Os Últimos Lugares
Editor:
Assírio & Alvim, abril de 2004 ‧
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SINOPSE
Manuel Afonso Costa nasceu a 4 de Junho de 1949. É licenciado em Engenharia Mecânica (I.S.T.) e História (F.L.L.). Foi Professor de Cultura Portuguesa em Aix-en-Provence e Macau. Actualmente é Professor de História das Ideias, na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.
Publicou poesia no «Diário de Lisboa», «Jornal de Letras», «Diário», «Anuário de Poesia da Assírio & Alvim». Publicou «Os Limites da Obscuridade» (poesia) na Caminho e «Iniciação à Memória» (romance) na Novo Imbondeiro.
Publicou, ainda, textos de história e filosofia em revistas como: «História», «Vértice», «Nós de Cultura Galaico-Portuguesa» e «Revista de História das Ideias da Universidade Nova de Lisboa», entre outras.
O lugar é já o mesmo e ainda é outro; são diferentes o! s vestígios, é outra a irradiação, a espessura das coisas, o desenho impresso na retina. Não se pode desejar mais que uma restituição breve. É para lá que, com esforço, se caminha — deixando os traços hesitantes que o rumor dos sonhos não chega a perturbar.
A memória trabalha no escuro, aposta, contra todas as probabilidades, no colapso dos sítios derradeiros. Aqueles que pedem um nome, a restituição de um sopro, o vento que sublinha as folhas das árvores e a erva mais rasteira.
---
a morte aceita-se melhor no fim do verão
quando o teu corpo era uma árvore
a hesitar entre o outono
o musgo seco, sussurraste, é um tapete,
descalça-te, despe-te
traz um livro para leres
este ano o outono apareceu muito inclinado
não te parece? gostava de te dar agora
os últimos beijos
depressa! diz tudo o que não disseste
mas não te esqueças
esmaga a minha cabeça entre as tuas mãos
como prometeste.
Publicou poesia no «Diário de Lisboa», «Jornal de Letras», «Diário», «Anuário de Poesia da Assírio & Alvim». Publicou «Os Limites da Obscuridade» (poesia) na Caminho e «Iniciação à Memória» (romance) na Novo Imbondeiro.
Publicou, ainda, textos de história e filosofia em revistas como: «História», «Vértice», «Nós de Cultura Galaico-Portuguesa» e «Revista de História das Ideias da Universidade Nova de Lisboa», entre outras.
O lugar é já o mesmo e ainda é outro; são diferentes o! s vestígios, é outra a irradiação, a espessura das coisas, o desenho impresso na retina. Não se pode desejar mais que uma restituição breve. É para lá que, com esforço, se caminha — deixando os traços hesitantes que o rumor dos sonhos não chega a perturbar.
A memória trabalha no escuro, aposta, contra todas as probabilidades, no colapso dos sítios derradeiros. Aqueles que pedem um nome, a restituição de um sopro, o vento que sublinha as folhas das árvores e a erva mais rasteira.
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a morte aceita-se melhor no fim do verão
quando o teu corpo era uma árvore
a hesitar entre o outono
o musgo seco, sussurraste, é um tapete,
descalça-te, despe-te
traz um livro para leres
este ano o outono apareceu muito inclinado
não te parece? gostava de te dar agora
os últimos beijos
depressa! diz tudo o que não disseste
mas não te esqueças
esmaga a minha cabeça entre as tuas mãos
como prometeste.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 978-972-37-0897-4 |
| Editor: | Assírio & Alvim |
| Data de Lançamento: | abril de 2004 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 145 x 205 x 7 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 88 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Coleção: | Poesia Inédita Portuguesa |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Poesia
|
| EAN: | 9789723708974 |
| Idade Mínima Recomendada: | Não aplicável |
OPINIÃO DOS LEITORES
Bom
João
Manuel Afonso Costa tem textos com elevado potencial, e outros que não são difíceis de esquecer. Ainda assim, há textos com imagens bastante interessantes.
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