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Meninas e Instituições | Desejo Cinzas à Minha Casa

de Dária Serenko; Tradução: João Maria Lourenço
Editor: Antígona, setembro de 2025 ‧
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Meninas e Instituições (2021) é o retrato afectivo de uma geração de funcionárias na máquina estatal de Putin, uma realidade que Dária Serenko conheceu de perto e que aborda com ironia, raiva e humor: a miríade de tarefas absurdas, a inescapável burocracia, a misoginia e o assédio dos superiores, em bibliotecas, museus e noutras instituições do Estado, mas também a solidariedade e a empatia que unem estas mulheres.

Desejo Cinzas à Minha Casa (2022), que começou a ser escrito atrás das grades, narra a experiência da autora numa prisão russa, na véspera da invasão da Ucrânia, e converte-se numa reflexão sobre o horror da guerra, a instrumentalização da morte, o exílio e a identidade.

Dois textos que, em episódios, poemas e flashes do quotidiano, revelam, pelo olhar de uma mulher e activista, a Rússia de hoje: a crueldade enraizada numa ditadura, a perda de individualidade no sistema burocrático e a repressão dos detractores do regime.

Meninas e Instituições | Desejo Cinzas à Minha Casa

de Dária Serenko; Tradução: João Maria Lourenço

Propriedade Descrição
ISBN: 9789726084822
Editor: Antígona
Data de Lançamento: setembro de 2025
Idioma: Português
Dimensões: 136 x 211 x 14 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 184
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Memórias e Testemunhos
EAN: 9789726084822

SOBRE O AUTOR

Dária Serenko

Dária Serenko (n. 1993), dissidente russa e cofundadora da Resistência Feminista Antiguerra, foi, durante vários anos, uma jovem funcionária pública e trabalhou em galerias de arte e bibliotecas, vigiada por câmaras do regime. Publicou os primeiros poemas aos dezasseis anos e, em 2016, organizou piquetes silenciosos, levando cartazes com mensagens políticas ao metro de Moscovo. Tem vindo a distinguir-se pelo envolvimento em organizações de defesa dos direitos humanos e da comunidade LGBTQIA+. Em 2022, foi detida e condenada por «divulgação de simbologia extremista». Quando estalou a guerra na Ucrânia, foi obrigada a exilar-se na Geórgia e, desde 2023, o seu nome integra a lista de agentes estrangeiros.

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