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Poder e Terror

de Noam Chomsky
Editor: INQUERITO, abril de 2003 ‧
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«Porque é que eles nos odeiam, quando nós somos tão bons?» Título de uma das entrevistas deste livro, esta frase é sintomática da ignorância do norte-americano comum face às acções do seu governo, segundo Noam Chomsky. O intelectual não se tem cansado de repetir que não se pode falar de terrorismo dos fracos contra os poderosos sem referir também «o inominável mas muito mais violento terrorismo dos poderosos contra os fracos».

Este livro aborda questões sobre o armamento norte-americano (e todos os seus lobbies), bem como a posição dos EUA no mundo. Aqui descreve as razões pelas quais eles são tão odiados por toda a parte. O debate, apoiado por um cada vez mais vasto número de casos de estudo históricos e de análises, tem caído em orelhas moucas em Washington e nos principais media norte-americanos.

Contudo, foi ouvido, nos Estados Unidos como no estrangeiro, por grandes audiências que, mais uma vez, se voltaram para Noam Chomsky como a voz da razão e da consciência, de que é intérprete há décadas. Apesar dos seus, muitas vezes dolorosos, exames sobre os abusos do poderio norte-americano, continua a ser optimista e a manter uma visão de esperança.

A sua obra levanta uma questão - e um desafio - a todos nós: justifica-se ser optimista nesta idade de bombas inteligentes e de governos xenófobos? A resposta depende muito do que as pessoas como vocês e eu decidimos fazer.

Poder e Terror

de Noam Chomsky

Propriedade Descrição
ISBN: 9789726704157
Editor: INQUERITO
Data de Lançamento: abril de 2003
Idioma: Português
Dimensões: 137 x 206 x 10 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 156
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Política > Política Internacional
EAN: 5603121195188
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

Noam Chomsky

Noam Chomsky, tem sido, ao longo de mais de quatro décadas, um proeminente linguista e um destacado ativista político. Nasceu em 1928, em Filadélfia, na Pensilvânia, de uma família de Judeus emigrados da Rússia. Com os pais conheceu desde cedo o interesse pelas questões linguísticas e pelos problemas políticos, nomeadamente quanto às diferentes posições da resistência judaica ao nazi-fascismo. Em 1945 matricula-se na Universidade de Filadélfia. Manifesta-se contra a criação do estado judaico na Palestina, prevendo a marginalização da população árabe. Chega a pensar em abandonar os estudos, para ir para a Palestina dedicar-se à cooperação socialista entre árabes e judeus. As suas simpatias socialistas orientam-se no sentido do movimento operário cooperativo, de tendência libertária. Na investigação linguística, Chomsky cedo se apercebe das limitações do estruturalismo americano, e lança as bases da mais profunda revolução da Linguística moderna, com amplas consequências para as Ciências Cognitivas. A partir do início da década de 60, participa com frequência no debate público sobre temas políticos, designadamente a ação externa nos EUA, a colaboração dos intelectuais com a política oficial ou o conflito israelo-árabe, o que frequentemente lhe valeu, para além do ódio por parte da grande imprensa, variadas perseguições que chegaram à tentativa de agressão física. Uma primeira coletânea dos seus escritos políticos, "O poder americano e os novos mandarins", publicado em 1969, constitui uma peça essencial na avaliação da intervenção dos EUA na Ásia, nomeadamente no Vietname.

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