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O Terceiro Túnel

de Armando Moreno
Editor: Dinalivro, novembro de 2006 ‧
10,09€
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O Portugal de hoje é desassombradamete figurado neste novo romance de Armando Moreno que atribui ao novelesco um papel secundário, perante as preocupações reais da população portuguesa. O fundo do túnel já não surge para a sua geração mas desenha-se nas hipóteses das novas gerações que nasceram e cresceram já num Portugal livre e querem por isso, pensar, livremente, sem os medos dos fantasmas do passado que impedem os mais velhos da sanidade mental que a sociedade moderna exige. Depois de atravessar o período da II Grande Guerra (o primeiro túnel) e o da Guerra do Ultramar (o segundo túnel), o Tomé vive O terceiro Túnel: a Guerra Civil Fria, dominada pelas lutas internas do País: Partidos contra Partidos; Governos contra Parceiros Sociais; Poder Central contra as Autarquias trabalhadores contra o patronato; alunos contra professores, criando um ambiente que impede a produtividade, o bem estar social, abrindo lugar à insegurança e à corrupção. O fundo do túnel perde-se, sem a luz da esperança. O Passarinho Mocho, a nova geração, procura entender os caminhos que tem pela frente, no ideal de um Portugal Suprapartidário, orientado e governado pela competência.

O Terceiro Túnel

de Armando Moreno

Propriedade Descrição
ISBN: 9789892003658
Editor: Dinalivro
Data de Lançamento: novembro de 2006
Idioma: Português
Dimensões: 144 x 204 x 12 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 227
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789892003658

SOBRE O AUTOR

Armando Moreno

Nasce a 19 de Dezembro de 1932 na cidade do Porto, sendo baptizado na Igreja da Freguesia de Santo Ildefonso. Passa a viver com seus pais na Rua de Sá da Bandeira 111, Porto, por cima da Camisaria Porto, propriedade de seu pai, mesmo em frente ao Teatro Sá da Bandeira. As recordações desses anos marcam-no profundamente. É neste período que se procede à instalação da canalização e obras de saneamento dos esgotos da cidade, levantando o pavimento à sua porta. Assiste, com frequência da janela de casa à entrada e saída dos artistas do Teatro e aprecia, maravilhado, os cartazes na fachada. Fica com os olhos presos no sinaleiro do cruzamento da sua rua, convencido de que é ele que manda os automóveis seguir para onde ele quer. É o primeiro contacto com uma farda e com a autoridade. Passa, já com dez anos, a observar os carros de bois, os carrejões, os artistas que frequentam a Brasileira, Pedro Homem de Mello, Vasco Lima Couto de quem se faz amigo, António Pedro. Inicia as suas ligações literárias nos cafés da baixa do Porto.

Terminado o Liceu, ingressa na Faculdade de Medicina do Porto e no Orfeão Universitário, fazendo parte da famosa Orquestra de Tangos que viria a reger. Toma parte em excursões pelo País, em Espanha, Angola e Moçambique onde casa. Toma parte, também, no Teatro Clássico Universitário do Porto. Terminado o curso médico, inicia o aperfeiçoamento da especialidade de Ortopedia. Chamado para o serviço militar, cumpre a recruta em Mafra e solicita o ingresso no Quadro Médico Comum do Ultramar, sendo colocado em Moçambique. Tem, nesta altura, 4 filhos, 3 raparigas e 1 rapaz.

Faz exame da especialidade e ingressa como regente de Anatomia na Faculdade de Medicina de Lourenço Marques onde presta provas de doutoramento. É Director do Serviço de Ortopedia do Hospital Militar de Lourenço Marques. Regressado a Portugal, trabalha no Hospital de S. Lázaro, Lisboa e, seguidamente, toma conta da regência da cadeira de Fisiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, onde cria a cadeira e o respectivo Laboratório, o primeiro Biotério da Faculdade e de onde transita para regente de Anatomofisiologgia da Faculdade de Motricidade Humana, Lisboa, sendo convidado para regente da Escola Superior do Alcoitão, do Instituo Superior de Ciências da Saúde Abel Salazar, no Porto e do Instituto Superior de Ciências Médicas Egas Moniz.

Prossegue a sua actividade de investigador recebendo o Prémio Pfizer. Inicia o curso de Línguas e Literaturas Modernas na Faculdade de Letras de Lisboa e, uma vez licenciado, inicia uma carreira de escritor que nunca mais abandonou. Assume a Presidência da Sociedade Portuguesa de Escritores e Artistas Médicos, cria a União de Médicos Escritores e Artistas Lusófonos de que é o primeiro co-Presidente. Divorciado, casa em segundas núpcias com Maria Guinot, artista de elevado gabarito nacional e internacional, de quem recebe incentivo e ambiente artístico que muito contribui para a sua evolução em Literatura.

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