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O Pobre de Pedir

de Raul Brandão
Editor: A Bela e o Monstro, junho de 2018 ‧
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"Espero pelo dia - mesmo na cova o espero - em que acabe a exploração do homem pelo homem".

Raul Brandão tinha apenas um grande "sonho" e descreveu-o assim nas suas Memórias, o terceiro volume onde faz o Balanço à vida.

Pede também mais justiça, mais pão e mais reflexão.

150 anos após o seu nascimento, o seu sonho, o seu desejo, continua tão actual como nos séculos passados.

O escritor "assombrado pela ideia da morte" tinha na justiça o seu sonho, fruto da observação da vida dos pobres, espelhando-o em toda a sua obra, tendo-se tornando num grande intérprete da vida íntima e da trágica condição portuguesa: "A vida antiga tinha raízes, talvez a vida futura as venha a ter.

A nossa época é horrível porque já não cremos - e não cremos ainda.

O passado desapareceu, de futuro nem alicerces existem.

E aqui estamos nós sem tecto, entre ruínas à espera".

Uma escrita permanentemente angustiada que pôs em causa as concepções literárias vigentes na altura.

Foi influenciado pelas correntes do Realismo, do Naturalismo, do Simbolismo e do Decadentismo, e por isso mesmo sua obra é considerada excêntrica, onírica, idealista, lírica e influenciou autores tão diversos como Vergílio Ferreira, José Saramago, Maria Gabriela Llansol, José Luís Peixoto ou Rui Nunes.

150 anos depois do seu nascimento, foi lançada a colecção Raul Brandão 150 Anos.

Ao todo são oito títulos essenciais para compreender o trabalho do autor que são recuperados nas suas edições originais fac-similadas.

O Pobre de Pedir, escrito poucos meses antes da sua morte e com edição póstuma, acabou por cair no esquecimento, até à sua reedição no ano passado.

Nele, sentindo o momento a aproximar-se, o autor recorreu à acção para se confrontar com a própria mortalidade, mas acima de tudo para fazer um balanço honesto e sentido à forma como vivera.

Raul Brandão dedicou toda a sua vida à escrita e deixou uma obra única no contexto da literatura nacional.

É considerado um dos maiores escritores portugueses, embora pouco lido, tendo ficado ensombrado pela presença de Fernando Pessoa no panorama literário da época.

Uma obra de singular liberdade criativa, para ler e descobrir.

O Pobre de Pedir

de Raul Brandão

Propriedade Descrição
ISBN: 5600818932682
Editor: A Bela e o Monstro
Data de Lançamento: junho de 2018
Dimensões: 122 x 192 x 11 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 198
Tipo de produto: Livro
Coleção: Raul Brandão, 150 anos
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 5600818932682

SOBRE O AUTOR

Raul Brandão

Raul Brandão nasceu na Foz do Douro, Porto, a 12 de março de 1867, e morreu em Lisboa a 5 de dezembro de 1930. Militar de 1888 a 1911, quando se reformou do posto de capitão, foi ao jornalismo e à literatura que dedicou a sua vida, escrevendo livros, como Húmus, a sua obra-prima, ou peças de teatro como O Gebo e a Sombra, que impressionaram várias gerações até aos nossos dias. Sem nunca ter escrito poesia, a sua escrita é predominantemente poética, e a condição humana é o tema profundo da sua obra: simbolista-decadentista no início, com História de um Palhaço, impressionista no final, quando escreve Os Pescadores e As Ilhas Desconhecidas, considerado «um dos melhores livros de viagens de todos os tempos na literatura portuguesa». As suas Memórias – que agora se apresentam reunidas num único volume – são uma das grandes referências nacionais neste género literário.

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