Outono
SINOPSE
Daniel tem a idade de um século. Elisabeth, nascida em 1984, está de olho no futuro. O Reino Unido e a Europa estão despedaçados, divididos por um verão histórico. Ganha-se amor, perde-se amor. A esperança caminha de mãos dadas com o desespero. As estações sucedem-se, como sempre, assim como as perguntas: Qual é o nosso valor? Quem somos? De que matéria somos feitos?
Eis o lugar em que vivemos. Eis o tempo na sua forma mais contemporânea e naquilo que tem de mais cíclico.
Eis uma história sobre o envelhecer e o tempo e o amor e as próprias histórias. Este é o primeiro livro do quarteto.
Da imaginação única de Ali Smith nasce uma tetralogia feita a partir da ideia de transição, abrangente na sua escala temporal e marcada por um caminhar leve através das suas narrativas.
Eis o Outono.
CRÍTICAS DE IMPRENSA
«Uma belíssima e pungente sinfonia de memórias, sonhos e realidades efémeras; a "interminável triste fragilidade" das vidas mortais.»
Guardian
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789898864031 |
| Editor: | Elsinore |
| Data de Lançamento: | maio de 2017 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 155 x 237 x 15 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 224 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 9789898864031 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Outono
AllbyMyShelves
Sabem aqueles livros que vocês lêem, conseguem perceber que são bons, mas não se sentem capazes de explicar porquê? Assim foi Outono, o primeiro livro do Quarteto das Estações de Ali Smith, para mim. A escrita é belíssima, e remete-nos para um costante exercício de nostalgia e preocupação futura. Questiono-me se é por isso que este é o "Outono" de Ali Smith, estação que nos deixa nostálgica pelo Verão findado, e preocupadas com um Inverno que se sabe que chegará? Não sei se esta associação faz sentido para todas as pessoas que lêem este livro (fez para mim, por de facto costumo sentir-me assim na Estação presente). Gostei muito da ligação entre Elizabeth e Daniel e de como ela serve de elo para outros eventos/personagens reais. Mas devo confessar que não me foi fácil ler este "Outono". Por vezes confuso, mas sempre belo. Acho que esperava algo mais "evidente", mais claro. Mas talvez o Outono seja mesmo assim. Estranhamente bonito. Sei que algumas pessoas por aqui também já o leram. Umas adoraram. Outras nem por isso. Acho que posso situar a minha experiência de leitura entre umas e outras.
O mais belo livro sobre o tempo
David Pimenta
"Outono" conta a história de Daniel, um homem com mais de 100 anos, e da jovem Elisabeth. Para além de uma bela história de amizade, a história deste livro incide significativamente sobre a passagem do tempo. Receios do Passado, presente (marcado pelo Brexit) e futuro estão na mesma página. E que bela forma de o fazer! Mais do que recomendado.
misto de emoções, pensamentos , risos e desilusões.
Pedro Rebelo
"Foi o pior dos tempos, foi o pior dos tempos. De novo. É esse o problema das coisas. Desfazem-se, sempre se desfizeram, sempre se desfarão, está-lhes na natureza" Este livro, o 1º da tetralogia das estações do ano, é um misto de emoções, pensamentos , risos e desilusões. Se no início começa bem, a 1/3 do livro perde-se um pouco a essência da história e da escrita. Dei por mim a gostar bastante do livro no início e ao mesmo tempo, a fazer um sacrifício para o terminar no fim. Relativamente à análise do livro: A história centra-se à volta de, diria, 3 personagens centrais : Elisabeth Demand (personagem principal), a mãe de Elisabeth e Daniel ou Mr. Gluck. Começa com a história de um trabalho da escola, onde é pedido a Elisabeth, uma série de questões a serem feitas ao vizinho. Que são: como era o sítio onde o vizinho cresceu e como era a vida dele quando tinha a sua idade. A mãe pede À filha para inventar, para não incomodar, dada a idade. Ao qual Elisabeth responde que não pode mentir, porque é para um noticiário. A mãe responde-lhe: "Inventa. E de qualquer das formas, as notícias verdadeiras são sempre inventadas. As notícias verdadeiras não são inventadas, disse Elisabeth. São as notícias. Essa é uma discussão que voltaremos a ter quando fores um bocado mais velha, disse a mãe." A partir daqui, desenrola-se assiti-se a um enredo cheio de peripécias e aventuras entre Daniel e Elisabeth. Relembro que, ambos tem diferenças substanciais de idade. Elisabeth ainda é uma criança e Daniel já tem cerca de 85 anos. Uma amizade pouco comum, e estranha para alguns, no qual Elisabeth justifica à mãe: "Isso depende da tua definição de normal, disse Elisabeth. Que será diferente da minha definição de normal. Porque todos vivemos na relatividade e a minha, no momento presente, não é, e suspeito que nunca será, igual à tua." Ao longo do livro, somos presenciados com peripécias e aventuras entre ambos, que se denvolve numa grande amizade e cumplicidade entre os dois. O papel de Daniel, acaba por ser preparar e mostrar a Elisabeth que a realidade deste mundo , não é exatamente como ela pensa. "Devemos estar sempre a ler alguma coisa, disse ele. Mesmo que não estejamos a ler fisicamente. Caso contrário, como seremos nós capazes de ler o mundo? Imagina o processo como uma constante" Essencialmente, a história fala da troca de peripéicas e aventuras entre estas duas personagens e um acontecimento intenso que muda tudo. Cerca de 70 pagínas do livro acabar, senti que a história começa a perder qualidade. Penso que tem haver com um dos acontecimentos importantes da história, que faz com que o rumo da história e a sua caraterização seja completamente diferente. Isto porque, a história começa a ficar demasiado complexa e desinteressante para quem esta a acompanhar. Em suma: Daniel e Elisabeth amigos por acaso Como algo improvável tornou-se uma amizade sem compasso Sem compasso está a mãe, que não vê pela hora chegar Que estes dois se separem,que se acabem por desencontrar Idades diferentes e ideologias bem distintas Como estes dois continuam num loop de amizades infinitas Infinitas ou não, tudo tem razão de ser Daniel mostra o cru do mundo, a realidade que arde sem se ver.
As estações de A.S.
Sofia Micalli
Primeiro da tetralogia de Ali Smith. História sobre o tempo que passa, sobre o amor. A escrita de Ali Smith flui e a leitura é imparável.
Demasiado onírico
guilhas
Livro escrito numa toada onírica, onde muitas vezes se torna difícel a distinção entre o sonho e a realidade, que, na minha opinião, deverá ser lido na língua original pois muito se perde na tradução para português.
Leitura simples e contemporânea
Manuel Figueiredo
Talvez por não ter lido os outros livros da autora ou por gosto literário não achei este livro particularmente cativante ou interessante. A narrativa por vezes é confusa e dúbia e a história simples. No entanto, é um livro pequeno no qual a leitura é rápida e acessível.
Do Outono enquanto Interregno
Ramiro Matos
Entre ser Daniel, um Outono que se aproxima de seu Inverno ou Elisabeth, um Verão sonhando seu Outono, duas vidas que se (des)encontram, num jogo eterno de vida!...
Uma relação improvável
Rui Morais e Castro
No livro cruza-se uma amizade pura e ingénua entre uma criança de 8 anos e Daniel Gluck que tem interesses que a fascinam no campo da arte, nos livros e que foi autor de canções. Tudo se passa enquanto a mãe de Elisabeth se interroga como vai ser o pós-Brexit em que o país mergulhou.
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