O Passado é para Sempre
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On y va, abril de 2026 ‧
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SINOPSE
José do Carmo Francisco, autor das crónicas de O Passado É para Sempre, deixa na contracapa do livro a seguinte nota:
Sendo o mundo actual uma terrível fábrica de esquecimento, compete ao autor de um livro de crónicas transformar o caduco em perene, tal como acontece com as folhas das árvores.
O jornal acaba muitas vezes no fundo do caixote do lixo doméstico ou a embrulhar peixe no mercado; o livro pode durar um pouco mais. Agora as notícias já não existem, apenas se repara no barulho feito à sua volta.
Uma crónica tem a desvantagem de não ter qualquer barulho de fundo. O cronista está ali para dar o seu recado e o seu testemunho, mas apenas por palavras - e a arte da palavra é uma arte pobre.
Aquilo que um general disse um dia sobre os crimes da Guerra Colonial («Já ninguém se lembra...») é o perigo que corre um livro de crónicas como este: o de já ninguém se lembrar dele daqui a alguns anos.
O cronista é o repórter da companhia violenta do mundo (recorro ao título de um livro de Victor Matos e Sá) e escreve para que o esquecimento não vença a importância das pessoas e dos seus momentos.
Tal como o poeta num poema, o que o cronista procura na crónica é alcançar o equilíbrio precário entre a canção e a reflexão, entre a balada e o proveito e o exemplo que é a moral adjacente a todas as histórias.
O que o cronista quer ser é historiador do quotidiano - nada mais.
Sendo o mundo actual uma terrível fábrica de esquecimento, compete ao autor de um livro de crónicas transformar o caduco em perene, tal como acontece com as folhas das árvores.
O jornal acaba muitas vezes no fundo do caixote do lixo doméstico ou a embrulhar peixe no mercado; o livro pode durar um pouco mais. Agora as notícias já não existem, apenas se repara no barulho feito à sua volta.
Uma crónica tem a desvantagem de não ter qualquer barulho de fundo. O cronista está ali para dar o seu recado e o seu testemunho, mas apenas por palavras - e a arte da palavra é uma arte pobre.
Aquilo que um general disse um dia sobre os crimes da Guerra Colonial («Já ninguém se lembra...») é o perigo que corre um livro de crónicas como este: o de já ninguém se lembrar dele daqui a alguns anos.
O cronista é o repórter da companhia violenta do mundo (recorro ao título de um livro de Victor Matos e Sá) e escreve para que o esquecimento não vença a importância das pessoas e dos seus momentos.
Tal como o poeta num poema, o que o cronista procura na crónica é alcançar o equilíbrio precário entre a canção e a reflexão, entre a balada e o proveito e o exemplo que é a moral adjacente a todas as histórias.
O que o cronista quer ser é historiador do quotidiano - nada mais.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789899206373 |
| Editor: | On y va |
| Data de Lançamento: | abril de 2026 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 130 x 200 x 5 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 78 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Crónicas
|
| EAN: | 9789899206373 |
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