SINOPSE
Ao longo do livro desenha-se uma paisagem de abetos, de campos de terra negra e rios, e um mundo de gente simples e verdadeira regressa, pessoas que nasceram na mesma cama onde viriam a morrer.
Prestando-lhes homenagem, Claudel conta a sua própria vida, as suas origens, a sua Nancy natal, os seus pais e irmãs, como nunca o fizera antes.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 978-989-676-117-2 |
| Editor: | Sextante Editora (chancela) |
| Data de Lançamento: | abril de 2014 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 152 x 235 x 12 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 160 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 978989676117210 |
| Idade Mínima Recomendada: | Não aplicável |
OPINIÃO DOS LEITORES
Olhar com o Olfato
LTC
Philippe Caudel revela a sua capacidade extraordinária de observação olfativa, porque também se olha com o olfato. A escrita de Philippe Claudel conquistou-me neste livro de memórias olfativas da infância e da adolescência, que se entranharam em mim como se do melhor perfume se tratasse. Mesmo as mais viscerais. Muitas delas telúricas, realmente marcantes para quem é do campo, como eu. Todas elas vão-nos trazendo á tona memórias olfativas que servem de impulso para as memórias afetivas.
Poético
Carmo
Partilho algumas memórias com o Philippe Claudel (acho que partilhamos todos). Gostei muito e emocionei-me de as ver descritas de forma tão bonita, revivi passagens da minha vida ao sabor da sua escrita carregada de sentimento. Não posso dizer o mesmo de outras que por aqui aparecem: Cemitério, Estábulo, Estação de Tratamento de Águas, Estrume, Morte, Putrefação, Urinóis Públicos, dessas, o Claudel que me desculpe, mas delas só retirei a poética da sua bonita narrativa.
Um livro que encerra memórias olfativas individuais e coletivas
Cláudia Azevedo
"Perfumes" é bem mais do que o inventário sentimental dos cheiros da vida de Philippe Claudel, é porventura como o precioso baú ou o pote dourado onde se concentram as nossas memórias olfativas comuns, a nossa identidade odorífera coletiva. É quase mágico como as palavras lidas encerram tantos odores e como estes se abrem assim ao nosso desfrute. Somos também o que e porque cheiramos. Pulôver - "Mergulho nele a minha cara como na concha dos braços de um ser amado, a chorar. O meu tio está ali, violentamente presente, no perfume frio do cigarro, nos traços atenuados de um after shave barato, na poeira do cimento, na cola para papel de parede, surgindo de uma alquimia que o pulôver concentrou, a despeito dele."
Memória olfactiva
Fábio Lavos Martins
Philippe Claudel é , definitivamente,um dos meus autores favoritos. Não só porque é, criativamente,um portento,como também porque é dotado de uma sensibilidade, delicadeza e inteligência como não há muitos. Este livro é uma irresistível compilação de pequenos textos ( 63), que partem de uma permissão que não é estranha para ninguém: a associação entre o aroma e o traço mnesico, as pessoas,os factos e os momentos. E Claudel fá-lo com a mestria e a beleza do costume. E não hesita em revelar-se.Um livro para ir relendo. Sublime
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