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PIDE 510 Presos do Concelho da Covilhã

de José António Pinho
Editor: Âncora Editora, abril de 2025 ‧
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«O autor, que quis fazer deste livro uma obra de divulgação, contra um esquecimento que coloca na opacidade do desconhecimento do Portugal concentracionário. É neste emprenho que, partindo do seu percurso cívico, Pinho faz a sua caracterização do quotidiano salazarento, das cadeias para os presos políticos, da repressão severa contra os que ousavam dizer não, das torturas e do medo. Em muitos dos aspetos desta história, a narrativa centra-se na Covilhã, lugar privilegiado de observação e da repressão da PIDE, que se agudizou mais depois que Humberto Delgado veio à Covilhã para receção apoteótica. E aqui há que sublinhar as sucessivas vagas de prisão (na Covilhã e no Tortosendo), na perseguição feroz ao PCP. É nesse contexto que se desenrola a vida de José António Pinho, daqui parte para os calabouços da PIDE, pois carregava sempre a condição de suspeito. Mas tem a Covilhã no coração e a ela regressa sempre, para recomeçar o combate. É por isso muito curiosa a topografia que ele faz dos lugares e das ruas, isto é, do quotidiano (ou dos quotidianos) de uma cidade operária, aliando a esta uma outra topografia dominantes, a ideológica.»

Fernando Paulouro Neves
Prefácio

PIDE 510 Presos do Concelho da Covilhã

de José António Pinho

Propriedade Descrição
ISBN: 9789727809936
Editor: Âncora Editora
Data de Lançamento: abril de 2025
Idioma: Português
Dimensões: 148 x 233 x 7 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 118
Tipo de produto: Livro
Coleção: Caminhos da História
Classificação Temática: Livros em Português > História > História de Portugal
EAN: 9789727809936

Bom

João Duarte

Um livro essencial para se conhecer o que era a PIDE

SOBRE O AUTOR

José António Pinho

José António Pinho (Melo, concelho de Gouveia) esteve detido em várias prisões civis e militares durante o Estado Novo. Foi preso pela PIDE em 1959, tendo sido incorporado, três anos depois, no Serviço Militar.
Em 1963, por motivos políticos, cumpriu prisão na Casa de Reclusão Militar de Viseu. Dado como indesejável ao Exército Fascista de Salazar, foi enviado para o Presídio Militar do Forte da Graça, em Elvas, onde foi duramente punido ao trabalho forçado do barril. Em 1967, foi novamente preso pela PIDE, pela sua intervenção no movimento associativo.
Desenvolveu grande actividade política ao lado do escritor António Alçada Baptista, nas pseudo-eleições de 1969, apresentando-se, em 1973, nas listas do MDP-CDE como candidato pelo círculo de Castelo Branco à Assembleia Nacional. Foi militante do PCP entre 1958 e 1982.
Actualmente é dirigente e presidente de vários clubes e associações da Covilhã: Grupo Campos Melo, Clube Nacional de Montanhismo, Clube Desportivo da Covilhã e Sporting Clube da Covilhã. É co-fundador da Federação de Desportos de Inverno de Portugal, a qual presidiu de 2000 a 2008. É ainda membro da direcção da Rádio Clube da Covilhã e empresário na área dos combustíveis nesta cidade.

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