Propostas Sucessivas sobre o Plano de Estudos de Direito

de Jorge Miranda
Editor: AAFDL, novembro de 2006 ‧
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Nota Prévia

Desde os tempos de aluno, sempre me interessei pela reforma do plano de estudos da Faculdade. E, nessa altura, com reforçadas razões: quando me formei, não constavam da licenciatura disciplinas tão importantes como o Direito do Trabalho, o Contencioso Administrativo ou a Filosofia do Direito. A uma atitude crítica correspondeu também sempre a vontade de apresentar alternativas. E, se, ao longo dos anos, foram muitas as propostas que fui elaborando, elas firmaram-se constantemente em algumas ideias de força a que continuo fiel: 1°) a acentuação do carácter universitário dos estudos; 2°) a conjugação de cadeiras de cultura social geral com as cadeiras técnico-jurídicas; 3°) a unidade da licenciatura, sem prejuízo de alguma pré-especialização; 4°) a personalização, através de algumas formas de opção. No momento em que, por causa do chamado Processo de Bolonha, se discute, de novo, muito intensamente, a reforma do plano de estudos - em conexão com a parte lectiva do mestrado -julguei que poderia valer a pena juntar os textos que fui escrevendo e publicá-los através da Associação Académica - da Associação Académica, em cujo âmbito, justamente, os primeiros desses textos (e algo ingénuos) surgiram.
Dedico este pequeno volume à memória de António de Sousa Franco. É desnecessário explicar porquê.
Lisboa, Abril de 2006

Propostas Sucessivas sobre o Plano de Estudos de Direito

de Jorge Miranda

Propriedade Descrição
ISBN: 972100700571
Editor: AAFDL
Data de Lançamento: novembro de 2006
Idioma: Português
Páginas: 160
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Direito > História e Estudos do Direito

SOBRE O AUTOR

Jorge Miranda

Jorge Manuel Moura Loureiro de Miranda nasceu em Braga a 15 de abril de 1941. É um professor de Direito e jurisconsulto português.

Licenciado em Direito (1963) e doutor em Ciências Jurídico-Políticas (1979), é professor catedrático das Faculdades de Direito da Universidade de Lisboa e da Universidade Católica Portuguesa. Nas duas Faculdades já exerceu a regência de todas as disciplinas do Grupo de Ciências Jurídico-Políticas, mantendo hoje a seu cargo as de Direito Constitucional e Direitos Fundamentais. Também na Faculdade de Direito de Lisboa, onde foi saneado no pós-25 de Abril, exerceu funções como presidente do Conselho Científico (1988-1990 e 2004-2007) e presidente do Conselho Diretivo (1991-2001). Integrou ainda Comissão Científica da Escola de Direito da Universidade do Minho (1973-2005), coordenou a licenciatura em Direito da Universidade Católica Portuguesa (1983-1989) e foi vogal da Comissão Instaladora da Faculdade de Direito da Universidade do Porto (1996).

Eleito nas listas do Partido Popular Democrático, foi deputado à Assembleia Constituinte (1975-1976), tendo um tido um papel importante na feitura da Constituição da República Portuguesa de 1976. A sua colaboração estendeu-se também à elaboração das Constituições de São Tomé e Príncipe (1990), de Moçambique (1990), da Guiné-Bissau (1991) e de Timor-Leste (2001). Foi membro da Comissão Constitucional (1976-1980), órgão precursor do actual Tribunal Constitucional. Saiu do PSD na cisão que deu origem à Acção Social Democrata Independente, que lhe garantiu uma nova eleição como deputado à Assembleia da República (1980-1983), na coligação Frente Republicana e Socialista. Apoiado pelo PS, foi candidato ao cargo de Provedor de Justiça (2009), mas retirou-se em virtude da sua não eleição à primeira volta.

É contra o aborto, defendendo a inconstitucionalidade dos dois referendos realizados em Portugal sobre a matéria, por estes contrariarem o "Direito à vida", consignado na Constituição de 1976.

Também defendeu que o casamento entre pessoas do mesmo sexo é igualmente inconstitucional, pois contraria os artigos 13.º e 36.º da mesma Constituição, pois atesta que os homossexuais têm todos os direitos, inclusivamente o de casar, mas não com pessoas do mesmo sexo e; ademais, o casamento entre pessoas do mesmo sexo retira o livre direito de constituir família, pois impede logo, a procriação biológica.

É autor de mais de duas centenas e meia de publicações, entre monografias, manuais, lições policopiadas e artigos científicos, salientando-se os títulos Contributo para uma teoria da inconstitucionalidade (1968), A Revolução de 25 de Abril e o Direito Constitucional (1975), A Constituição de 1976: formação, estrutura e princípios fundamentais (1978), Manual de Direito Constitucional (1981), Direito da Economia (1983), Estudos de Direito Eleitoral (1995), Direito Internacional Público (1995), O Constitucionalismo Liberal Luso-Brasileiro (2001) e Teoria do Estado e da Constituição (2002).

É Doutor Honoris Causa em Direito, pela Universidade de Pau (França, 1996), Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Brasil, 2000), Universidade Católica de Lovaina (Bélgica, 2003) e pela Universidade do Porto (2005).

A 9 de junho de 1994 foi feito Comendador da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada, a 9 de junho de 2001 recebeu a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade e a 9 de junho de 2005 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique.

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