Perigos - Portugal na Europa e no Mundo
SINOPSE
Com prefácio de Adriano Moreira
O que pensar de um autor que em 1870 antecipa muitos dos acontecimentos que marcaram o século XX e algumas das mais estimulantes propostas que hoje enquadram o debate acerca da reconfiguração do sistema político internacional? Um autor que reflecte sobre o papel de Portugal na Europa e no mundo, afirmando: Quando são tantos e tão grandes os perigos, olhemos também nós, portugueses, pelos nossos interesses. Proclamemos também os nossos direitos e mostremos ter a consciência dos nossos deveres e a força de os cumprir. João de Andrade Corvo, por muitos considerado o pai da moderna diplomacia portuguesa, revela nesta obra uma capacidade invulgar para analisar os principais desafios político-estratégicos a que deveremos saber dar resposta no plano das relações internacionais. A sua descrição dos factos é rigorosa e empolgante. A interpretação que deles faz está repleta de valiosos ensinamentos para o futuro. O estilo é fascinante.
EXCERTOS
"É grave a situação de Portugal. Confusão e incoerência nos princípios; grande desordem nas finanças; enfraquecimento deplorável da autoridade; falta de confiança na vitalidade do país, e nas suas faculdades políticas e económicas; um desalento injustificável, atrás do qual se esconde um perigoso indiferentismo… Esta é uma dolorosa verdade: mas é verdade também que o mal, ainda que grande, não é sem remédio."
"A ideia de unir Portugal e Espanha, a ideia de constituir uma Ibéria, todos os homens públicos, todos os partidos no reino vizinho a têm e a manifestam. Não há para que ocultá-lo. Esta preocupação existe, com mais ou menos intensidade, no espírito de todos os espanhóis." "Para a guerra e para a paz é indispensável hoje ter exército. Com um exército bem organizado poderemos melhor contrair alianças, já para manter a nossa neutralidade, já para defender com as nações afins a liberdade e a civilização." "Nas relações internacionais deu-se o primeiro lugar ao arbítrio e à força, mal encobertos por princípios indefinidos, aplicados sem escrúpulo. Poderão as coisas continuar assim?" "Como ter confiança no futuro, em vista destas grandes lições da história? A força, dominando o mundo, não pode senão arrastá-lo a sucessivos e dolorosos cataclismos. Levantam-se os impérios, para caírem depois. Vacila tudo, tudo é efémero. Só as angústias das nações não têm um termo." "É tempo de que sentimentos elevados e generosos dirijam a política internacional. É tempo de fazerem, o direito e a razão, ouvir a sua voz. É tempo de impedir que a força e a ambição dominem o mundo."DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789729975745 |
| Editor: | Fronteira do Caos |
| Data de Lançamento: | novembro de 2005 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 137 x 215 x 19 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 232 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Política
>
Política em Geral
|
| EAN: | 9789729975745 |
| Idade Mínima Recomendada: | Não aplicável |
QUEM COMPROU TAMBÉM COMPROU
-
10%O ClientelismoEdições Colibri7,50€ 10% CARTÃO
-
10%As Presidências Portuguesas da União EuropeiaFronteira do Caos18,00€ 10% CARTÃOportes grátis