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Qual É o Teu Tormento

de Sigrid Nunez
Livro eBook
Editor: Livros do Brasil, maio de 2025 ‧
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O romance que inspirou o filme O Quarto ao Lado, de Pedro Almodóvar, e livro do ano para os editores de publicações como The New York Times e People’s Magazine.

Todo o ser humano tem necessidade de falar sobre si e de ser ouvido. É com esta convicção que a mulher que aqui nos narra olha em redor, presta atenção às histórias das pessoas e se questiona sobre as suas dores. Quando toma conhecimento de que uma amiga que não vê há longos anos está internada com um cancro terminal, visita-a e aceita partilhar casa com ela e acompanhá-la até ao fim. Conversam, riem, leem, veem filmes, recordam a juventude e as relações mais ou menos complicadas dos seus passados, produzindo uma reflexão comovente, polvilhada de humor e de crítica social, sobre o nosso tempo e o absurdo da vida e da morte. Qual É o Teu Tormento é um texto extraordinário de homenagem ao poder da empatia e do companheirismo.
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Livros para sobreviver ao domingo à tarde

Há um certo desconforto nos domingos à tarde: a promessa da manhã já passou, e a urgência da noite ainda demora. São intervalo morno entre o repouso e o dever da segunda-feira que espreita. O tempo de descanso escapa sem pedir licença, a televisão grita e as redes sociais cansam. A casa arruma-se sozinha — ou não se arruma de todo. E nós, ali, somos elefantes na sala, imóveis, desconcertados, sem saber se queremos dormir ou recomeçar tudo.
Esta lista não sugere romances felizes nem autoajuda disfarçada de ciência. Também não serve para motivar ninguém. A proposta é outra: leituras que validam o tédio e o transformam em companhia. Estes são livros que não prometem soluções, mas abrem frestas e não ocupam o silêncio. Apenas se sentam ao nosso lado, como quem diz: «Eu também não sei bem o que fazer, mas fico aqui contigo.» Qual É o Teu Tormento, de Sigrid Nunez Comecemos por Qual É o Teu Tormento, de Sigrid Nunez, romance que Almodóvar adaptou para o cinema e que possui tudo o que este momento exige: empatia, humanidade e diálogo. Ao acompanhar uma amiga em fim de vida, a narradora mergulha nas pequenas histórias que salvam do absurdo: sobre livros, amores fracassados e juventudes passadas. E há, em tudo isso, ternura. Ler Nunez é aceitar que, às vezes, viver é apenas permanecer, mesmo quando a vida se afigura sem enredo. COMPRO NA WOOK! » Trailer de O Quarto ao Lado, adaptação ao cinema, por Pedro Almodóvar, de Qual é o teu Tormento Liberalismo: a Ideia que Mudou o Mundo, de Carlos Guimarães Pinto Mas o domingo à tarde também é terreno fértil para o pensamento, sobretudo o que não busca conclusões definitivas. Liberalismo: a Ideia que Mudou o Mundo, de Carlos Guimarães Pinto, pode parecer deslocado, nesta lista, mas não está. O liberalismo, na sua essência, não é doutrina de mercado, mas desconfiança organizada: nas soluções absolutas, nos líderes que prometem paraísos, nas ideias que dispensam perguntas. Um livro que obriga a pensar com humildade, e talvez a melhor forma de atravessar um domingo sem nos deixarmos afundar. COMPRO NA WOOK! » A Hipótese da Felicidade, de Jonathan Haidt Se a política não apela, talvez a filosofia da felicidade seja eficaz. Em A Hipótese da Felicidade, Jonathan Haidt parte de máximas antigas, como «a felicidade vem de dentro» ou «o que não nos mata, torna-nos mais fortes» e submete-as ao crivo da psicologia contemporânea, sem moralismos. A partir de dez grandes ideias retiradas de tradições filosóficas e espirituais, constrói um diálogo entre a sabedoria ancestral e a evidência científica, propondo uma visão integrada da felicidade que contempla tanto os factores internos (emoções, pensamentos, narrativas pessoais) como os contextos externos (relações, ambiente, cultura). A metáfora do elefante e do cavaleiro serve de base: a razão pode orientar, mas é a emoção que conduz.
Ao longo do livro, Haidt explora temas como a importância dos vínculos afetivos, o papel da adversidade no crescimento pessoal, a moralidade como instinto social, o impacto das narrativas que construímos sobre nós próprios e a força transformadora da elevação moral e da espiritualidade. Longe de ser um manual de autoajuda, esta obra apresenta-se como um convite à reflexão ética e ao autoconhecimento, desafiando o leitor a encontrar o seu próprio equilíbrio entre razão e emoção, liberdade e compromisso, bem-estar individual e sentido coletivo. COMPRO NA WOOK! » Amazónia: Viagem por uma Ferida Aberta no Planeta, de Manuel Carvalho Há domingos que nos obrigam a enfrentar a realidade e livros que nos golpeiam a consciência: Amazónia: Viagem por uma ferida aberta no planeta, de Manuel Carvalho, é um desses. Um relato íntimo, político e ecológico de um território espoliado até ao osso. Não é uma leitura leve, mas é fundamental. Não há maior melancolia do que saber que o mundo arde, enquanto folheamos distraídos, e, ainda assim, é entre páginas como estas que voltamos a sentir que ler pode ser um ato de resistência. COMPRO NA WOOK! » Como Reconhecer um Estúpido, de Manuel Carvalho Mas o domingo também é propício à ironia subtil, à reflexão ligeiramente azeda que nos impede de cair na solenidade. Para isso, nada melhor do que Como Reconhecer um Estúpido (Num Mundo Cheio Deles), de Robert Musil. Um ensaio breve, inteligente e provocador, que desmonta o conceito de estupidez com precisão e humor mordaz. Um lembrete: a burrice nem sempre é sinónimo de ignorância. Pode vir disfarçada de sapiência, prestígio, ou embrulhada num cargo importante. Ideal para quando nos sentimos a afundar no ruído do mundo, o que, nos dias de hoje, acontece com inquietante facilidade. Com este livro, rimos, mas também ficamos mais atentos. COMPRO NA WOOK! » Nellie Bly — A História de Uma Pioneira, de Virginie Ollagnier-Jouvray e Carole Maurel Para fechar esta lista-resgate, Nellie Bly — A História de Uma Pioneira, no formato de novela gráfica, porque há domingos que pedem imagens, ritmo e figuras reais que parecem saídas de um romance. Nellie Bly foi jornalista, ativista, infiltrou-se num manicómio para denunciar abusos, escreveu sobre imigração e recusou ser apenas a cronista dos «assuntos femininos» que os jornais lhe destinavam. Uma vida de coragem, narrada com rigor e traço dinâmico, que recorda o poder da escrita como ferramenta de transformação. COMPRO NA WOOK! » É esta a proposta: livros que não anestesiam nem sobrecarregam, que nos retiram da apatia sem impor maratonas emocionais. Leituras acutilantes para esse compasso estranho entre o almoço e o entardecer, quando o mundo soa suspenso e o mais difícil é aceitar que o tempo não se resolve, passa. Quem duvidar experimente: a leitura sobrevive connosco ao domingo à tarde.

Qual É o Teu Tormento

de Sigrid Nunez

Propriedade Descrição
ISBN: 978-989-711-278-2
Editor: Livros do Brasil
Data de Lançamento: maio de 2025
Dimensões: 152 x 235 x 16 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 168
Tipo de produto: Livro
Coleção: Contemporânea
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 978989711278210
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

Uma leitura dura, mas bela

A.R.

Uma história sobre amor e amizade, o sentido da vida e da morte, o sofrimento e o direito à eutanásia. Excelente.

Como uma calorosa conversa

Ler, um prazer adquirido

Cismei desde que li a sinopse que o queria ler, justamente porque gosto de livros que devaneiam sobre circunstâncias e sentimentos, como uma calorosa conversa franca. Ademais, é um pequeno livro e estou a precisar apenas de leituras breves. Enfim… A premissa parte de uma terrível circunstância, como acompanhar uma amiga que luta com um cancro mas o texto deriva para pequenas banalidades do quotidiano na interação com os outros ou no convívio com a amiga. “Qual é o teu tormento” é o que se aborda ou deixamos que seja percepcionado no diálogo. A auto imagem e o envelhecimento, a solidão e as doenças, a velhice e a vulnerabilidade, a relação familiar e o receio do futuro. A proximidade da morte. “A leitura transporta-nos para fora de nós próprios”. E também nos faz reparar em nós e nos outros.

A dor do fim

Carla

Este pequeno, mas intenso livro, fala-nos de amizade e morte...O narrador é uma mulher que, perante uma doença oncologica terminal, de uma amiga, decide deixar tudo e passar os seus ultimos momentos na sua companhia. Sendo esta a base da história deparamos com inumeras pequenas histórias paralelas. Este livro aborda um tema dramatico que é o cancro, sensivel que é a eutanásia como solução perante um fim horrível e doloroso e a amizade. Um livro triste e real...

O Poder da Amizade Genuína

AllbyMyShelves

De forma muito particular mas com laivos de ternura, Nunez apresenta-nos o poder de una amizade genuína, ao mesmo tempo que expõe uma crítica à sociedade atual, pondo o leitor em confronto com uma questão que parece dividir mentalidades (ou ideologias...):a possibilidade de uma pessoa terminar a vida com dignidade. Gostei muito da forma como a autora acaba por colocar o leitor num exercício de tremenda empatia, quer com a narradora, quer com a sua amiga. Mas também o confronto com a decadência do mundo, trazida por um académico que prefere deixar os seus ouvintes sem respostas e sem réstia de esperança(também parece fazê-lo com a própria narradora). Gostei muito deste livro, ficando com ainda maior curiosidade em conhecer a outra obra da autora que tenho : "O Amigo" (incluído nos 100 melhores livros do sec.XXI do nytimes )

SOBRE O AUTOR

Sigrid Nunez

Sigrid Nunez nasceu em 1951, em Nova Iorque, e é autora de uma dezena de romances, ensaios e contos. Em 2018, venceu o National Book Award com a obra O Amigo, selecionada pelo jornal The New York Times como um dos 100 melhores livros do século XXI e adaptada ao cinema em 2024.No mesmo ano, estreou-se também O Quarto ao Lado, de Pedro Almodóvar, filme que adapta o seu romance Qual É o Teu Tormento, aclamado pela crítica como um dos livros de 2020. Premiada com várias distinções, entre as quais o Windham-Campbell e o Whiting Award, Sigrid Nunez é membro da Academia Americana de Artes e Letras, foi professora em várias universidades norte-americanas e colaborou com publicações prestigiadas como The New Yorker, The Wall Street Journal, The Paris Review ou The New York Review of Books. A sua obra é publicada em mais de trinta países.

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