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O Tempo e a Memória

100 artigos no Diário de Notícias

de Mário Soares
Editor: Âncora Editora, abril de 2026 ‧
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No Diário de Notícias assinou Mário Soares centenas de artigos ao longo dos 43 anos da sua vida pública em liberdade. Um núcleo bem definido e homogéneo dos seus escritos jornalísticos ficou cristalizado na coluna regular «O Tempo e a Memória».

Na idade da razão, o combatente de décadas dava lugar ao maître à penser que de novo surpreendia na abundância multifacetada dos temas versados, na extraordinária mundividência que o inspirava e na qualidade inalterada de um estilo vivo e directo. Era um vieux sage dotado de um optimismo incorrigível e disposto a partilhar com os leitores as grandes lições de vida que, sintetizadas com a perícia do grande escritor que ele era, se mantêm vivas como no dia em que as escreveu.

Na selecção final, feita por Jorge Morais e que aqui se apresenta, avultam, como o próprio autor certamente teria desejado, as grandes questões que constituíram paixões de toda a vida: o projecto europeu, o equilíbrio de forças a nível mundial, o presente e o futuro de Portugal, o socialismo democrático, o Direito e a Justiça, as relações com a religião, a lusofonia, o ambiente e a ecologia, o memorialismo.

O Tempo e a Memória

100 artigos no Diário de Notícias

de Mário Soares

Propriedade Descrição
ISBN: 9789895910533
Editor: Âncora Editora
Data de Lançamento: abril de 2026
Idioma: Português
Dimensões: 148 x 229 x 17 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 327
Tipo de produto: Livro
Coleção: Ágora
Classificação Temática: Livros em Português > Política > Política em Geral
EAN: 9789895910533

SOBRE O AUTOR

Mário Soares

Político e ex-presidente da República, Mário Alberto Nobre Lopes Soares nasceu em 1924 e faleceu em 2017. Oriundo de uma família com tradições políticas republicanas liberais, participou ativamente, desde a juventude, em atividades políticas contra o Estado Novo, o que lhe acarretou a passagem pelas prisões da polícia política e o exílio, primeiro em S. Tomé e depois em França, onde o 25 de abril de 1974 o encontraria. Advogado, defendeu em tribunais plenários numerosos opositores do regime, tendo-se destacado como representante da família Delgado nas investigações sobre as circunstâncias e responsabilidades da morte do "General sem Medo". Oposicionista declarado, apresentou-se como candidato em atos eleitorais consentidos pelo regime, nunca sendo, obviamente, eleito.
Dirigente da Acção Socialista Portuguesa, é um dos fundadores do Partido Socialista (1973), de que será o primeiro secretário-geral. Após o levantamento dos capitães em 1974, regressa prontamente a Portugal, ocupando a pasta dos Negócios Estrangeiros, passando a ser responsável pelo estabelecimento de relações diplomáticas com diversos países do mundo e pelas negociações que levariam à independência das colónias portuguesas.
No plano da política interna, destaca-se principalmente pela oposição à influência política e social de comunistas e partidos de extrema-esquerda, combatendo, não só o peso daqueles dentro das instituições militares e no aparelho de Estado, mas também a proposta de unicidade sindical.
Será primeiro-ministro de três governos constitucionais, assumindo o poder sempre em situações de grande gravidade (instabilidade resultante do PREC, crise financeira, etc.), governando ora com o apoio exclusivo do seu partido ora em coligação, consoante a relação de forças estabelecida no Parlamento. Será o segundo presidente da República eleito democraticamente após o restabelecimento da democracia, cumprindo dois mandatos sucessivos entre 1986 e 1996, durante os quais se empenhou repetidamente, quer na dinamização das relações externas, quer na auscultação das aspirações e reclamações populares, através de "presidências abertas" que o levaram a percorrer praticamente todo o território nacional. Quando saiu de Belém não regressou às fileiras do partido em cuja fundação teve significativo papel. No seu discurso de despedida ao povo português, deixou claramente expresso o desejo de se afastar definitivamente da política ("política nunca mais") e de se dedicar a outras atividades, particularmente à escrita. Em 1998 recebeu um convite da ONU, para chefiar uma missão de informação à Argélia, reunindo várias personalidades escolhidas por Kofi Annan. O objetivo desta missão foi observar a situação vivida neste país através do contacto com organizações políticas, representantes de jornais e visitas a vários locais.

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