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Obras de Mário Soares - Volume 0

As ideias políticas e sociais de Teófilo Braga

de Mário Soares
Editor: INCM - Imprensa Nacional Casa da Moeda, agosto de 2022 ‧
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«Estas Obras de Mário Soares são as de um político que queria ser escritor - e que foi escritor ao ter sido político.
[…]
Para ele, a escrita e a política eram duas formas de fazer o mundo. Sem uma, a outra não era ela. com as duas, cada uma era ainda mais do que era. ao escolher para volume 0 destas Obras, o da sua Apresentação, o primeiro livro que Mário Soares publicou, em 1950, há exatamente 70 anos, sob o título As Ideias Políticas e Sociais de Teófilo Braga, com prefácio de Vitorino Magalhães Godinho, mas, nesta edição, acrescentado de notas de leituras inéditas de António Sérgio, seguido de diversas cartas sobre a obra, quer-se tornar evidente a ligação que houve sempre em Soares entre pensamento e ato, cultura e vida, escrita e política, ideias e combate por elas. Tudo isso fica, com ênfase, sublinhado e simbolizado.»

José Manuel dos Santos (Coordenador da Coleção)

Obras de Mário Soares - Volume 0

As ideias políticas e sociais de Teófilo Braga

de Mário Soares

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722730365
Editor: INCM - Imprensa Nacional Casa da Moeda
Data de Lançamento: agosto de 2022
Idioma: Português
Dimensões: 168 x 247 x 25 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 244
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Política > Política em Geral
EAN: 9789722730365

Prenda de Natal

Mónica Batista

É excelente e recomendo para quem tem interesse na carreira de Mário Soares, tanto na escrita como na política. Com imagens de documentos e anotações.

SOBRE O AUTOR

Mário Soares

Político e ex-presidente da República, Mário Alberto Nobre Lopes Soares nasceu em 1924 e faleceu em 2017. Oriundo de uma família com tradições políticas republicanas liberais, participou ativamente, desde a juventude, em atividades políticas contra o Estado Novo, o que lhe acarretou a passagem pelas prisões da polícia política e o exílio, primeiro em S. Tomé e depois em França, onde o 25 de abril de 1974 o encontraria. Advogado, defendeu em tribunais plenários numerosos opositores do regime, tendo-se destacado como representante da família Delgado nas investigações sobre as circunstâncias e responsabilidades da morte do "General sem Medo". Oposicionista declarado, apresentou-se como candidato em atos eleitorais consentidos pelo regime, nunca sendo, obviamente, eleito.
Dirigente da Acção Socialista Portuguesa, é um dos fundadores do Partido Socialista (1973), de que será o primeiro secretário-geral. Após o levantamento dos capitães em 1974, regressa prontamente a Portugal, ocupando a pasta dos Negócios Estrangeiros, passando a ser responsável pelo estabelecimento de relações diplomáticas com diversos países do mundo e pelas negociações que levariam à independência das colónias portuguesas.
No plano da política interna, destaca-se principalmente pela oposição à influência política e social de comunistas e partidos de extrema-esquerda, combatendo, não só o peso daqueles dentro das instituições militares e no aparelho de Estado, mas também a proposta de unicidade sindical.
Será primeiro-ministro de três governos constitucionais, assumindo o poder sempre em situações de grande gravidade (instabilidade resultante do PREC, crise financeira, etc.), governando ora com o apoio exclusivo do seu partido ora em coligação, consoante a relação de forças estabelecida no Parlamento. Será o segundo presidente da República eleito democraticamente após o restabelecimento da democracia, cumprindo dois mandatos sucessivos entre 1986 e 1996, durante os quais se empenhou repetidamente, quer na dinamização das relações externas, quer na auscultação das aspirações e reclamações populares, através de "presidências abertas" que o levaram a percorrer praticamente todo o território nacional. Quando saiu de Belém não regressou às fileiras do partido em cuja fundação teve significativo papel. No seu discurso de despedida ao povo português, deixou claramente expresso o desejo de se afastar definitivamente da política ("política nunca mais") e de se dedicar a outras atividades, particularmente à escrita. Em 1998 recebeu um convite da ONU, para chefiar uma missão de informação à Argélia, reunindo várias personalidades escolhidas por Kofi Annan. O objetivo desta missão foi observar a situação vivida neste país através do contacto com organizações políticas, representantes de jornais e visitas a vários locais.

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