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O Último Ultramarino

Na saga da descolonização de Angola

de Xavier de Figueiredo
Editor: Ulisseia, junho de 2018 ‧
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Em 2095, ano em que se irão comemorar os 120 anos da independência, assistir-se-á à inauguração, em Luanda, de um memorial de homenagem ao colono de Angola. Trata-se do desfecho natural de um processo de reabilitação da memória dos colonos e de reparação moral dos males que lhes foram infligidos aquando da descolonização e da independência.
Desde a altura em que, como ultramarino, tivera de deixar aquele território e até à data da sua morte, em 2027, Bartolomeu Seabra notara sempre por parte dos dirigentes angolanos alguns gestos de arrependimento - uns mais discretos do que outros - pela debandada que havia sido provocada.

O memorial dá assim sentido vivo à evolução do fenómeno e à reconciliação com a História.
Se à colonização chamam colonialismo, então, até por uma simples aplicação de regras etimológicas, devia chamar-se descolonialismo à descolonização. A preferência por colonialismo é um artifício calculado para diabolizar politicamente a colonização. A realidade da descolonização de Angola, medonha como foi, merecia que lhe chamassem descolonialismo.

O Último Ultramarino

Na saga da descolonização de Angola

de Xavier de Figueiredo

Propriedade Descrição
ISBN: 9789725686966
Editor: Ulisseia
Data de Lançamento: junho de 2018
Idioma: Português
Dimensões: 157 x 221 x 20 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 304
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Memórias e Testemunhos
EAN: 9789725686966

SOBRE O AUTOR

Xavier de Figueiredo

Xavier de Figueiredo nasceu em 1947, no Huambo (à data, Nova Lisboa), em Angola. Iniciou a vida de jornalista em 1971, ao serviço do diário A Província de Angola, em Luanda. Em Portugal, onde se radicou em 1975, começou por trabalhar no Jornal Novo e, a seguir, na antiga ANOP, agência ao serviço da qual foi o primeiro correspondente permanente da imprensa portuguesa num país africano lusófono - a Guiné-Bissau (1978-1981). Viria, ainda, a ser correspondente da ANOP em Maputo (1982-1983).
Foi mentor, fundador e diretor da primeira publicação de temática africana lançada em Portugal, o quinzenário Africa Jornal, em 1984. No ano seguinte, fundou a primeira de diversas newsletters de assuntos africanos, o África Confidencial. Seguiram-se, por ordem cronológica, Africa Focus, África Intelligence e Africa Monitor. Tem colaboração dispersa na imprensa em Portugal e em países africanos e foi comentador televisivo de assuntos africanos em Portugal. É autor dos livros de história Crónica da Fundação Huambo/Nova Lisboa e Ceuta: Primeira Conquista de Portugal Além-Mar, bem como da obra O Último Ultramarino, onde revela um olhar crítico sobre aspetos da descolonização de Angola. Por último, escreveu o livro O Príncipe do Congo, o relato histórico de uma Angola a viver o fim do tráfico de escravos.

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