Parto com os Ventos

de Lília Tavares
Editor: MoDocromia, dezembro de 2013 ‧
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O tempo, fugidio como sempre, sopra com demasiado força quando queremos que ele passe devagar. Estranha e deliciosa sensação ao ler este livro: quero devorá-lo de um só gole, mas retardo-me para que ele jamais termine porque sei que nunca somos os mesmos ao final de um livro. E a magia da vida é estarmos prontos para sermos outros de nós mesmos. E é a isso que este livro nos convoca: para termos a delicadeza com o tempo de cada uma das palavras, pois elas nos fazem escutar o silêncio que nos habita. O silêncio necessário após a leitura de cada poesia é um recolhimento que nossa alma necessita para estar ao abrigo de outros ruídos que possam interferir na leveza e profundidade destas poesias.

Assim vos convido à esta delicada viagem-leitura. E, portanto, saúdo com a alegria da renovação do perfume deste tempo / parto com os ventos.

"A hora chegou em que o tempo não é tempo, pois é longo
e breve o perfume doce das searas maduras.
Idade dos voos e da fertilidade das abelhas
No ocre da terra que não é terra, pois é demorado
e curto o tempo que é tempo no teu colo
na espera das tardes esvaziadas de saudade."
Do prefácio de Carlos Eduardo Leal"

Parto com os Ventos

de Lília Tavares

Propriedade Descrição
ISBN: 9789899841604
Editor: MoDocromia
Data de Lançamento: dezembro de 2013
Idioma: Português
Dimensões: 169 x 207 x 6 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 86
Tipo de produto: Livro
Coleção: À Mão De Semear
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 9789899841604

SOBRE O AUTOR

Lília Tavares

Lília Tavares, nascida em Sines, traz consigo o marulhar das águas nas areias da costa alentejana.
Começou a escrever textos poéticos aos treze anos enquanto estudante, inserida num contexto académico em que fervilhavam ideais e de onde saíram vários intelectuais do Baixo Alentejo, como António Guerreiro e José António Falcão. Influenciada por este último, começou a divulgar a sua poesia no então Jornal de Setúbal e a colaborar nos primeiros números do Jornal dos Poetas & Trovadores.
Foi na livraria Tanto Mar, propriedade do poeta Al Berto, que comprou os primeiros livros de poesia.
Em 1979 editou em Santiago do Cacém, Fusão Crepuscular e outros poemas.
Mestrada em Psicologia Clínica no ISPA, em 1988 alcançou o 1º e o 2º prémios de Poesia da AEIspa.
Volta a publicar a solo em 2013: Parto com os Ventos (Kreamus), seguido de Evocação das Águas (Seda Publ., 2015), Sem Luar |haicais| (Temas Originais, 2015), Nomes Da Noite (Col. A Água e a Sede, #2, Modocromia, 2019) e Bailarinas de Corda (Poética Ed, 2019).
Participa em coletâneas de Poesia em Portugal, Espanha (Galiza e Extremadura), Suíça e Roménia, algumas de âmbito solidário, assim como a sua poesia é referenciada em publicações temáticas e homenagens a outros poetas.
A pedido de artistas plásticos, entra com poesia em catálogos de exposições.
Em abril de 2010 cria no Facebook, a Página Quem lê Sophia de Mello Breyner Andresen, de divulgação diária de Poesia, da qual é coautora com Carlos Campos. Organiza e participa em eventos poéticos.
A Timidez das Árvores é o seu 7º livro de poesia a solo, prefaciado por António Vilhena. Este título inaugura uma coleção, Mão de Semear, na promessa de uma presença regular, na Editora Modocromia.
A autora é casada e mãe de dois queridos filhos adultos.

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