O Violoncelo de Sarajevo

de Steven Galloway
Editor: Editorial Presença, setembro de 2009 ‧
O Violoncelo de Sarajevo é um relato ficcionado do cerco feito a Sarajevo entre Abril de 1992 e Fevereiro de 1996. Apoiado em factos reais, dá a conhecer o intenso drama vivido pela população de Sarajevo, onde foram mortas mais de dez mil pessoas e feridas mais de cinquenta e seis milhares. Por detrás da sua janela, um violoncelista não podia prever o que iria acontecer: 22 pessoas mortas à sua frente num tiroteio enquanto esperavam na fila para a ração de pão. Em sua homenagem o violoncelista toca sentado no meio da rua o Adágio de Albinoni durante 22 dias seguidos e sempre à mesma hora. Surge no entanto a notícia de que há um plano para assassinar o músico em plena actuação, quando faltam apenas dois dias para que complete as 22 sessões. NOTA: Um compositor inglês, David Wilde, sensibilizado pela história compôs uma música chamada "O Violoncelo de Sarajevo", que mais tarde foi interpretada por Yo Yo Ma, célebre violoncelista norte-americano de origem chinesa, no Festival Internacional de Violoncelo em Manchester.

«Uma obra de mestre.»
The Guardian

«Um romance tenso a assombroso.»
Publisher’s Weekly

«Construído com uma imaginário inesquecível e de uma simplicidade arrebatadora.»
Washington Post

«Um feito literário impressionante.»
Library Journal Reviews

«Verdadeiramente impressionante.»
Booklist

O Violoncelo de Sarajevo

de Steven Galloway

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722342063
Editor: Editorial Presença
Data de Lançamento: setembro de 2009
Idioma: Português
Dimensões: 149 x 228 x 10 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 180
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789722342063

O violoncelo de Sarajevo

Eva Laginha

A narrativa de “O violoncelo de Sarajevo” é construída a partir dos factos verídicos do cerco da cidade de Sarajevo pelo exército sérvio. O livro, porém, na explica a razão de ser da guerra, nem descreve operações militares; fala, principalmente, do modo como o conflito afetou a vida das pessoas e o que elas pensam do que poderá vir a ser o futuro de todos. É a história romanceada do ataque do morteiro que matou vinte e duas pessoas que, num dia como os outros, esperavam, pacientemente, para conseguir a sua ração de pão; em sua memória, um violoncelista sobrevivente decidiu prestar-lhes homenagem, indiferente ao perigo das balas e das granadas que se cruzavam no ar. Com o desenrolar dos acontecimentos, a sua música triste irá influenciar o comportamento e as decisões das outras personagens da história. Pelos seus olhos, com as suas palavras, pensamentos e reflexões vamos tomando consciência das transformações profundas, e quiçá irreversíveis, do dia a dia da cidade e dos habitantes, no antes e no agora; até mesmo no que foram e no que se tornaram as relações pessoais e de amizade entre eles. O texto, pouco extenso, é escrito numa linguagem simples, mas cativante; está dividido em quatro partes, com capítulos alternados sobre as três pessoas comuns que são as suas personagens principais; Em território sob ataque constante, desfilam, diante de nós, exemplos de coragem, resistência e superação de adversidades, amor e ódio, subjacentes aos conflitos interiores, às fragilidades e aos medos do homem vulgar em situação de conflito; neste caso, é a música que aparece como redenção, consolação e alívio; será ela o elemento que pode dar sentido, esperança e um traço de humanidade a um cenário bizarro de horrores.

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