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Querida Cidade

de Antônio Torres
Editor: Teodolito, fevereiro de 2023 ‧
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Há escritores para quem o passado, o presente e o futuro não existem em separado, são uma coisa só. Essa fusão dos tempos faz com que os seus personagens experimentem, simultaneamente, a vida que já viveram - responsável por eles serem como são - e a vida que ainda irão viver, pois a todo o instante quem são hoje influencia, ou até determina, quem serão amanhã. Antônio Torres é um desses escritores.

Querida Cidade acompanha a história de um protagonista que, assim como outros personagens do livro, deixou a pequena cidade onde nasceu - para tentar uma vida melhor, para estudar ou mesmo para fugir de algo. Ao conversar com a mãe sobre o pai, que sumiu sem deixar vestígios muitos anos antes, o filho rememora a sua própria trajetória de êxodo, independência, fracasso e eventual retorno às origens.

Por meio de lembranças, projeções e referências culturais de um Brasil profundo, a narrativa costura o onírico e o quotidiano, amor e melancolia, desalento e aceitação. Querida Cidade é o triunfo de um grande autor na sua melhor forma.

«Leiam Antônio Torres. É muito bom este senhor aí»
Jorge Amado

«Sua literatura tem uma força poética que trata o sórdido e o triste como partes de uma engrenagem criativa indisposta a falsificar a realidade ou a transgredir com os subterfúgios o que a história quer silenciar»
Nélida Piñon

«Nascido na Bahia, e marcado indelevelmente pelo sertão, Antônio Torres escreve a fascinação das cidades-labirintos»
Le Nouvel Observateur

«Torres herdou as técnicas narrativas dos modernistas europeus, norte-americanos e latino-americanos juntamente com as grandes tradições orais do Brasil»
Los Angeles Times

«Querida Cidade mostra que António Torres é um escritor essencial»
Ronaldo Sagiano, in Jornal Opção

Querida Cidade

de Antônio Torres

Propriedade Descrição
ISBN: 9789898580825
Editor: Teodolito
Data de Lançamento: fevereiro de 2023
Idioma: Português
Dimensões: 165 x 234 x 22 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 316
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789898580825

SOBRE O AUTOR

Antônio Torres

Antônio Torres nasceu em 13 de setembro de 1940 em Junco, no interior da Bahia.
Descobriu a vocação literária na escola rural de sua terra, incentivado por sua professora. Logo começou a escrever as cartas dos moradores da cidade, a recitar poemas de Castro Alves na pracinha do lugar e a ajudar o padre a rezar missa em latim. Estudou em Alagoinhas e Salvador, onde se tornou repórter do Jornal da Bahia. Foi jornalista e publicitário em São Paulo, Portugal e Rio de Janeiro.
Tem romances e contos traduzidos em 21 países (Argentina, Cuba, Estados Unidos, França, Espanha, Alemanha, Itália, Holanda, Inglaterra, Israel, Bulgária, Roménia, Paquistão, Croácia, Portugal, Vietname, Uruguai, Canadá, México, Polónia, Turquia).
Foi condecorado com o título de "Chevalier des Arts et des Lettres" pelo governo de França, em 1998, pelos seus livros traduzidos lá até então: Essa terra (que deu ao seu tradutor, Jacques Thiériot, o Grand Prix Cultura Latina), e Um táxi para Viena d'Áustria. Mais tarde (2017), o Ministério da Educação francês escolheu o seu conto "Por um pé de feijão" para o concurso "Agrégation", destinado ao ensino de Português nas escolas daquele país, e que foi disputado por 40 candidatos para uma única vaga. No Brasil, esse conto está publicado no livro "Meninos, eu conto" e integra a antologia dos "Cem melhores contos brasileiros do século", organizada por Ítalo Moriconi.
Em 2000 recebeu o Prémio Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras pelo conjunto da sua obra.
Entre 1999 e 2005 foi Escritor Visitante da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) ministrando oficinas literárias, realizando aulas inaugurais e proferindo palestras nos campus do Maracanã, de São Gonçalo e de Duque de Caxias.
O autor já participou por duas vezes do júri do Prémio Casa de las Américas, de Cuba (1984 - com Nélida Piñon, Rubem Fonseca, Otávio Ianni e Dinorah do Valle, e 1999, com Thiago de Mello), e do Prémio Camões (1995, em Lisboa, com Márcio Souza e Affonso Romano de Sant'Anna, quando o premiado foi José Saramago).

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