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Por Entre a Solidão das Fragas
Editor:
Astrolábio Edições, Janeiro de 2025 ‧
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SINOPSE
O romance Por Entre a Solidão das Fragas, é-nos apresentado numa escrita esquelética, sem gordura, tal como a terra magra das ladeiras transmontanas, com os piçarros logo à flor da relha da charrua e do arado. Fontes de Carvalho descreve magistralmente de forma crua e brutal o viver de um povo massacrado e teimoso de uma aldeia pobre e esquecida do Nordeste Transmontano! "Um povo rural, castigado e feliz", no dizer de Aquilino.
O romance desenrola-se nas décadas de 30, 40 e 50 do século passado, em que o povo vivia arrochado e os costumes eram caninamente vigiados pelos três poderes: o prior, o regedor e o burguês. Mesmo assim, punham a honra acima de tudo, um povo que Miguel Torga questionou:
"Que povo este! Fazem-lhe tudo, tiram-lhe tudo e continua a ajoelhar-se quando passa a procissão!".
- Cala-te, mulher. Negro é o carboeiro e branco o seu dnheiro.
- Mas tu queres bander a tua filha a um demónio daqueles, a um soberbão daqueles??! Tu só bês dnheiro, home de Deus? o dnheiro no se come. e a honra? Onde fica a honra? - perguntou irritada, batendo no peito com a mão aberta.
- Sei lá eu o qu´é isso da honra? Olha, fica prós pacóbios c´mo tu, qu´acreditam nessas cousas. Enquanto t´impingem essas lérias, eles vão-se gobernando à nossa custa e inda se riem e inda nos tchamam tchabascos e tchotchos! Dai-me dnheiro e no me dedens conselho. Dou rezão à nossa Lucinda.
- Eu tamãe penso c´mó Pai. a honra tamãe no se come e às bezes é só pr´átrapalhar a gente - disse a Lucinda, sentindo-se apoiada pelo Pai. -A gente bem oube o padre a decer cousas do altar abaixo, mas óspois bem bai jantar a casa dos ricos e a combiber co eles. e alguns no têm honra ninhuma. Nuncá tiberam nem eles nem os seus antepassados - disse abanando afirmativamente a cabeça. - Palabras de mel e coração de fel - rematou indignada.
- Pois não! Claro qu´a honra tamãe no se come, mas ajuda-nos munto a enfrentar os dias menos bôs - disse filosoficamente a Tia Germana.
O romance desenrola-se nas décadas de 30, 40 e 50 do século passado, em que o povo vivia arrochado e os costumes eram caninamente vigiados pelos três poderes: o prior, o regedor e o burguês. Mesmo assim, punham a honra acima de tudo, um povo que Miguel Torga questionou:
"Que povo este! Fazem-lhe tudo, tiram-lhe tudo e continua a ajoelhar-se quando passa a procissão!".
- Cala-te, mulher. Negro é o carboeiro e branco o seu dnheiro.
- Mas tu queres bander a tua filha a um demónio daqueles, a um soberbão daqueles??! Tu só bês dnheiro, home de Deus? o dnheiro no se come. e a honra? Onde fica a honra? - perguntou irritada, batendo no peito com a mão aberta.
- Sei lá eu o qu´é isso da honra? Olha, fica prós pacóbios c´mo tu, qu´acreditam nessas cousas. Enquanto t´impingem essas lérias, eles vão-se gobernando à nossa custa e inda se riem e inda nos tchamam tchabascos e tchotchos! Dai-me dnheiro e no me dedens conselho. Dou rezão à nossa Lucinda.
- Eu tamãe penso c´mó Pai. a honra tamãe no se come e às bezes é só pr´átrapalhar a gente - disse a Lucinda, sentindo-se apoiada pelo Pai. -A gente bem oube o padre a decer cousas do altar abaixo, mas óspois bem bai jantar a casa dos ricos e a combiber co eles. e alguns no têm honra ninhuma. Nuncá tiberam nem eles nem os seus antepassados - disse abanando afirmativamente a cabeça. - Palabras de mel e coração de fel - rematou indignada.
- Pois não! Claro qu´a honra tamãe no se come, mas ajuda-nos munto a enfrentar os dias menos bôs - disse filosoficamente a Tia Germana.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789893790496 |
| Editor: | Astrolábio Edições |
| Data de Lançamento: | Janeiro de 2025 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 143 x 233 x 26 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 230 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Contos
|
| EAN: | 9789893790496 |
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