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Portugal Amordaçado, Depoimento sobre os Anos do Fascismo. Tomos I e II

de Mário Soares
Editor: INCM – Imprensa Nacional Casa da Moeda, dezembro de 2023 ‧
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O Portugal Amordaçado é uma grande obra da literatura política contemporânea. Neste seu livro dos livros, Mário Soares mostra uma agilidade literária, uma exigência moral, uma lucidez ideológica, uma vontade incessante e uma vitalidade política que o futuro viria a confirmar e engrandecer.

Tal como acontece nos retratos de Júlio Pomar, o rosto de Mário Soares emerge do Portugal Amordaçado e mostra a coragem, a convicção, a clarividência e a cultura que fizeram dele, nacional e internacionalmente, a mais reconhecida, prestigiada e determinante figura política do Portugal Contemporâneo.

Portugal Amordaçado, Depoimento sobre os Anos do Fascismo. Tomos I e II

de Mário Soares

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722728386
Editor: INCM – Imprensa Nacional Casa da Moeda
Data de Lançamento: dezembro de 2023
Idioma: Português
Dimensões: 168 x 252 x 116 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 1468
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > História > História de Portugal
EAN: 9789722728386

Histórico

Pedro Manuel

Livro icónico de uma figura também ela icónica. Mário Soares retrata neste livro facetas essenciais de um regime que deixou profundas marcas em Portugal. Uma obra histórica.

Obra indispensável

JOAQUIM JORGE ALMEIDA MOTA

Interpretar no presente aquilo que o passado pode ser como referência para o futuro.

SOBRE O AUTOR

Mário Soares

Político e ex-presidente da República, Mário Alberto Nobre Lopes Soares nasceu em 1924 e faleceu em 2017. Oriundo de uma família com tradições políticas republicanas liberais, participou ativamente, desde a juventude, em atividades políticas contra o Estado Novo, o que lhe acarretou a passagem pelas prisões da polícia política e o exílio, primeiro em S. Tomé e depois em França, onde o 25 de abril de 1974 o encontraria. Advogado, defendeu em tribunais plenários numerosos opositores do regime, tendo-se destacado como representante da família Delgado nas investigações sobre as circunstâncias e responsabilidades da morte do "General sem Medo". Oposicionista declarado, apresentou-se como candidato em atos eleitorais consentidos pelo regime, nunca sendo, obviamente, eleito.
Dirigente da Acção Socialista Portuguesa, é um dos fundadores do Partido Socialista (1973), de que será o primeiro secretário-geral. Após o levantamento dos capitães em 1974, regressa prontamente a Portugal, ocupando a pasta dos Negócios Estrangeiros, passando a ser responsável pelo estabelecimento de relações diplomáticas com diversos países do mundo e pelas negociações que levariam à independência das colónias portuguesas.
No plano da política interna, destaca-se principalmente pela oposição à influência política e social de comunistas e partidos de extrema-esquerda, combatendo, não só o peso daqueles dentro das instituições militares e no aparelho de Estado, mas também a proposta de unicidade sindical.
Será primeiro-ministro de três governos constitucionais, assumindo o poder sempre em situações de grande gravidade (instabilidade resultante do PREC, crise financeira, etc.), governando ora com o apoio exclusivo do seu partido ora em coligação, consoante a relação de forças estabelecida no Parlamento. Será o segundo presidente da República eleito democraticamente após o restabelecimento da democracia, cumprindo dois mandatos sucessivos entre 1986 e 1996, durante os quais se empenhou repetidamente, quer na dinamização das relações externas, quer na auscultação das aspirações e reclamações populares, através de "presidências abertas" que o levaram a percorrer praticamente todo o território nacional. Quando saiu de Belém não regressou às fileiras do partido em cuja fundação teve significativo papel. No seu discurso de despedida ao povo português, deixou claramente expresso o desejo de se afastar definitivamente da política ("política nunca mais") e de se dedicar a outras atividades, particularmente à escrita. Em 1998 recebeu um convite da ONU, para chefiar uma missão de informação à Argélia, reunindo várias personalidades escolhidas por Kofi Annan. O objetivo desta missão foi observar a situação vivida neste país através do contacto com organizações políticas, representantes de jornais e visitas a vários locais.

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