleo, serigrafia.»

Este livro foi publicado por ocasião da exposição (Re)Descobrir Teresa Sousa. Gravura — 60 anos depois, com curadoria de João Carvalho e José Victor Carvalho, realizada na Biblioteca Nacional de Portugal, de 8 de Novembro de 2022 a 25 de Fevereiro de 2023.

«Sem dúvida aproximando-se das descobertas da representação das naturezas-mortas de índole cubista, de Picasso, Braque e Léger, além da poética do ente de Morandi, Teresa Sousa é perfeitamente actual na apropriação dos objectos no espaço e no domínio total das técnicas, e de tal modo actual que dentro dela também coube Amadeo de Souza-Cardoso e as suas naturezas-mortas, quando ninguém as pintava como ele.»
Cristina Azevedo Tavares

«A obra plástica de Teresa Sousa encontra um lugar próprio no modo como o seu curto, mas intenso, tempo de produção concentrou as encruzilhadas que moviam na data os desígnios da arte portuguesa. Num curto tempo evoluiu de uma estilização modernista, assumida na síntese e concisão dos traços e dos planos de cor, experimentou a abstracção, questão necessária à consciência vanguardista do tempo, mesmo que apenas tentada numa passagem de experiência plástica e actualização artística, e lançou-se ainda na abordagem de novas situações figurativas.»
Fernando Rosa Dias

«É importante assinalar também que, paralelamente à gravura, a grande actividade produtiva de Teresa Sousa tinha também forte expressão na pintura e no desenho, tal como em outras formas de expressão artística, tão diversas como, por exemplo, os projectos para tapeçarias […], ou para mosaicos e vitrais […], todos desenvolvidos pela jovem artista com muita sensibilidade e extraordinária criatividade.»
Joanna Latka

(Re)Descobrir Teresa Sousa

Gravura - 60 anos depois

de Teresa Sousa

Propriedade Descrição
ISBN: 9789895681396
Editor: Documenta
Data de Lançamento: novembro de 2024
Idioma: Português
Dimensões: 172 x 241 x 13 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 128
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Arte > Artes em Geral
EAN: 9789895681396

SOBRE O AUTOR

Teresa Sousa

Teresa Sousa nasceu em Lisboa, em dezembro de 1928. Após os estudos liceais, iniciou, em 1947, na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa (ESBAL), o Curso Superior de Pintura, que terminou em 1954, com nota máxima. Durante a frequência do curso foram-lhe atribuídos prémios pelas suas classificações em Pintura, pela ESBAL e pela Academia Nacional de Belas-Artes.

Ainda estudante de Belas-Artes, Teresa Sousa expõe, em 1953, no Salão da Jovem Pintura (Galeria de Março, Lisboa). Dois anos mais tarde, em 1955, funda com os seus colegas Lourdes de Castro, José Escada e Cruz de Carvalho, seu futuro marido, a Galeria Pórtico.

Entre setembro de 1955 e junho de 1956, no âmbito de uma bolsa atribuída pelo Instituto de Alta Cultura (actual Instituto Camões) foi estudar para Paris. Tendo-se frustrado o objectivo principal da bolsa - estudos em Arte Sacra -, e manifestado a Vieira da Silva o seu interesse em gravura, por recomendação desta, Teresa Sousa iniciou os seus estudos de gravura no carismático Atelier 17, sob a orientação de Stanley W. Hayter, uma referência maior da gravura do século XX. A aprendizagem no Atelier 17 foi decisiva para o reconhecimento do seu trabalho de gravadora e como pioneira da gravura moderna em Portugal.

Ao tempo em que desenvolveu a sua actividade como artista plástica (1955 - 1961), Teresa Sousa foi bastante prolífica, reconhecida e premiada, tendo recebido um prémio de gravura na I Exposição de Artes Plástica da Fundação Calouste Gulbenkian, em 1957. Expôs com bastante frequência no país e no estrangeiro, tenho participado em exposições no Japão, em Itália, na Suíça, em França, na Suécia, nos Estado Unidos e em Espanha.

A morte prematura, com apenas 33 anos acabados de fazer, interrompeu uma carreira que se augurava promissora. Deixou muitos trabalhos por concluir e bastantes estudos, nomeadamente para gravuras, para tapeçarias, e para mosaicos. Com excepção de algumas gravuras, a sua obra nunca foi objecto de estudo.

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