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Os Poemas

de Konstandinos Kavafis
Editor: Relógio D'Água, dezembro de 2005 ‧
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Edição bilingue da obra completa do poeta grego.
Estes 153 + 1 poemas agora traduzidos são a obra poética que Kavafis decidiu ser a sua, aquilo a que certeiramente Savvidis chamou OS POEMAS, por serem em verdade os poemas dignos de se chamarem canónicos. Teve tempo para deixar tudo organizado e decidido, pronto para a posteridade. Konstandinos Petrou Kavafis (o que significa Konstandinos filho de Petros Kavafis) nasceu em Alexandria a 17 de Abril - pelo calendário velho, o Juliano - ou a 29 do mesmo mês - pelo calendário novo, o Gregoriano, posteriormente adoptado - de 1863 e morreu em Alexandria a 29 de Abril de 1933.

Os Poemas

de Konstandinos Kavafis

Propriedade Descrição
ISBN: 9789727088454
Editor: Relógio D'Água
Data de Lançamento: dezembro de 2005
Idioma: Português
Dimensões: 138 x 211 x 26 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 490
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 9789727088454
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

Uma viagem ao interior

Maria Jorge Vilela

Vários poemas do Kavafis passaram a ser poemas da minha vida. O Ítaca é mais do que um poema, é o que pretendo que seja a minha vida. Poesia enorme.

Kavafis, a voz de todas as cidades com margem

Rui Vieiro

a poesia de Kavafis, usou o corpo do poeta como de uma barca, navio que pudesse em todos os portos da existência, desembarcar por dias e tomar registo, da "cidade" visitada, e no fim deixou-nos um mapa, onde registou histórias antigas, linhas de corpos, sabor do sal e do vinho, e todas as estrelas dum firmamento clássico, mediterrânico, branco mármore e esculpido pelo o grande arquiteto, o tempo. Ao ler os poema de Kavafis, todos sabemos, como no sentir dum abraço, que somos irmãos. Bela Poesia

«a memória do corpo»

Emanuel Guerreiro

Poeta grego, do final do séc. XIX, início do séc. XX, nunca publicou nenhum livro em vida. Só depois da sua morte, a sua poesia seria divulgada: versa o prazer dos sentidos, a nostalgia, as experiências sensuais e homoafectivas, assim como evocações da história helenística. «Continua a voltar frequentemente e a tomar-me,/sensação amada continua a voltar e a tomar-me -/quando acorda a memória do corpo,/e desejo antigo volta a passar no sangue;/quando os lábios e a pele se lembram,/e sentem as mãos como se tocassem de novo.//Continua a voltar frequentemente e a tomar-me à noite,/quando os lábios e a pele se lembram...».

SOBRE O AUTOR

Konstandinos Kavafis

K. P. Kaváfis foi um poeta nascido em 1863 em Alexandria, Egito. Filho de mercadores abastados originários de Constantinopla, a família muda-se, após a morte do pai, para Liverpool, em Inglaterra, onde vivem durante cinco anos. De regresso a Alexandria, Kaváfis aí permaneceria o resto da vida, com a exceção de algumas viagens e uns anos em Constantinopla. Trabalhou, durante mais de três décadas, como funcionário dos serviços de irrigação da cidade, posto discreto e monótono. Os seus poemas circularam, primeiro em jornais e revistas, entre um grupo restrito de amigos e admiradores. É apenas em 1904, contava Kaváfis quarenta e um anos, que um grupo de catorze dos seus poemas aparecem editados pela mão do autor. No entanto, a publicação seria alargada, modificada, revista, num processo contínuo nos anos consecutivos, em pequenos cadernos ou folhas soltas distribuídos pelo próprio ou amigos do círculo íntimo, contendo sempre os mesmos poemas: primeiro ordenados por tema, depois por cronologia e acrescidos com algumas dezenas. Nos seus últimos anos circulavam três destes conjuntos, aos quais se acrescentaria uma composição inédita para perfazer os 154 poemas do cânone (publicados em 1935). Após ser diagnosticado com cancro da laringe, perderia a voz, comunicando apenas por sinais e notas rabiscadas em dezenas de papelinhos. Até que veio a morrer na cidade que sempre foi a sua, no dia do seu aniversário, a 29 de abril de 1933.

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