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O Vale da Paixão

Livro de bolso

de Lídia Jorge
Editor: BIS, outubro de 2024 ‧
7,50€
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A acção de O Vale da Paixão reporta a acontecimentos anteriores invocados pela voz de uma narradora que nunca a si mesma se nomeia. É ela quem durante uma noite, depois de ter recebido uma manta de soldado, relíquia de Walter Dias, seu pai, clama pela sua figura, reconstitui a sua vida de trotamundos, reabilitando a sua imagem de banido em herói e transformando-a, através de um discurso poético dramatizado.

Custódio Dias, o tio coxo que lhe serviu de pai, Francisco Dias, o avô, ou a mãe, Maria Ema, entre outras personagens, compõem um romance de família construído através de cem longos parágrafos, correspondendo cada um deles a uma evocação especial. a figura de Walter Dias tem sido apontada como uma personagem fortemente representativa da diáspora portuguesa e europeia do século XX.

O Vale da Paixão obteve o Prémio D. Dinis da Fundação da Casa de Mateus, o Prémio PEN Clube Português de Ficção, o Prémio Máxima de Literatura, o Prémio Bordallo de Literatura da Casa da Imprensa e o Prix Jean Monnet de Littérature Européenne.
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O Passado Nunca Passa

O tempo passa. Os anos acumulam-se. Mudam as casas, as cidades e as pessoas. Ainda assim, algumas memórias continuam presentes muito depois de os acontecimentos terem terminado. Não é por acaso que tantos escritores regressam ao passado. Nas famílias, nos lugares, nos objetos e nas recordações encontram matéria para explorar a forma como o tempo atua sobre as pessoas. Estes cinco romances mostram diferentes maneiras de conviver com aquilo que julgávamos ter deixado para trás. Livro, de José Luís Peixoto Em Livro, José Luís Peixoto escreve sobre uma família marcada pela emigração e pela distância. A ação começa numa pequena aldeia portuguesa e estende-se até França, seguindo personagens cujas vidas são moldadas por decisões tomadas muito antes do seu nascimento. O romance interessa-se menos pelos grandes acontecimentos do que pelas suas consequências. Um abandono, uma partida ou um silêncio familiar continuam a produzir efeitos décadas depois de terem ocorrido. É isso que torna Livro tão pertinente para este tema. O passado não aparece como recordação, mas como herança. Ao longo do romance, cada geração tenta compreender aquilo que recebeu da anterior, acrescentando novas interpretações e esquecendo partes da história. A memória familiar preserva, mas também transforma. O resultado é um livro que mostra como certas vidas continuam a ecoar muito para lá do seu tempo. COMPRO NA WOOK! » A Praça do Diamante, de Mercè Rodoreda A vida de Natàlia muda numa noite de festa. É aí que conhece Quimet, o homem com quem vai casar e que passará a tratá-la por "Pombinha". Este gesto, aparentemente banal, altera a forma como passa a ser vista pelos outros e a ver-se a si própria. Aquela noite, que poderia nunca ter acontecido, desencadeia uma série de acontecimentos que irão moldar o futuro desta mulher. Em A Praça do Diamante, Mercè Rodoreda acompanha uma vida comum através do amor, da pobreza, da guerra e das décadas que se seguem. O resultado é uma história que transforma uma experiência individual no retrato de uma geração inteira. Rodoreda observa os pequenos gestos, as preocupações de cada dia e as mudanças que acontecem quase despercebidas. É a vida de Natàlia que permanece no centro da narrativa, enquanto os grandes acontecimentos da História gravitam em seu torno. O passado não deixa de crescer dentro da protagonista, acumula-se dentro dela. Ao longo dos anos, Natàlia carrega consigo as marcas de tudo o que viveu. Aprende a viver com aquilo que a vida lhe trouxe, mas nunca se liberta totalmente disso. É dessa convivência constante com o passado que nasce grande parte da beleza e da força de A Praça do Diamante. COMPRO NA WOOK! » Reviver o Passado em Brideshead, de Evelyn Waugh Poucos romances captam a força da nostalgia como Reviver o Passado em Brideshead. A história começa quando Charles Ryder regressa à propriedade que marcou a sua juventude e se vê confrontado com um mundo que julgava pertencer apenas à memória. Esse reencontro provoca uma viagem ao passado, aos anos vividos ao lado de Sebastian Flyte e da família que o fascinou desde o primeiro momento. À medida que recorda esse período da sua vida, torna-se claro que Charles procura mais do que lembranças. Tenta compreender a influência que aquelas pessoas continuam a exercer sobre ele. O romance é atravessado por um profundo sentimento de perda, mas Evelyn Waugh recusa transformar o passado num lugar perfeito. A beleza das memórias convive com a desilusão. O encanto mistura-se com a fragilidade. O tempo permite ver com maior clareza aquilo que foi vivido, mas não resolve todas as perguntas. O que aconteceu surge como algo impossível de recuperar e, ao mesmo tempo, impossível de abandonar. COMPRO NA WOOK! » Austerlitz, de W. G. Sebald Jacques Austerlitz vive durante décadas sem conhecer a própria história. Chegado a Inglaterra ainda muito novo através de um programa que retirou milhares de crianças judias da Europa ocupada pelos nazis, cresce afastado das suas origens e sem compreender o que ficou para trás. Só muitos anos depois começa a juntar as peças desse passado perdido. Em Austerlitz, W. G. Sebald acompanha essa investigação paciente através de cidades, arquivos, fotografias e encontros fortuitos. Cada pista aproxima o protagonista de uma verdade que durante muito tempo permaneceu escondida. O romance avança como uma procura incessante, em que cada resposta abre novas perguntas e cada descoberta revela a dimensão daquilo que foi apagado. Mais do que reconstruir uma biografia, Austerlitz procura recuperar uma ligação interrompida com a sua família e com o seu lugar no mundo. Sebald explora a forma como os acontecimentos históricos deixam marcas que atravessam gerações e continuam a moldar vidas muito depois de terem ocorrido. Entre a recordação e o esquecimento, o livro mostra como a identidade se constrói também a partir daquilo que nos falta. COMPRO NA WOOK! » O Vale da Paixão, de Lídia Jorge Em O Vale da Paixão, o passado tem o rosto de uma ausência. Walter Dias atravessa o romance como uma figura distante e quase mítica, alguém que está longe sem nunca deixar de estar presente. A narradora cresce rodeada por histórias sobre o pai, tentando aproximar-se de alguém que conhece sobretudo através da memória dos outros. Ao contrário de muitos romances centrados na memória, O Vale da Paixão não procura recuperar um passado perdido, procura compreender aquilo que nunca chegou a ser plenamente conhecido. À medida que a narradora reúne fragmentos da vida do pai, descobre que nenhuma recordação consegue restituir uma pessoa por inteiro. Há sempre zonas de sombra e perguntas sem resposta. É dessa tensão entre memória e imaginação que nasce a força do romance. Lídia Jorge sugere que algumas ausências se tornam uma forma de presença e que, por vezes, aquilo que mais nos marca não é o que aconteceu, mas aquilo que ficou por acontecer. COMPRO NA WOOK! »

O Vale da Paixão

Livro de bolso

de Lídia Jorge

Propriedade Descrição
ISBN: 9789895812776
Editor: BIS
Data de Lançamento: outubro de 2024
Idioma: Português
Dimensões: 125 x 191 x 9 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 192
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789895812776

SOBRE O AUTOR

Lídia Jorge

Romancista e contista portuguesa. Nasceu em 1946, no Algarve. Viveu os anos mais conturbados da Guerra Colonial em África. Foi membro da Alta Autoridade para a Comunicação Social. É professora do ensino secundário e publica regularmente artigos na imprensa. O tema da mulher e da sua solidão é uma preocupação central da obra de Lídia Jorge, como, por exemplo, em Notícia da Cidade Silvestre (1984) e A Costa dos Murmúrios (1988). O Dia dos Prodigíos (1979), outro romance de relevo, encerra uma grande capacidade inventiva, retratando o marasmo e a desadaptação de uma pequena aldeia algarvia. O Vento Assobiando nas Gruas (2002) é mais um romance da autora e aborda a relação entre uma mulher branca com um homem africano e o seu comportamento perante uma sociedade de contrastes. Este seu livro venceu o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores em 2003.
Venceu o Prémio FIL de Literatura em Línguas Românicas 2020.
Venceu o Prémio Pessoa de 2025.

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