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O que é Preciso é Transformar o Mundo

de António Avelãs Nunes
Editor: Página a Página, setembro de 2020 ‧
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«Escrevo por entender que é meu dever fazê-lo. Como professor, sempre me senti obrigado a estudar para poder ajudar os meus alunos a saber mais (e melhor) do que eu próprio. Mas, quando julgo que já sei alguma coisa sobre um ou outro tema, sinto sempre o impulso de partilhar com toda a gente aquilo que fui aprendendo no exercício da minha profissão. Nasci e fui educado num ambiente de gente pobre e cedo compreendi que a partilha do pouco que temos é uma boa maneira de multiplicar os pães.

Contrariando os fados, a vida proporcionou-me um trabalho que, à falta de melhor e sem nenhuma presunção, classificarei de trabalho intelectual. E, talvez para dar um sentido à vida, sempre levei muito a sério as minhas responsabilidades como intelectual. Penso muitas vezes que é meu dever não desertar nunca da luta pela transformação do mundo, o desafio maior que Marx lançou aos ‘filósofos’.»
Da introdução de António Avelãs Nunes

O que é Preciso é Transformar o Mundo

de António Avelãs Nunes

Propriedade Descrição
ISBN: 9789728140939
Editor: Página a Página
Data de Lançamento: setembro de 2020
Idioma: Português
Dimensões: 161 x 231 x 22 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 462
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Política > Política em Geral
EAN: 9789728140939

SOBRE O AUTOR

António Avelãs Nunes

António Avelãs Nunes no ano letivo de 1961/62, enquanto estudante, foi Diretor da Via Latina, considerada pelas Associações de Estudantes do País como o jornal de todos os estudantes portugueses.

Concluída a licenciatura em Direito em 1962, viu recusada por motivos políticos a entrada na carreira da magistratura. Cumprido o serviço militar obrigatório, foi contratado como Segundo Assistente da FDUC, após mais um ano de espera da autorização da Pide.

Antes do 25 de Abril, integrou a Redação da revista Vértice (revista à qual se mantém ligado até hoje) e proferiu conferências em várias localidades do País, inseridas na luta dos intelectuais portugueses contra o fascismo. Depois da Revolução dos Cravos, integrou, como Secretário de Estado, os cinco primeiros Governos Provisórios, saindo do Governo quando Vasco Gonçalves deixou de ser Primeiro-Ministro.

Tendo feito a sua primeira Pós-Graduação com uma tese sobre Direito das Sociedades Comerciais (1967), doutorou-se em Ciências Económicas em 1984, tendo feito toda a sua carreira académica na Faculdade de Direito de Coimbra, como professor de Economia Política. Professor Catedrático desde 1995, foi membro da Assembleia de Representantes da sua Faculdade, Presidente do Conselho Pedagógico, Vice-Presidente e Presidente do Conselho Diretivo, Sub- Diretor e Diretor do Boletim de Ciências Económicas, membro do Senado e da Assembleia da Universidade, e Vice-Reitor da Universidade de Coimbra, desde 2003 até à sua Jubilação (Dez/2009).

Foi durante anos Presidente da Associação Portugal-URSS, membro dos órgãos diretivos do Conselho Português para a Paz e Cooperação, pertencendo, desde o início, aos órgãos diretivos da Associação Promotora do Museu do Neo-Realismo. Foi Presidente da Mesa da Assembleia Geral do Ateneu de Coimbra e integra os órgãos de direção da Associação Conquistas da Revolução.

É doutor honoris causa pelas Universidades Federais de Alagoas, Paraná e Paraíba, Sigillo d’Oro da Università Degli Studi di Foggia e doutor honoris causa pela Universidad de Valladolid.

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