Poesia e Limite
Editor:
Letras e Coisas, dezembro de 2012 ‧
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SINOPSE
Na obra de Sophia sucede uma conciliação entre Atenas e Jerusalém, entre Evangelho e Grécia. Sempre a partir dum sujeito que busca no dizer o ser das coisas, sem que uma ou outra parte desta conciliação tome prevalência, a poesia de Sophia, socorrendo--se de símbolos, imagens, histórias, lendas - de Cristo a Antígona, das Ménades a menina do Mar, consubstancia figurações de heroísmo, de justiça, da transcendência plenificante ou de pobreza contingente.
Define Sophia a poesia como caminho para o real, como busca de uma aliança positiva com as coisas. Neste caminho para o real sentido e vivido, representado por símbolos, movimentos cívicos, atitudes, está a busca da transcendência na poesia de Sophia. Por isso, a tensão que a alimenta é entre dois mundos e são esses dois mundos que procuramos surpreender em Sophia.
Entre a recusa e a invocação, entre ruptura e instauração, entre a espessura do mal e a justiça dos deuses, entre o tempo dividido e o tempo aberto, logra-se uma tensão que atinge os confins na tensão entre a morte e a ressurreição.
Aparecem também em Sophia várias figurações gregas e cristãs de exemplaridade, fazendo ressaltar a idealização onde se inscrevem os tópicos duma possível leitura teológica, tais como, a relação entre o poder e a consciência, a relação entre liberdade, esperança e ressurreição e, finalmente, o rosto de um Deus sempre procurado e figurado e sempre oculto.
O que permite uma leitura teológica da obra de Sophia é precisamente a perseguição do real por uma linguagem que longe de qualquer didatismo, é um autêntico acontecer no sentido que lhe dá Gadamer, aqui de acordo com Heidegger.
Define Sophia a poesia como caminho para o real, como busca de uma aliança positiva com as coisas. Neste caminho para o real sentido e vivido, representado por símbolos, movimentos cívicos, atitudes, está a busca da transcendência na poesia de Sophia. Por isso, a tensão que a alimenta é entre dois mundos e são esses dois mundos que procuramos surpreender em Sophia.
Entre a recusa e a invocação, entre ruptura e instauração, entre a espessura do mal e a justiça dos deuses, entre o tempo dividido e o tempo aberto, logra-se uma tensão que atinge os confins na tensão entre a morte e a ressurreição.
Aparecem também em Sophia várias figurações gregas e cristãs de exemplaridade, fazendo ressaltar a idealização onde se inscrevem os tópicos duma possível leitura teológica, tais como, a relação entre o poder e a consciência, a relação entre liberdade, esperança e ressurreição e, finalmente, o rosto de um Deus sempre procurado e figurado e sempre oculto.
O que permite uma leitura teológica da obra de Sophia é precisamente a perseguição do real por uma linguagem que longe de qualquer didatismo, é um autêntico acontecer no sentido que lhe dá Gadamer, aqui de acordo com Heidegger.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789728908508 |
| Editor: | Letras e Coisas |
| Data de Lançamento: | dezembro de 2012 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 166 x 228 x 15 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 244 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Ciências Sociais e Humanas
>
Sociologia
|
| EAN: | 9789728908508 |
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