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O Relógio de Cuco

Autorretrato

de Maria Antónia Palla
Editor: Edições Humus, outubro de 2021 ‧
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Em casa dos meus avós paternos havia um relógio de cuco de madeira preta, que chamava a minha atenção.
De quando em quando, o pássaro saltava do seu nicho e produzia um som que acompanhava o movimento dos ponteiros do relógio.

Desde muito pequena que o relógio me atraia sem conseguir descobrir aquele mistério. Até que um dia, devia ter os meus quatros anos, pedi ao avô que me explicasse o que o cuco fazia e para que servia. e o avô ensinou-me a ver as horas.

Fiquei deslumbrada por ter adquirido um conhecimento que já não pertencia só aos adultos. e a partir de então, pensei que era bom aprender.

O Relógio de Cuco

Autorretrato

de Maria Antónia Palla

Propriedade Descrição
ISBN: 9789897556470
Editor: Edições Humus
Data de Lançamento: outubro de 2021
Idioma: Português
Dimensões: 118 x 184 x 11 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 120
Tipo de produto: Livro
Coleção: Autorretratos
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Biografias
EAN: 9789897556470

SOBRE O AUTOR

Maria Antónia Palla

Maria Antónia Palla nasceu no Seixal, em 1 de janeiro de 1933, numa família laica, republicana e liberal que lhe transmitiu os valores da Liberdade, Igualdade e Fraternidade que têm norteado a sua vida. É casada, tem um filho e dois netos.
É licenciada em Ciências Histórico-Filosóficas pela Faculdade de Letras de Lisboa. O jornalismo foi a sua única profissão. Trabalhou em diversos jornais, revistas e televisão, tendo-se destacado no tratamento de temas culturais e sociais.
Como cidadã empenhada na política, participou em todas as campanhas eleitorais antes e depois do «25 de Abril».
Defensora apaixonada da liberdade de pensamento e da liberdade de imprensa, foi a primeira mulher a ocupar o lugar de vice-presidente do Sindicato dos Jornalistas e a primeira que assumiu a Presidência da Caixa de Previdência dos Jornalistas, cargo que desempenhou durante doze anos, até ao encerramento daquela instituição por um Governo socialista. Foi membro eleito do Conselho de Imprensa.
Interessada desde sempre pelos direitos das mulheres, participou ativamente na campanha pela legalização do aborto.
Foi uma das fundadoras da Liga dos Direitos das Mulheres e da Biblioteca Feminista Ana de Castro Osório, núcleo especializado da Biblioteca Municipal de Belém, a segunda que existe na Europa, enquadrada num espaço público.
Defensora do acesso de todos os Povos à Democracia foi uma das fundadoras do Fórum Português para a Paz e Democracia em Angola, que tem prestado apoio às forças democráticas daquele país.
Em Portugal, continua a participar civicamente em diversas ações a favor da cultura e direitos humanos.
É comendadora da Ordem da Liberdade.

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