Pessoa de Aluguer que Não Faz Nada
Uma história real
SINOPSE
Foi nesse contexto que publicou um tweet que viria a tornar-se famoso:
@morimotoshoji
Estou a iniciar um serviço chamado Alugue Um Faz-Nada.
Serve para qualquer situação em que tudo o que se quer é que uma pessoa esteja presente.
Nessa altura, Morimoto tinha cerca de 300 seguidores. Passado um ano, eram mais de cem mil. Hoje aproximam-se do meio milhão. Entre um momento e o outro, foi contratado mais de quatro mil vezes. Para partilhar um gelado; para acenar a uma pessoa à chegada ao aeroporto; para ver um escritor bloqueado a trabalhar; para acompanhar uma mulher a entregar os papéis do divórcio.
Em troca do pagamento das despesas, o autor escolhe quais pedidos atender. Nunca trabalha, não faz tarefas. Mas vai, ouve, está lá.
No livro narra esses encontros, fala de si e de um Japão que parece tão distante mas está afinal tão próximo - porque o medo da solidão e a absoluta necessidade de companhia são valores universais.
Pessoa de Aluguer que Não Faz Nada é um livro único, profundamente humano, em igual medida triste e reconfortante. Descobrimos no autor uma qualidade rara e transformadora: a capacidade de aceitar todas as pessoas como elas realmente são.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789892361444 |
| Editor: | Lua de Papel |
| Data de Lançamento: | maio de 2024 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 159 x 238 x 11 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 160 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Memórias e Testemunhos
|
| EAN: | 9789892361444 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Gostei!
Nelson Lourenço
Shoji Morimoto era constantemente apelidado de “faz-nada”, por falta de iniciativa ou ambição. Desanimado e cansado de um trabalho aborrecido e stressante, decidiu transformar essa ideia num conceito completamente novo: criar um serviço onde as pessoas o podem alugar para não fazer nada. E sim, isso mesmo — não fazer nada. E, surpreendentemente, resultou! Até hoje, já foi “alugado” mais de quarenta mil vezes. Este livro não é uma autobiografia típica. Na verdade, é uma leitura sobre o nada — e, ao mesmo tempo, sobre tudo. Não há uma grande jornada, nem um enredo cheio de acontecimentos. É uma sucessão de momentos, reflexões e pequenos encontros que, no conjunto, revelam muito sobre a natureza humana e a solidão. Achei muito curioso perceber as diferentes razões que levam as pessoas a contratar o Shoji. Desde quem precisa de um acompanhante para um evento, até quem apenas quer que ele pense nessa pessoa num determinado dia e lhe deseje coisas boas. Por trás de todos esses pedidos, há uma necessidade comum: a de se sentir visto, ouvido e compreendido, mesmo que por alguém que “não faça nada”. É um livro curto, de leitura leve e rápida, que combina anedotas reais com algumas observações sobre amizade, empatia, o papel do dinheiro e a forma como nos relacionamos nos dias de hoje. Apesar de não ser uma leitura arrebatadora — talvez por ser mais reflexiva do que envolvente —, é uma ideia original e que nos deixa a pensar no que realmente significa “fazer algo” e “estar presente”. Em suma, um livro pequeno, mas com uma grande mensagem. Recomendo a quem procura algo diferente, fora da caixa e que faça parar um bocadinho para refletir. ¿ Classificação: 3,5 / 5
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