O Último Avô
SINOPSE
Magistralmente escrito
Verdadeiramente inesperado
Quando Augusto Campelo, o mais genial escritor português, queima o manuscrito no qual trabalhou durante anos, deixa para trás um mistério: seria o tão esperado romance sobre a experiência traumática da Guerra Colonial, de que tantas vezes falava, mas à qual nunca dedicou um livro? Subsiste a dúvida: o escritor morre uma semana depois.
Resta por isso ao neto — herdeiro do nome e da memória familiar — a missão de descobrir a verdade e de compreender (ou não) o gesto do avô. Mas essa busca arrasta-o sem querer para um terreno bem mais doloroso, que se prende com a fuga e a morte prematura da mãe, cuja ausência é sublinhada há anos por um quarto trancado na casa do avô.
Atravessando a intimidade de três gerações de uma família marcada por perdas, conflitos e paixões, O Último Avô conta a história da relação entre um escritor tirânico e o seu único neto, entre a herança literária e a vida real.
Depois de O Meu Irmão (Prémio LeYa) e Pão de Açúcar (Prémio Literário José Saramago), este regresso arrebatador de Afonso Reis Cabral confirma-o como uma das vozes maiores da literatura portuguesa contemporânea.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789722084970 |
| Editor: | Dom Quixote |
| Data de Lançamento: | setembro de 2025 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 156 x 234 x 18 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 312 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 9789722084970 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Brutal
Eduarda Bandeira
Tenho de confessar que não esperava nada assim! Em conteúdo, o livro é cru. Fala das fraquezas humanas, da sobrevivência do espírito. Da impotência de por tudo no lugar. E da maneira de passar à frente. Aborda o tema da guerra colonial que parece ter ficado mudo em Portugal até hoje. A guerra aconteceu, houve guerreiros, houve mortos de corpo e mortos de alma. E é o livro mais bem escrito que li desde há muito tempo. Fluido, racional. As imagens, as comparações, as metáforas, até as hipérboles são absolutamente originais, imaginativas, adequadas ao conteúdo. E entendemos mais do que as palavras dizem. É, acima de tudo, um livro que se sente.
OS LIVROS VIVEM, DESAPARECIDO QUEM OS ESCREVEU
Nogueira Pinto
Mais um livro do Afonso Reis Cabral e não desiludiu, é uma narrativa de sítios onde as pessoas se levantam. Deliciosa leitura, a vida é uma luta, damos e apanhamos e as pequenas mentiras nunca dizem grandes verdades. Somos o que fazemos com o que nos fizeram e, portanto nota máxima para esta obra.
Uma voz a descobrir
Antónia
É o primeiro livro que li do autor e gostei bastante desta obra, não só pela escrita como pela história. Conta a história de 3 gerações que se vão apresentando, ao mesmo tempo que descobrimos mais sobre a escrita, a literatura, a guerra colonial, os abusos de uma figura masculina mais imponente e os modos de agir de uma certa sociedade. Aconselho!
Nunca desilude.
Tânia Figueiras Ribeiro
Apesar de Afonso Reis Cabral não ter muitas obras publicadas, este é um autor cuja escrita nunca desilude. Um livro ao estilo de “o meu irmão”, agora com uma trama virada para a herança familiar, para as diferenças de épocas e pelo olhar tão próprio que o autor nos habituou. Uma leitura deliciosa. Que venham sempre mais.
Profundamente humano
Ler, um prazer adquirido
Não li os livros anteriores de Afonso Reis Cabral. Não porque não tivessem mérito, se o primeiro venceu o prémio Leya mas não me atraíram. Finalmente “O último avô” foi uma tentação irresistível e mal o abri fiquei cativa das iluminadas palavras deste neto sobre o avô, que era uma figura venerada enquanto escritor mas um homem tirânico na relação familiar. Marcado pela guerra, com saudades da filha e com valentias muito cobardes, ele queima o último manuscrito e deixa o neto, filho da filha muito amada, como herdeiro do mistério sobre a totalidade do seu espólio. Recordar este último avô, tão amado como odiado, é uma apaixonante leitura numa magnífica prosa. Acho que o mais extraordinário neste romance são as personagens, todas elas, que de tão bem descritas e caracterizadas são reais para quem lê. Retratos vividos que, a sombra da guerra de Angola corrói numa história profundamente humana.
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