Os Despojados

de Ursula K. Le Guin
Livro eBook
Editor: Saída de Emergência, junho de 2017 ‧
17,70€
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A jornada de um homem em busca da reconciliação de dois mundos Em Anarres, um planeta conhecido pelas extensas áreas desérticas e habitado por uma comunidade proletária, vive Shevek, um físico brilhante que acaba de fazer uma descoberta científica que vai revolucionar a civilização interplanetária. No entanto, Shevek cedo se apercebe do ódio e desconfiança que isolam o seu povo do resto do universo, em especial, do planeta gémeo, Urras. Em Urras, um planeta de recursos abundantes, impera um sistema capitalista que atrai Shevek, decidido a encontrar mais liberdade e tolerância.

Mas a sua inocência começa a desaparecer perante a realidade amarga de estar a ser usado como peão num jogo político letal. Que esperança e idealismo restam a Shevek, aprisionado entre dois mundos incapazes de ultrapassar as diferenças? E ao desafiar ambos os regimes políticos, conseguirá ele abrir caminho para os ventos da mudança?

«Para ser lido vezes e vezes sem conta.»
The Times

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Para além dos raios laser

A ficção científica, tal como a fantasia, é tida por muitas pessoas como o parente pobre da literatura por não ter a densidade emocional e tensão dramática que costuma caracterizar a ficção literária mais convencional. Segundo estas vozes críticas, é difícil acreditar que histórias sobre viagens à velocidade da luz em naves espaciais, aventuras em planetas povoados por espécies alienígenas, com raios laser e portais para outras dimensões possam levar o leitor a refletir sobre a condição humana, as tensões sociais ou os dilemas da vida real. Felizmente, esta ideia tem vindo a mudar. Há cada vez mais defensores da ideia de que a ficção científica é um terreno fértil para explorar questões que nos dizem muito. Quando nos vemos confrontados com histórias que decorrem em realidades paralelas ou em futuros distantes, muito diferentes do que esperamos, somos levados a comparar essas visões alternativas com a nossa própria realidade e, muitas vezes, descobrimos nelas mais semelhanças do que imaginaríamos à partida. Como em todos os géneros literários, há formas muito diferentes de escrever ficção científica. Os Despojados, de Ursula K. Le Guin Em Os Despojados, Ursula K. Le Guin apresenta-nos Urras, um planeta capitalista marcado pela opulência e pela desigualdade, e Anarres, um planeta anarquista onde a liberdade se constrói no meio da escassez e do isolamento. Ao seguirmos Shevek, um físico nascido em Anarres que viaja até ao planeta inimigo, apercebemo-nos das diferenças entre os dois sistemas sociais, antagónicos e longe da perfeição. À medida que avançamos na leitura, é fácil perceber que esta história não é mais do que um espelho do que se passa no nosso planeta, com tensões entre povos que duram há muito tempo. No caso de Os Despojados, Le Guin serviu-se de Urras e Anarres para falar nos EUA e na União Soviética que, na época em que o livro foi escrito, viviam em plena Guerra Fria. A linguagem utilizada é clara nuns momentos e profundamente filosófica noutros, e cumpre o propósito de nos desafiar a questionar o mundo que nos rodeia, as nossas convicções e preconceitos. COMPRO NA WOOK! » Solaris, de Stanislaw Lem Numa estação espacial em órbita de um planeta coberto por um oceano vivo e consciente, um grupo de cientistas tenta compreender aquilo que observa. Confrontados com uma inteligência diferente da sua, e numa tentativa de encontrar explicações científicas para o que testemunham, os cientistas acabam por sofrer manifestações físicas das suas memórias e traumas mais profundos, materializados pelo oceano, que parece ler e reagir à mente humana.
Esta é a proposta de Solaris, de Stanislaw Lem, um romance sobre a solidão e o desconhecido. Mais do que explicar o que é e como funciona este planeta, Lem preocupa-se em mostrar ao longo do romance como o ser humano procura respostas fora de si para perguntas que, na verdade, são sobretudo internas. A escrita é densa, os diálogos são muitas vezes filosóficos e a atmosfera é claustrofóbica, mas a recompensa está na profundidade das questões que este clássico escrito em 1961 levanta. Entre as várias adaptações cinematográficas da obra, a mais emblemática é a de Andrei Tarkovsky, datada de 1972. COMPRO NA WOOK! » Veja aqui o filme Solaris, de Andrei Tarkovsky Os Funcionários, de Olga Ravn Olga Ravn é poetisa e a sensibilidade da sua escrita ajuda a tornar Os Funcionários uma obra muito particular. A narrativa foca-se na vida monótona e fragmentada de uma tripulação composta por humanos e androides a bordo de uma nave espacial. O livro é construído como uma série de depoimentos curtos, relatórios e observações pessoais, que juntos formam um mosaico sobre o trabalho, a rotina e a alienação num ambiente artificial e opressivo. A chegada de objetos misteriosos ao interior da nave desperta emoções e questionamentos inesperados nos seus ocupantes, trazendo à tona a vulnerabilidade escondida sob a rotina. Ao usar uma linguagem lírica, Ravn explora a fronteira entre o humano e o mecânico, e mostra-nos que mesmo num futuro tecnologicamente avançado persistem dúvidas antigas sobre identidade, desejo e pertença. Uma leitura breve mas intensa, ideal para quem aprecia ficção científica intimista e sensorial. COMPRO NA WOOK! » Estação Onze, de Emily St. John Mandel Estação Onze, de Emily St. John Mandel, não se passa num planeta distante, não tem aliens, nem realidades paralelas. Depois de ser assolada por uma pandemia, a nossa civilização colapsa e a população que resta tenta reconstruir a vida num mundo quase selvagem onde a arte e a memória são os últimos redutos da Humanidade. Num cenário de ruína e silêncio, é a beleza da cultura, e não a tecnologia ou a força, que mantém viva a centelha do que significa, de facto, ser humano.
O romance alterna entre o passado, o colapso e o presente pós-apocalíptico, tecendo uma narrativa onde as vidas se cruzam através de gestos simples e acontecimentos aparentemente banais. Os grandes heróis desta história não são guerreiros ou pessoas movidas por vinganças ou patriotismo, mas sim um grupo de atores que percorre o mundo com o único objetivo de apresentar em palco peças de Shakespeare e outros textos e peças de música clássicas a pessoas que, no meio do caos e da destruição, ainda anseiam pela beleza da arte. Mandel não escreve sobre catástrofes, mas sobre o que permanece depois delas, a necessidade humana de criar, de recordar e de partilhar emoções. COMPRO NA WOOK! » Será que os Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?, de Philip K. Dick Qualquer lista que pretenda reunir os melhores filmes da História do cinema ficará incompleta sem Blade Runner. A película, realizada há mais de 40 anos por Ridley Scott, conta com uma banda sonora emblemática de Vangelis, efeitos especiais e cenários que fazem inveja a filmes recentes e um elenco encabeçado por Harrison Ford repleto de interpretações inesquecíveis. Mas o que torna o filme tão único e especial é a história, baseada num livro de Philip K. Dick, um dos mestres da ficção científica.
Em Será que os Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?, a Terra foi arrasada e a vida é simulada com tal precisão que já não é possível distinguir o real do artificial. A ação gira em torno de Rick Deckard, um caçador de androides que tentam fazer-se passar por humanos. Deckard começa por ver os androides apenas como máquinas que têm de desaparecer da face da terra e faz o seu trabalho sem dificuldades, mas à medida que interage com eles encontra nestes seres emoções, desejos e uma complexidade demasiado humana. Há momentos pautados por humor negro e lucidez, e outros, mais caóticos e pesados, em que vemos a fragilidade e instabilidade emocional das personagens ganhar terreno. Toda a obra literária de Philip K. Dick é atravessada por questões sobre identidade, realidade e o que significa ser humano, e este livro não é exceção. COMPRO NA WOOK! »

Os Despojados

de Ursula K. Le Guin

Propriedade Descrição
ISBN: 9789897730566
Editor: Saída de Emergência
Data de Lançamento: junho de 2017
Idioma: Português
Dimensões: 160 x 231 x 20 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 336
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Ficção Científica
EAN: 9789897730566

Sabedoria na escrita

NandoVeggie

A criatividade que coloca nos seus livros é única e muito especial, fá-lo através de mundos criados na sua maravilhosa imaginação, em que toca em tantos assuntos cruciais de serem olhados, e o modo como o faz, é de uma inteligência e sensibilidade muito particular. Para sentir e refletir.

Um livro que dá que pensar

Raquel Coelho

Um pequeno tesouro que nos faz pensar na nossa sociedade, na nossa humanidade e no caminho que queremos seguir para nos encontrarmos. Maravilhoso.

Um livro revelador

Maria Teresa Meireles

Com a inteligente escrita de Ursula k. Le Guin imergimos numa sociedade imaginada pela autora que nos ajuda a compreender a sociedade real e actual. Uma forma de revelação, à semelhança do que fazemos quando revelamos películas fotográficas.

Mais uma bela obra de Ursula K. LeGuin

Daniel Caridade

Um livro que atesta uma vez mais a forma cativante como a falecida Ursula LeGuin aborda os contextos sociais, em registo de ficção científica, num discurso dialógico entre contextos antagónicos representados nas culturas de dois planetas Anarres e Urres, onde o nosso protagonista Shevek se vê forçado a refletir sobre a sua própria perceção das construções sociais através das experiências vivenciadas nas deslocações entre ambos os mundos, numa busca de uma reconciliação pessoal e coletiva, procurando os necessários ventos de mudança.

Obra fantástica

BG

Esta obra de ficção científica é fascinante. Todavia, a minha avaliação de 3 estrelas tem que ver com o espaçamento e o tamanho diminuto da letra, que torna o acto da leitura desagradável.

Muito bom

Joaquim Resende

Leitura interessante e que faz pensar. Todos os regimes têm coisas boas e más e, principalmente, qualquer boa ideia pode ser deturpada. As ideias não são independentes de quem as aplica na prática, ou seja, as pessoas.

Um Clássico

ASilvestre

Uma nova edição do clássico de Ursula Le Guin que nos conta a história de como um cientista foge para um planeta que tem um ideologia e mundividência distinta . É possível ler esta história à luz da época em foi escrito na qual se confrontavam as duas superpotências: os EUA e a URSS. No universo de Le Guin conseguimos identificar as várias ideologias dos vários povos: Urras com o capitalismo e Anares com o anarquismo/socialismo. Um aspeto curioso é a forma como o protagonista não se mostra identificado com nenhum dos mundos e critica ambos. Um história fascinante do género utópico que nos ajuda a compreender os valores da sociedade em que vivemos e como pensar em formas de vida alternativas.

SOBRE O AUTOR

Ursula K. Le Guin

Ursula K. Le Guin nasceu em 1929 e produziu uma vasta e influente obra no campo da ficção especulativa.
Foi um dos nomes maiores da literatura norte-americana, tendo publicado 23 romances, além de inúmeras coletâneas de contos, livros infantojuvenis, poesia, ensaios e traduções.
O seu nome ganhou relevo a partir do final da década de 1960 com obras-primas como A Mão Esquerda das Trevas (1969) ou Os Despojados (1974).
Fortemente influenciada pela antropologia cultural, o taoismo e o feminismo, recebeu inúmeros prémios literários.
Em 2014, foi distinguida com a medalha da National Book Foundation pelo seu excecional contributo para as letras americanas.
Faleceu em 2018.

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