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Raturer Outre

de Yves Bonnefoy
idioma: francês
Editor: GALILEE, setembro de 2010 ‧
15,63€
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Si je n'avais pas adopté ce parti prosodique, quatorze vers distribués en deux quatrains et deux tercets, ces poèmes n'auraient pas existé, ce qui ne serait peut-être pas bien grave, mais je n'aurai pas su ce que quelqu'un en moi avait à me dire. Les mots, les mots comme tels, autorisés par ce primat de la forme à ce qu'ils ont de réalité sonore propre, ont établi entre eux des rapports que je ne soupçonnais pas. Le besoin d'éviter dans ce lieu étroit la répétition, sinon méditée, du moindre vocable, y a effacé des pensées, des images, sous lesquelles d'autres sont apparues. La contrainte aura été une vrille, perçant des niveaux de défense, donnant accès à des souvenirs restés clos si ce n'est pas réprimés. C'est ce que j'appelle « raturer outre ». La forme qui peut se mettre, rhétoriquement, et alors passive, au service de ce que l'on croit savoir et désire dire propose aussi, poétiquement, de déconstruire ces idées, découvrant, par en dessous, d'autres strates. Un « trobar », sur les cordes du langage. Raturer outre est suivi de Soient Amour et Psyché.

Raturer Outre

de Yves Bonnefoy

Propriedade Descrição
ISBN: 9782718608303
Editor: GALILEE
Data de Lançamento: setembro de 2010
Idioma: Francês
Páginas: 72
Tipo de produto: Livro
Coleção: Lignes Fictives
Classificação Temática: Livros em Francês > Literatura > Poesia
EAN: 9782718608303

SOBRE O AUTOR

Yves Bonnefoy

Yves Bonnefoy (Tours, Indre-et-Loire, 24 de junho de 1923 - Paris, 1 de julho de 2016) foi um poeta francês, autor de inúmeros livros de poemas, além de ensaios sobre arte e literatura. Foi também tradutor de peças - como A Tempestade, Hamlet e Macbeth, entre outras, de William Shakespeare - e poemas de William Butler Yeats, John Donne e Giacomo Leopardi.
A sua obra teórica, de grande abrangência, procurou desde cedo interrogar, em livros como L'Improbable (1958), as tensões entre o mundo e a representação poética. Procura a sua filiação no existencialismo de Jean Wahl, de quem foi aluno, mas também numa leitura original que propõe de poetas como Charles Baudelaire e Arthur Rimbaud.
Inicialmente ligado ao surrealismo, desliga-se do movimento em 1947, criticando a gratuidade do imaginário surrealista.
Além do surrealismo, as suas principais influências são Charles Baudelaire, Arthur Rimbaud, Stéphane Mallarmé et Gérard de Nerval, que realizaram, segundo ele, a verdadeira revolução poética da nossa modernidade.
Yves Bonnefoy foi também professor do Collège de France na cátedra de Estudos comparados da função poética. Em 1995 recebeu o Prémio Balzan.
Yves Bonnefoy morreu em 1º de julho de 2016, aos 93 anos.

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