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O Sanatório

de Sarah Pearse
Livro eBook
Editor: Porto Editora, fevereiro de 2022 ‧
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Meio escondido na floresta e rodeado pelos picos ameaçadores das montanhas, Le Sommet sempre foi um lugar sinistro. Desde há muito objeto de rumores preocupantes, o antigo sanatório abandonado é alvo de uma intensa renovação e transformado num hotel de luxo com características singulares, recordações funestas da sua história...
Um hotel sumptuoso e isolado nos Alpes é o último lugar onde a detetive Elin Warner, ainda a recuperar de uma intensa investigação policial, deseja estar. Mas quando recebe um convite inesperado para comemorar o noivado de Isaac, o irmão de quem há muito se afastou, Elin não tem sequer a desculpa do trabalho para não aceitar. Chegou por fim o momento de ajustar contas com o passado e enfrentar memórias dolorosas.
A chegada a Le Sommet coincide com o início de uma tempestade ameaçadora, e Elin sente-se tensa – há algo no hotel que a deixa com os nervos em franja. Quando acorda na manhã seguinte e descobre que Laure, a noiva de Isaac, desapareceu sem deixar rasto, a sua inquietação aumenta ainda mais. Mas não é a única: com a tempestade a impedir todos os acessos ao hotel, os restantes hóspedes começam aos poucos a entrar em pânico.
No entanto, ainda ninguém deu conta de que houve mais desaparecimentos...

Uma estreia impressionante, que é também uma nova abordagem ao clássico policial em quarto fechado, num cenário gótico maravilhosamente assustador. A prosa afiada cria suspense através de uma série de reviravoltas que darão calafrios ao leitor, rumo a um final imprevisível. Este thriller inteligente e sedutor merece ser um bestseller.

Sunday Express

Pearse não se limita a conceber personagens plausíveis; ela também retrata brilhantemente a paisagem gelada e fustigada pelos ventos de Le Sommet. […] O epílogo arrepiante torna ainda mais urgente uma sequela. Os leitores de policiais vão querer ficar de olho em Pearse.

Booklist

A lembrar a atmosfera do The Shining e o ritmo de A Rapariga no Comboio, [O Sanatório] vai agradar aos fãs de suspense.

Vanity Fair

Um romance misterioso e atmosférico, que me deixou arrepiada.

Reese Witherspoon

Lentamente, os obscuros segredos escondidos no sinistro edifício emergem das sombras. Há ecos de Hitchcock e de [Daphne] Du Maurier; mas Pearse tem a sua própria voz, distinta e emocional – e que deve ser admirada.

Daily Mail

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O Parque – o Gerês é o cenário da nossa sugestão da semana na RFM!

Nesta terceira semana, o destaque do WOOK vais ler esta semana, o espaço de sugestões semanais de leitura na RFM, vai para O Parque um thriller em tons de verde-medo.
Sarah Pearse, a autora bestseller de O Sanatório e O Retiro, brinda os leitores portugueses com uma boa surpresa para o aguardado capítulo final da história da detetive Elin Warner – é que, desta vez, a ação desenrola-se no nosso deslumbrante Parque Nacional da Peneda-Gerês. Nas mãos de Pearse, o pulmão verde de Portugal ganha uma aura enigmática e, até, perturbadora, por isso prepare-se para ler por sua conta e risco… Nunca viu o Gerês desta maneira! Eis a sinopse:

Kier Templer, marcada por um passado sombrio, fugiu da sua cidade natal e do seu irmão gémeo, Penn, mantendo contacto com ele através dos mapas emocionais que desenhava, representações físicas das suas memórias. No entanto, ao chegar ao Gerês, Kier desaparece sem deixar rasto, e Penn percebe que algo está muito errado. Meses depois, a detetive Elin Warner chega ao parque com o objetivo de reconstruir a sua relação com o irmão, Isaac, apenas para se deparar com o mistério do desaparecimento de Kier. A beleza selvagem da floresta esconde segredos sombrios, especialmente em torno de uma comunidade isolada no coração do parque. Após uma descoberta chocante, Elin percebe que a ligação ao caso é mais pessoal do que pensava, e que o desaparecimento de Kier pode estar ligado a algo muito mais sinistro...

Ao longo de seis semanas, até 10 de novembro, todas as segundas-feiras, os locutores do programa da Manhã da RFM, em parceria com a WOOK, irão sugerir um livro aos ouvintes e leitores. Continue a acompanhar-nos, com um livro novo a cada semana! Quer ler já este romance? Comece com o prólogo do livro. O resto da história, encontra-a aqui.

PRÓLOGO de O Parque, de Sarah Pearse:

    «A autocaravana ganha vida à noite: fica um calor agradável no seu interior quando as luzes estão acesas, uma intimidade que me faz sentir aconchegada num casulo. A luz suaviza os ângulos: as linhas retas e utilitárias do fogão e do frigorífico, os pacotes de comida empilhados ao lado do lava-louça.
    Mas é também a hora do dia em que me sinto mais vulnerável.
    A autocaravana revela tudo, quando as sombras começam a alongar-se sobre a terra lá fora, com as luzes a iluminarem exatamente quem sou, aquilo que me anima. Não apenas os bens materiais – os meus livros e quadros, mas também as minhas manias e rotinas. Cada pequeno movimento que faço.
    Embora tente não pensar nisso, é assustador imaginar como será a autocaravana vista de fora: pequena, isolada, a única coisa iluminada entre as trevas.
    Olho através da janela. O parque está quase totalmente às escuras, agora; as árvores não são mais do que vultos opacos contra o céu. A noite parece estender-se sobre a terra mais depressa, aqui, mergulhando-a subitamente na penumbra.
    Mesmo à luz do crepúsculo, esta tornou-se a minha parte preferida deste sítio – esta vista; o rio a serpentear numa linha sinuosa através do vale, as árvores por detrás erguendo-se para as aldeias no sopé da montanha. As nuvens parecem pairar permanentemente acima dos telhados, como se as casas tivessem inspirado e expirado coletivamente.
    Viro a cara, o meu olhar atraído pelo papel na mesa à minha frente.
    A cada linha que tracei, deixei partes de mim mesma. Primeiros beijos.
O esconderijo no telhado. Campos de fogueiras que incendeiam o céu.     Por um momento, sou transportada para a época em que aqui cheguei. Cerveja morna, entornada, peganhenta. Risos.
    Sorrio. O sorriso morre.
    Um ruído lá fora. Não é a banda sonora habitual do parque nacional – pássaros a cantar, folhas empurradas pelo vento –, mas algo mais deliberado.
    Passos a arrastarem-se na terra.
    De súbito, o pequeno espaço dentro da autocaravana torna-se ainda mais diminuto, como se as paredes se fechassem, se apertassem. O espaço já não parece aconchegante mas enclausurado, abafado.
    Sustenho a respiração, olho uma vez mais pela janela.
    A escuridão lá fora não revela nada. Apenas vultos em movimento, os vagos contornos de ramos a estenderem-se uns para os outros.
    Mas depois escuto um som dissonante. Metal contra metal.
    As minhas entranhas contraem-se e voltam a contrair-se. Lembro-me do que a minha mãe costumava chamar a essa sensação: origami de tripas.
    Levanto-me e tiro o papel de cima da mesa, olhando em volta freneticamente.
    Tenho de o esconder.
    Debruço-me para o armário e, ao fazê-lo, colido com a prateleira e derrubo o moinho de sal. A tampa não está bem fechada e o sal espalha-se pelo chão.
    Quando levanto os olhos, há um rosto à janela.
    O meu corpo estaca por completo. Sangue, respiração, coração – nada se move.
    Apesar das sombras consigo ver: a raiva.
    Respiro fundo, mas não tento fugir. Não sinto surpresa, apenas resignação.
    Talvez, no fundo, soubesse que acabaria assim.
    Talvez a narrativa estivesse determinada desde o início.
    Não se pode escapar a um monstro.
    Devia tê-lo percebido desde o início.»

O Sanatório

de Sarah Pearse

Propriedade Descrição
ISBN: 978-972-0-03490-8
Editor: Porto Editora
Data de Lançamento: fevereiro de 2022
Idioma: Português
Dimensões: 152 x 235 x 26 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 416
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Policial e Thriller
EAN: 978972003490813
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

O Sanatório

Sara Alves

Confesso que comecei a ler o livro sem expectativas. Gosto de ler policiais mas as reviews que tinha lido não eram muito inspiradoras. Ao contrário da capa, que é só incrível e permite-nos vislumbrar o local onde toda a narrativa se vai desenvolver. Há medida que comecei a ler o livro, ficava inquieta a cada nova página, ansiosa por novos desenvolvimentos e detalhes. A verdade, é que desde o prólogo que o “bichinho” é despertado e queremos saber quem? Como? Quando? Porquê? A maneira descritiva como Pearse descreve o possível cenário do crime é aflitiva. É tão descritiva, envolve-nos tanto que, por vezes, quase me senti a afogar simultaneamente com a narrativa. Possui, sem dúvida, uma excelente capacidades descritiva! Recomendo vivamente para quem gosta de um thriller que não envolva somente uma investigação, mas também outros enredos pessoais da personagem principal, e não só.

Bom (mas nao inesquecível)

Andreia Gomes

Custou me entrar nesta história, com a sua aura gelada e claustrofóbica. Principalmente, porque tive dificuldade em simpatizar com a protagonista. Depois de praticamente ler um terço do livro, lá consegui me lançar de cabeça e a leitura foi frenética e viciante. Achei o fim muito rebuscado e inverosímil, e que a autora num esforço de nao nos dar a conhecer logo o assassino, andou aos avanços e recuos como se simplesmente qualquer um pudesse ser culpado... Por tudo isto nao me senti minimamente tentada a comprar "O retiro".

Muito bom

R

Este livro deixou-me em suspense do princípio ao fim. Excelente escrita e uma narrativa extraordinária. Recomendo!

Muito bom!

Maria Ferreira

Enredo bem estruturado e a fazer lembrar os romances de Agatha Christie. Todos os personagens estão retidos num hotel, no meio de uma tempestade de neve e um deles há-de ser o criminoso. Mas, como veremos no fim, nem isso nos está garantido. De surpresa em surpresa, sempre sob uma tensão crescente, chegamos ao fim e ainda nos restam dúvidas... ou seguimos a nossa imaginação...

Nem todos os hoteis são relaxantes

Paulo_Pereira

O livro segue os mandamentos clássicos do género, confinando as personagens, bem definidas, num resort no meio da neve. Depois, é só adicionar os ingredientes para agarrar o leitor. A claustrofobia, adensada pela tempestade que se abate sobre o local; a personagem principal, fragilizada psicologicamente; o ambiente opressivo, criado pela história do local, antigo sanatório, e pela estilização do novo espaço. A trama desenrola-se, sem entraves, numa procura pelo assassino, que segue um guião bizarro nas suas mortes. E, no meio, aparentando fragilidade, a protagonista, uma detective que combate demónios interiores que a vão tolhendo, nas suas acções. O equilíbrio encontrado, entre o thriller e o desvendar da história traumática de Erin, a protagonista, é fluido, de fácil e absorvente leitura. Com perícia, somos manipulados, enquanto leitores, numa trama enriquecida por dramas familiares, que ajudam à construção das personagens. No computo geral, é um livro viciante, com um final que amarra as pontas soltas e pune os culpados, num habitual ciclo de reviravoltas que surpreende.

Cativante

Rui Formas

Excelente história que nos agarra a cada página lida.

Desconcertante

Patrícia S

Um thriller arrepiante que não conseguimos parar de ler. Temos que saber sempre mais e ficamos completamente presos. Espero que não seja o fim desta história pois o final deixa-nos suspensos.

Cativante

Andreia Ferreira

Conhecendo a montanha onde decorre a história, consegui facilmente transpor-me para o local. Leitura fluida, personagens com vivências diferentes mas todas com um passado marcado por acontecimentos que levaram a mal entendidos e sofrimento. As variadas reviravoltas ao longo da história deixam a vontade de ler sem parar.

Espetacular

Sandra Adelino

É um thriller brilhante, muito ao estilo de Hitchcock com uma mistura de Stephen King. Li este livro num dia, de leitura fácil é um livro que nos ´´agarra´´ desde o princípio. Com descrições fantásticas do hotel que era um sanatório de tal forma brilhantes que parece que estamos a visualizá-lo. As personagens são bens construídas e têm um final surpreendente. Adorei e recomendo vivamente.

Excelente thriller

Ana Ferreira

Escrita bem estruturada, com um óptimo desenvolvimento ao longo de todo o livro. O que achamos num determinado momento é completamente desconstruido nas paginas seguintes, prendendo à leitura ate à ultima página. Muito bom, sem dúvida

Claustrofóbico

Sandra Chaves

Foi uma história muito interessante e gostei bastante. Amei o cenário, achei muito claustrofóbico. O elemento único desta história é o hotel que costumava ser um sanatório e tem uma história bem sinistra. Achei essa premissa intrigante, porém acho que a autora poderia ter explorado mais. Quando a personagem principal Elin, achei ela uma personagem simpática que desde o início demonstra que tem problemas pessoas tanto a nível profissional como familiar. Enfim achei um romance sombrio e assustador que está cheio de voltas e reviravoltas, onde passamos a leitura toda tentando adivinhar quem é o assassino e quem será a próxima vítima!

Fabuloso

Maria José

Ontem o sono venceu-me, mas hoje de manhã nem conseguia dormir a pensar em como seria o final do livro…. e sim, o livro é assim tão bom. Para vos contextualizar, a ação desenrola-se num antigo sanatório transformado num hotel de luxo. O edifício, assim como a paisagem envolvente, funcionam como personagens tão fundamentais quanto os protagonistas. Trata-se de uma construção austera e impessoal, rodeada por um cobertor de neve e assolada por tempestades e avalanches. É neste panorama que ocorre um assassinato, mesmo na altura em que o local ficou totalmente isolado. É um thriller desconcertante e arrepiante, de perder o fôlego, especialmente depois do capítulo 56. Os acontecimentos são muito rápidos, parece que todos os envolvidos têm algo a esconder, e eu só queria atar todas as pontas e perceber o que estava a acontecer. Este é o livro de estreia da autora, espero que o próximo seja lançado rapidamente em Portugal, o final foi muito sinistro e eu preciso saber mais. Não hesitem em ler este livro, está mais que recomendado. Espero que o leiam e que usufruam tanto desta leitura quanto eu.

Dececionante!!

CátiaArruda

Este livro possui todos os ingredientes para ser um livro fantástico e a premissa é ótima e envolvente mas falhou redondamente! Não senti qualquer empatia com a personagem principal e a história em si é..chata e um pouco previsível, mal explicada. O final.. deixa a porta aberta para um segundo volume, mas não faz qualquer sentido. Alguém que já leu e tenha uma opinião diferente? Muito desiludida!

SOBRE O AUTOR

Sarah Pearse

Sarah Pearse estudou Inglês e Escrita Criativa na Universidade de Warwick e trabalhou numa empresa de relações públicas. Embora atualmente more em South Devon com o marido e as duas filhas, viveu vários anos na Suíça, onde explorou as montanhas junto a Crans Montana, o cenário dramático que inspirou O Sanatório, o seu primeiro romance, a que se seguiu O Retiro e, por fim, O Parque, o derradeiro capítulo da história da detetive Elin Warner.

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