Postal do Dia
SINOPSE
Mas a noção da finitude não foi uma má notícia. O Postal do Dia obrigou-me a escutar o mundo de uma outra maneira. Defino estes textos como o compromisso entre as histórias de gente esquecida ou vencida e as vidas das pessoas que julgamos conhecer. Num tempo tão centrado na superficialidade das coisas, procurei a profundidade; numa época de tantas sombras e tanto ressentimento, tentei dizer bem, encontrar o justo nas vidas das pessoas e acontecimentos, observar pelo lado luminoso e não sombrio. E, finalmente, quis que a minha história fosse também contada, não por um desejo ridiculamente egocêntrico, mas por acreditar que as nossas vidas não são tão diferentes assim.
Os «postais do dia» são agora um livro, que tentei que respeitasse o essencial destes dois parágrafos. Escolhi textos intemporais e ofereci-lhes uma unidade dividida em dez partes que formassem um caleidoscópio do que somos, nas nossas grandes qualidades e grandes defeitos, nos nossos medos e na nossa coragem, sem dúvida na nossa enorme capacidade de sermos grandiosos e mesquinhos.
Comecemos a leitura. Nós os dois. Porque o livro é sempre isso, um tango a dois entre quem lê e quem escreve.
«Luís Osório prima pelo inesperado.
Com imaginação, sentido do concreto e energia ilimitada.
Depois de ter percorrido quase todos os caminhos em que a comunicação se cruza com a política, a sociedade e a psicologia comunitária (ou enquanto os percorria ou percorre) coleciona bilhetes postais.
Não aqueles que já só sobram para uma minoria que os cultiva em viagens, em correspondência antiquada, em tentativa de manter o passado vivo.
Bilhetes postais que são crónicas condensadas, mais apontamentos do momento que flui ou retratos de instantes que evocam lembranças mais fundas ou preocupações mais constantes.
Um tipo de crónica que serve, neste caso, para fixar o que nos rodeia e o que nos define, e, ao mesmo tempo, a inquietude imparável desse espírito sempre a partir para novas paragens chamado Luís Osório».
Do prefácio de Marcelo Rebelo de Sousa
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"Há cinco anos, Luís Osório começou a escrever o Postal do Dia para a Antena 1 - crónicas cuja pequena dimensão em nada diminui o impacto enorme que podem ter em quem as ouve ou, agora, lê. O que é dito em 2 minutos, fica connosco muito tempo.
Dos mais de mil que escreveu desde 2019, Osório compilou cerca de uma centena para este livro, com a harmonia do conjunto como critério orientador. São, diz ele, uma ferramente contra o populismo e a ditadura do ressentimento, e também um retrato das coisas boas e más que as pessoas têm.
O primeiro postal é sobre uma figura que quase todos os portugueses conhecerão: o "Emplastro", aquele homem que aparece muitas vezes atrás de alguém nas reportagens da TV. Mas é mais do que isso, e era preciso que Luís Osório contasse a sua história. Em poucas linhas, apresenta-nos uma vida feita de retalhos de pobreza, o que, ao contrário da ousadia bem-disposta de Fernando Jorge - é esse o nome da pessoa que vemos - não dá vontade nenhuma de rir.
De uma primeira parte em que conta vidas de muita pobreza e dor, Luís Osório passa para uma segunda, que dedica a figuras conhecidas. Da pintora Armanda Passos, ficamos a saber como Goji o seu jovem cão de olhos sábios, morreu de desgosto após a partida da sua «mãe». E outras histórias de amor são contadas, como a de Jorge Silva Melo e Luís Miguel Cintra. Da terceira à décima parte, o rol de protagonistas dos postais desenrola-se com serenidade, cada um no seu tempo e espaço, cada qual com uma homenagem que, estamos certos, gostarão (ou gostariam, no caso dos que já não estão) de ler. Mesmo os filhos do autor, que «parecem nascer para testar os nossos limites. Os limites do quanto é possível amar» ou «temer»."
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789896664824 |
| Editor: | Contraponto Editores |
| Data de Lançamento: | novembro de 2024 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 150 x 239 x 23 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 376 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Crónicas
|
| EAN: | 9789896664824 |
| Idade Mínima Recomendada: | Não aplicável |
OPINIÃO DOS LEITORES
Henrique Gouveia e Melo
António Arnaut Duarte
Como era esperado, o candidato explana nas páginas desta publicação os motivos que o levaram a candidatar-se ao cargo de Presidente da República de Portugal. Utiliza de forma clara, simples e objectiva todas as linhas que lhe servem de orientação no desempenho do cargo, no caso de vir a ser eleito. Demonstra ser um verdadeiro democrata e que respeitará e fará respeitar a Constituição de Portugal. É óbvio que é um candidato fora da "caixa", ou seja fora do espectro partidário o que, em minha opinião o distingue e torna mais atractivo, em relação a todos os outros. Já deu provas da sua competência ao serviço de Portugal, sem disso fazer qualquer alarido, pois tem bem presente em si "a noção do dever cumprido". É um português de referência, e para mim isso é mais que suficiente.
Gostei imenso!
Natacha
Muito bom o livro! Tem cartas para imensas pessoas, como famosos a pessoas banais. Recomendo.
Postal do Dia
João S.
Uma das melhores rubricas de rádio da atualidade, agora em livro. Crónicas e pedaços de histórias, feitas de pessoas para pessoas, de reflexão e introspeção, com o condão de nos tocar e que merecem ser eternizadas através deste livro. Recomendo!
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