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Os Diários do Cancro

de Audre Lorde
Editor: Orfeu Negro, julho de 2025 ‧
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EM STOCK -
Os Diários do Cancro, publicados pela primeira vez em 1980, são um relato íntimo da luta para ultrapassar o cancro da mama e uma mastectomia radical. Frente à possibilidade da morte, à imobilidade do medo e da dor física, Audre Lorde confronta o silêncio em torno do cancro, da doença e da experiência vivida pelas mulheres.

Questionando as regras de conformidade em torno do corpo feminino, Lorde defende a necessidade de enfrentar a perda física, que tão prontamente as próteses ocultam e silenciam, pois os sentimentos precisam de ser verbalizados para serem reconhecidos, respeitados e utilizados.

Um testemunho poderoso e inspirador que dá visibilidade e força às mulheres com cancro e propõe uma reflexão profunda sobre a vida, o luto, a luta e a incansável busca por justiça.

«Lorde é a guerreira amazona que também sabe contar a história da batalha: o que aconteceu e porquê, quais são as armas e quem são as companheiras que encontrou. Mais do que isso, o seu livro oferece às mulheres um desafio novo e profundamente feminista.»
Adrienne Rich

«Se o cancro da mama estiver no meu futuro, como está no futuro de milhares de mulheres todos os anos, as palavras de amor, sabedoria e coragem de Lorde estarão ao meu lado para me dar força. Os Diários do Cancro devem ser lidos por todas as mulheres.»
Alice Walker

Os Diários do Cancro

de Audre Lorde

Propriedade Descrição
ISBN: 9789899225282
Editor: Orfeu Negro
Data de Lançamento: julho de 2025
Idioma: Português
Dimensões: 118 x 182 x 10 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 144
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Memórias e Testemunhos
Livros em Português > Saúde e Bem-Estar > Vida Saudável
EAN: 9789899225282

É um livro duro, mas absolutamente necessário.

Nelson Lourenço

Terminei esta leitura que me tocou profundamente. Audre Lorde abre-nos o coração e o corpo neste diário, escrito durante a sua experiência com o cancro da mama e a mastectomia. É um testemunho cru, honesto e poderoso sobre dor, medo, resistência e, acima de tudo, sobre vida. Não é apenas um livro sobre doença — é sobre identidade, feminismo, corpo, racismo, autocuidado e a coragem de não se calar perante uma sociedade que tantas vezes prefere ignorar ou silenciar estas vozes. A escrita de Lorde é como um soco e um abraço ao mesmo tempo: desafia-nos a pensar sobre as nossas próprias fragilidades, mas também nos dá a força de olhar para elas de frente. É um livro duro, mas absolutamente necessário. ¿ Classificação: 5/5 "Quero escrever fúria, mas só sai tristeza. Estamos tristes há tempo suficiente para fazer esta terra ou chorar ou tornar-se fértil. Sou um anacronismo, uma anomalia, como a abelha que nunca esteve destinada a voar. Assim declarou a ciência. Eu não devia existir. Carrego a morte no meu corpo como uma condenação. Mas vivo. A abelha voa. Deve haver uma forma de integrar a morte na vida, sem a ignorar nem ceder a ela."

SOBRE O AUTOR

Audre Lorde

Audre Lorde, (1934-1992), figura maior do feminismo negro, foi uma eminente poeta e pensadora norte-americana. Precursora da teoria interseccional e da crítica decolonial, afirmava a sua identidade multifacetada apresentando-se publicamente como «mulher negra, lésbica, mãe, guerreira, poeta». Dedicou a vida a combater o racismo, o sexismo, a homofobia e a invisibilidade. Bibliotecária, professora de Inglês, forjou alianças significativas e trabalhou ativamente, deixando-nos algumas das mais importantes obras para o desenvolvimento da teoria feminista contemporânea. Foi distinguida com doutoramentos honoris causa de várias faculdades, tendo sido ainda Poeta Laureada do Estado de Nova Iorque entre 1991 e 1993. Em 2020, foi postumamente homenageada, figurando no American Poets Corner da Catedral de São João, o Divino, em Nova Iorque.

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