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Pensar a Justiça . Repensar o Estado

Heróis do Mar, Nobre Povo…

de José Maria Rodrigues da Silva
Editor: Âncora Editora, outubro de 2015 ‧
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Este ensaio intitulado Pensar a Justiça, Repensar o Estado, e sub-titulado Heróis do Mar, Nobre Povo, desenvolve-se em torno de três ideias/forças: a Justiça, o Estado e o Povo Português.
Mas, nos tempos injustos que vivemos, poderia a Justiça ser a reparadora de injustiças originadas no Estado ou na Instituição Regional em que este se insere?
Estes tempos injustos não se fazem apenas de injustiças, mas também de perplexidades. Em que deverá consistir a reparação? Na sentença de um juiz ou na visibilidade mediática própria da "Democracia de Opinião", de que são pilares, entre nós, os média e o Ministério Público. Será por isso que o recurso ao Ministério Público começa a ser mais frequente que o recurso ao juiz?
E os crimes contra o Património mormente o do Estado, mais graves que os crimes contra as pessoas? Na China pensava-se assim, como verifiquei no Tribunal Superior da Justiça de Macau.
A emergência do paradigma legal, que confinou à common law o direito dos primórdios, aparece como o crepúsculo do direito do juiz. Mas, a clareza de expressão dos códigos napoleónicos, sobretudo do Code Civil, concebidos para serem compreendidos pelo cidadão culto, não jurista, veio compensar a perda da relação de proximidade entre pessoa e a norma.
O Code Civil, que é de 1804, continua em vigor em França, mas em Portugal deitou-se fora como trastes velhos, os velhos códigos, e trocou-se o Direito/Ética pelo Direito/Técnica, e a certeza do direito pela mudança contínua, que é um valor da economia e não do direito. A alteração contínua das leis é a principal causa da crise da Justiça, e pode significar a falência do próprio Estado, que foi ultrapassado pelo globalismo. O Estado ainda é a libertação ou é apenas o Estado Fiscal ou, na expressão feliz do meu ilustre prefaciador, o "Estado Extractivo"?
E o povo português? Na melhor das hipóteses, cumpre o seu destino e emigra.

Pensar a Justiça . Repensar o Estado

Heróis do Mar, Nobre Povo…

de José Maria Rodrigues da Silva

Propriedade Descrição
ISBN: 9789727805198
Editor: Âncora Editora
Data de Lançamento: outubro de 2015
Idioma: Português
Dimensões: 152 x 230 x 7 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 110
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Ensaios
EAN: 9789727805198

SOBRE O AUTOR

José Maria Rodrigues da Silva

José Maria Rodrigues da Silva. Nasceu em Almada em 1932 e licenciou-se em Direito em 1957, na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Fez o Curso Complementar de Ciências Jurídicas, foi advogado, professor, juiz dos Tribunais de Trabalho, juiz desembargador na seção cível do Tribunal da Relação de Évora e na seção social do Tribunal da Relação de Lisboa, juiz conselheiro do Supremo Tribunal Administrativo e do Tribunal Superior de Justiça de Macau. Foi membro da Comissão que elaborou o Código do Processo de Trabalho, relator do Conselho da Europa para o Processo e a Jurisdição do Trabalho, representante de Portugal no Simpósio da ONU, em Genebra, sobre a exploração do trabalho infantil, presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses e vice-presidente da Associação para o Progresso do Direito.
Tem privilegiado a reflexão multidisciplinar sobre o Poder e a Modernidade. A sua vasta obra publicada abarca o ensaio, a ficção, a poesia e o teatro, num total de 22 títulos. Sentiu-se feliz em muitos momentos da sua vida e deixa três filhos a quem transmitiu os seus genes e que espera que sejam melhores do que ele foi.

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