Pais & Filhos
Editor:
Sistema Solar, agosto de 2024 ‧
ver detalhes do produto
10,80€
10% DESCONTO
IMEDIATO
YW5CWlZFSjViVGMyVnpkaGJrcGhSMDFYZVZOMWRUbHJXVGREZWxwVWVqRjNUa05NTkdkS1UxbDVSRFZQTW0xNVNXNVBOM1pVY1d4VmQydHFWREZMZW5SelMzcE9kV2syTVVwRFMwcEZWWGh1Y0dOUEwzQnBkVFYwYkVOVGEyWTBVbFJFZW5KVU1XWkpPRGx6VVhCWmRteDJhRXRNVVRCTFdVMTNMMWhWUXpGbU1XSmhSemhyU2xVeVJHOW1ka1ZUVDNvMEx5dDJOVkpSUW1nM05tOXZWM2RpYVVkcFUxTmFhblpLTnpGSVUzTlVSbGxvSzB4cVducEdOVU5xWWtkNFUwOWpWV2NyU0haSmJYVkVjM0pHVUc1MWNFTnBRa1l5Y21jeVRsQllWa2xMZVV0SWFrZHRZV2xGU0c1WVNtbHBTR0ozVWtWSlRGTlNkRnBRZDFBdlZHOUVjR3BqZVVwNGFtRTVVbFZzYmpGNVF6bEJlamx6UTBKaGMyOUZjazVpUjJNNWVUUnVMMnRWYWk5WVNFRkljamQ2VlRoSlNuSlBjM1Y2UTJoTWVpODFjMmxLZDFsU1JVSjZRMDV4VnpCVVYwRTVWVUZIY21GUWVHSXdhVWwxTmpRNVJEQkRNR3RQWWtOV09VTkhlRTh2TUdONWQwdG1MMUJJUzNVMVUzSmlMM1JMTUROS1dWaDNlSFpDTkVsVmFYUmhWRTVJVUZOU1EyVmpjV1YzU0c1M1JFSTJSRmsxWmsxR1JXNTBjV1pOYTJrNVFtRjJTbWhDZUdkVVJsQTVlbGRMYTFKSmRtOVZiVWswUjJwNFlVbE1MMDFYWkRWalZuZzVhV053UVhOc1kyOXJaWE1yUm5scFRsQlhTMUJFU0V4blFqaHFaazF3VERKWlIyRk1OeXRrYjNVNWFtZzBaMGxrYWs1NVRETnFVa2RoSzNwVmRYRTBOREJNZGt3dksyVlliRkptZWt0cFNWTldNSFZXVkN0TlYxbzVaRFZYT0cxTFZGaHRWbmhCOk1EVzZRUXlwUHI2eGZHZGlGOHkydEE9PQ==
EM STOCK
-
SINOPSE
A partir da obra homónima de Ivan Turguéniev.
(Ouve-se Voice of the Blood de Hildegard von Bingen. PEDRO encontra-se quase sozinho em cena, apenas acompanhado por um vídeo de Jorge Jácome. Dir-se-ia que PEDRO está tenso. E dir-se-ia também que o espetáculo é, na verdade, uma conferência.)
Pedro — Autoria é sempre coautoria, escreveu Mario Biagioli (um professor de Direito e Estudos Científicos). Foi ele que escreveu, mas olhando para a frase fica claro que não foi ele que escreveu. Ou pelo menos não escreveu sozinho. Se por acaso leram o programa deste espetáculo, ou viram o cartaz, saberão (e se não sabem, digo-vos agora) que eu assino a autoria do texto. Mas lá está, não é verdade. Porque, embora seja realmente o meu nome na assinatura, são muitos os pensamentos que geram o conteúdo do espetáculo, são muitas as ideias, paridas por muitos pensadores. Por exemplo, tudo isto que acabei de dizer não fui eu que escrevi, é uma citação. De uma autora inglesa. Uma teórica feminista queer que se chama Sophie Lewis e que, no seu livro, cita o Mario Biagioli. E eu cito a citação porque é justamente de coautoria, de gestação e de parir que este espetáculo trata. Começa com um facto biográfico: há já três anos que eu e o meu marido estamos envolvidos num processo de criar uma nova vida, um processo em que deixo a minha condição identitária única de filho para lhe agre- gar também a de pai.
E estamos a fazê-lo… no Canadá, através de um método que se chama gestação por substituição (antes conhecido por «barriga de aluguer»), algo complexo e feito em coautoria múltipla: nós os dois, uma dadora de óvulos e uma «mãe de substituição», a gestante, a surrogate. E fazemo-lo no Canadá porque é proibido em Portugal (exceto para casais heterossexuais quando a mulher apresenta uma impossibilidade física de engravidar).
(Ouve-se Voice of the Blood de Hildegard von Bingen. PEDRO encontra-se quase sozinho em cena, apenas acompanhado por um vídeo de Jorge Jácome. Dir-se-ia que PEDRO está tenso. E dir-se-ia também que o espetáculo é, na verdade, uma conferência.)
Pedro — Autoria é sempre coautoria, escreveu Mario Biagioli (um professor de Direito e Estudos Científicos). Foi ele que escreveu, mas olhando para a frase fica claro que não foi ele que escreveu. Ou pelo menos não escreveu sozinho. Se por acaso leram o programa deste espetáculo, ou viram o cartaz, saberão (e se não sabem, digo-vos agora) que eu assino a autoria do texto. Mas lá está, não é verdade. Porque, embora seja realmente o meu nome na assinatura, são muitos os pensamentos que geram o conteúdo do espetáculo, são muitas as ideias, paridas por muitos pensadores. Por exemplo, tudo isto que acabei de dizer não fui eu que escrevi, é uma citação. De uma autora inglesa. Uma teórica feminista queer que se chama Sophie Lewis e que, no seu livro, cita o Mario Biagioli. E eu cito a citação porque é justamente de coautoria, de gestação e de parir que este espetáculo trata. Começa com um facto biográfico: há já três anos que eu e o meu marido estamos envolvidos num processo de criar uma nova vida, um processo em que deixo a minha condição identitária única de filho para lhe agre- gar também a de pai.
E estamos a fazê-lo… no Canadá, através de um método que se chama gestação por substituição (antes conhecido por «barriga de aluguer»), algo complexo e feito em coautoria múltipla: nós os dois, uma dadora de óvulos e uma «mãe de substituição», a gestante, a surrogate. E fazemo-lo no Canadá porque é proibido em Portugal (exceto para casais heterossexuais quando a mulher apresenta uma impossibilidade física de engravidar).
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789895681532 |
| Editor: | Sistema Solar |
| Data de Lançamento: | agosto de 2024 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 171 x 243 x 10 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 120 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Teatro (Obra)
|
| EAN: | 9789895681532 |
QUEM COMPROU TAMBÉM COMPROU
-
Provavelmente uma Pessoa10%Edições Humus9,00€
10,00€ -
Uma Ideia de Justiça10%Edições Humus9,00€
10,00€