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Pedro Alecrim

de António Mota
Editor: Edições Asa, novembro de 2011 ‧
11,00€
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RECOMENDADO PELO PLANO NACIONAL DE LEITURA
Pedro Alecrim reparte os seus dias entre a escola, as brincadeiras com os amigos e o trabalho no campo para ajudar a família. Pedro gosta de andar na escola, embora se interrogue sobre a utilidade de algumas matérias e nem sempre aprecie o feitio de alguns professores. Os dias vão passando, com sonhos, alegrias e tristezas. A morte do pai alterará tudo. Prémio Gulbenkian de Literratura para Crianças e jovens.
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Numa escala de 1 a 10, estes livros são um 11

Bom é ter uma expectativa e que a expectativa seja nada face ao que se recebe. Aqui, mostramos a escala rebentada. Aqui vão uns livros que batem tudo. O sentido do fim É que chega-se ao fim desnorteado com o sentido. Barnes é um dos grandes – e este portento é um dos seus maiores. Quem o lê jamais o esquece, e fica a pensar nele muito tempo. O trabalho de arquitetura textual é de tal forma depurado, cirúrgico, que parece um círculo perfeito. Em Barnes, tudo é sublime, não há uma única frase que saiba a ruga ou a pedra na calçada. Aqui temos bocados da história de Tony Webster, que conhecera Adrian Finn no fim do liceu. Juntos, viveram a adolescência, as descobertas da literatura e da cama, a pressa de quem tem o futuro à frente. As décadas passaram, Tony está reformado. Para trás, ficou o passado que lhe parece estanque, a direito. E, finda a história, lá se percebe que a memória escolhe o que guardar. O choque que daí chega é tão dele quanto nosso. E até deu origem a um filme de cinema. QUERO LER!







  Não me esqueças Demolidor. Em banda desenhada, conta-se a história de uma família que não se perdeu para a memória. Para a avó de Clémence, a partir de uma certa altura, a cabeça fez-se nuvem – e uma nuvem de histórias esquecidas. A doença de Alzheimer chegou e, a partir desse momento, para uma e para outra, a vida foi outra coisa. A Clémence, cabe lembrar – e lembrar quem já esqueceu. A neta decide tirar a avó do lar e procurar a casa da sua infância. O leitor acompanha-a, enquanto sabe que aquela vida já tem sabor de despedida. É que, mesmo que o Alzheimer dure décadas, cada momento vivido é um adeus lento ao que se foi. Trocam-se os papéis, e eis a neta a guiar a avó pela mão, pela vida, pelo que houve. A vida não deixou de ter sido vivida só por se ter esquecido tanto. É que Clémence ainda se lembra e, para ela, a avó ainda é quem foi. QUERO LER!
  O homem duplicado A premissa podia ser saramaguiana, mas o tema já encantara outros antes. O mais conhecido será O Duplo, de Dostoievski. Como em O Homem Duplicado, o escritor russo mostrou a vida de alguém que encontrou um seu igual. Ao invés de flores, alegrias e mãos dadas, o confronto com a não-unicidade levou-o aos arames. Aqui, temos obsessão igual, desta feita a de Tertuliano Máximo Afonso. A vida deste homem contrasta com o nome: vida vulgar contra nome tão invulgar. Professor de História no ensino secundário, aborrece-se com a vida. Casou quase porque sim, divorciou-se perguntando-se porque não. Ensinar História – pudera – já lhe sabe a coisa repetida. Um dia, lá lhe acontece qualquer coisa. Ora, qualquer coisa, seja boa ou má, já não é coisa pouca para quem não vê nada acontecer. Ao ver televisão, Tertuliano viu um homem igual a si. Tão igual que era igualzinho. Sem mais nada que fazer da vida, começou a procurar o sósia. O leitor procura-o com ele, alimentando-se já da mesma obsessão insana. QUERO LER! Pedro Alecrim Os cachopos também merecem livros que rebentam a escala. E para dar cabo dela não há melhor do que António Mota. O pequeno leitor abre o livro e vê-se a viver a vida de Pedro, em tanto a si semelhante, em tanto diferente de si. Vive no Pragal, com os pais e os irmãos. Os seus dias têm 24 horas como os nossos, e dão para ir à escola (anda no sexto ano) e trabalhar no campo para ajudar a família. Não é que adore a escola: não compreende tudo o que se passa nas aulas e também não tem tempo para estudar. Ainda consegue ter algum tempo livre, que costuma passar com o amigo Nicolau. A vida lá vai passando, sem grandes percalços, até ao dia em que o pai morre. A partir daí, muda-se o destino às coisas. O rapaz transtorna-se e quem o lê também. QUERO LER!

Pedro Alecrim

de António Mota

Propriedade Descrição
ISBN: 9789892328744
Editor: Edições Asa
Data de Lançamento: novembro de 2011
Idioma: Português
Dimensões: 141 x 217 x 6 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 150
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Infantis e Juvenis > Literatura Juvenil
EAN: 9789892328744

Extraordinário e educativo

Liliana Sobreira

é um livro comovente e cheio de valores, especialmente adequado para leitores jovens ou para quem procura uma história com fundo social e humano. Tem momentos muito bonitos e realistas. Adequado ao 6° ano de escolaridade, altura em que as crianças começam a lidar com uma realidade mais dura, nos tempos de hoje que a maioria tem tudo de mão beijada!

Não recomendo

Rita Braz

Comprei-o para a minha filha e ela parou de o ler passado 10 páginas, então eu própria o li e achei a história muito confusa. Não recomendo.

Lindo

Lucas

Uma história com uma trama muito bem escrita, com um tema realista e bem executado, o protagonista é a personagem mais humana que já vi num livro, o enredo é envolvente, algo incomum para mim quando se trata de obras literárias, [/SPOILER/] o capítulo em que o pai do Pedro morre é lindo, uma das vezes em que estive mais perto de chorar com uma obra, literária ou não, foi simplesmente lindo, a única crítica negativa que tenho a fazer é que deveria ser mais explícito o localização no tempo, já que a história salta entre o passado e o futuro às vezes. As capa contém uma arte bonita e que combina com o livro, mesmo sendo apenas um aspecto superficial. O meu livro favorito

Fabuloso

Ana

O meu filho adorou o livro. Muito bom.

Pedro Alecrim

Carla Pinto

Muito bom. O meu filho adorou. Leu-o no mesmo dia.

Muito bom

Beatriz

Visto ser um livro que o meu filho trabalhou neste primeiro período, acabei também por o ler com ele com muito entusiasmo. Retrata a vida simples das crianças do campo com as suas aventuras, algo que faz muita falta na actualidade.

PEDRO ALECRIM

Sandra

Uma história fantástica, com uma lição importante para as crianças. Recomendo!

Pedro Alecrim, um pequeno grande herói

Sílvia Baltazar

É uma obra que retrata a vida deste garoto patusco que é o Pedro Alecrim. Até o nome dele nos lembra do cheiro do campo! O autor leva-nos à aldeia do Pedro, onde ficamos a conhecer os seus amigos, as suas rotinas, as desavenças na escola, a sua família e as dificuldades de quem tem de trabalhar no duro após as aulas e que depois à noite ainda tem de fazer os deveres. Uma lição de vida cheia de riqueza e simplicidade.

Pedro Alecrim

Susana Rangel

Fantástica história sobre os meninos da aldeia!!!! O meu filho adorou

e muito interesante

catarina costa

uma maneira de entrar ma imaginação das crianças

Adorei!

LJ 5ºANO

Este livro é extraordinário.Brilhante. Espero que o autor faça mais livros parecidos. Eu recomendo este livro a todas as crianças do 5 ano.

Fabuloso

Paula Pires

Todos deverão ler. Fantástico e de uma beleza enternecedora. Uma visão da vida, que hoje os meninos das cidades nem imaginam que existe. Valores que deverão ser transmitidos a todos para que a nossa sociedade seja cada vez melhor. Parabéns António Mota.

SOBRE O AUTOR

António Mota

António Mota nasceu em Baião, em 1957, e começou a dar aulas no Ensino Básico aos 18 anos. Publicou o primeiro livro, A Aldeia das Flores, em 1979, iniciando uma carreira dedicada sobretudo à literatura infantojuvenil, com mais de uma centena de obras publicadas. Ao longo do percurso recebeu vários prémios literários, entre os quais o Prémio Gulbenkian de Literatura para Crianças e Jovens e o Prémio Autores da Sociedade Portuguesa de Autores. Reconhecido como um dos mais importantes autores portugueses para a infância e juventude, viu a sua obra recomendada pelo Plano Nacional de Leitura, traduzida em várias línguas e distinguida internacionalmente, incluindo nomeações para o prémio ALMA. Mantendo sempre fortes ligações ao meio rural onde cresceu, a sua escrita retrata o Portugal profundo e procura despertar nas crianças o prazer da leitura através de histórias simples, humanas e próximas dos leitores.

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