O MFA em Moçambique
Do 25 de abril à independência
Editor:
Edições Colibri, maio de 2019 ‧
ver detalhes do produto
20,00€
10% DESCONTO
CARTÃO
U25sR2JYVlFhVE5yT0VSNWRsQnFkRXc1U25Sb04yMXhlR1U0ZGxnNVlqVm1OM0o1YVhWUVRrMUxPVVk1Ym1oalNqbFhjM3ByTldkT1JsaHZZbWg2ZEZONlNTdEtjalZKUnpNdk9HaE9VVU0zVkZCelRFVjNhVll5VUdKTFNuaDNMekJvTW1WUmFqTm5Na3B3VXpsQ2NIVmFUVTVTTTJKRFlqY3lialpRTm5sNFozSkJNemhFWnl0dU4xWjRNa3RhU0hoRVVFWllSM3BqU0hGcWIxZGtRM1J2YVRGMFJrOUxaVFY2UmpoTVJHOXZkakZsUm1Rek1uVnBPSEJZYlhVNFNUZEZaMGczYWtoU00wcFdXbWxQTVZwb1YxSkdUWEZhUm1NNFVIVkNVMlpPWkZGcE1XNTBjRk13TnpaQlRXNHhjVFI0V0haWGVEVkpiMHBIZEZsS2FsUmFjV2RTWmpsVmJIQkdZVkJuYzIwMVlVVjBRbUZKZFRGUldtcG9lbVpoWTJ4cWVHTkRWR3Q1T1hVclRETm5XV1JpUW1sUFNVcHBiM1p2Tm5kUlRXSjZjRUo2V1Rkd04wWm1kSHBSWm1Oa2VXSldVM1ZuWWxSVlQydHhlSE1yYTJsTllWUkRUR1EwYm1wUlJWcHFlWE14Ym1WWVZGVkRVVXRPUlVSSVZWbHJOMGhIYlhCbE1GQkNjMjk2WW1jelZFOTRTR04yTmtOYVVtazNURlU0TTI1SGNYWmFUakZtZGxwSFRXd3JhbVppU1ZCbmN6VmFSbGxEWVhFd2FuaG9VMGc0ZUVKMVpsWlljelJrWnpCMk5IcFFiRTFxV2tscFlsUm9WVzh6WTB0SGFXRm9TSFZqYml0YVZURTBZVGxDT1RCQ1VXaE1OMHRuVlVRelZHNVRWbFZXTW5RelVHcEZLekJYVDNWM2NHbFpWMEpRWWxoQk5XOTBiMDl3TmtacmRUVTBaV1p6YjFCc1pIVTJSRVpLUWpSTUt6aEJZVTVPY25wMlRtdFpkalpOUVc5aFIwczBaMGg0UkZCaVIyVnNXRmxNU25kS1Z5dHZiWGx6WW5WamRtZGhha1JUYUZVNFlrUnNhbU5ZUmsxVVpWbDJTMDVJT1c5Q2FFSllkMFJ0Wm1ob1lsZ3lVVXBGVTJFMFZ5dDJiSE5oU0VobGIxQjBhV3hyTm5wSVRrOWFaamhRU0RKbFRYaDRWME5vVmxJNVpqbFVTbE00TVVWWGNERjFTVmhMYm05T1YwcFNTVXNyWkVVME0zaDNiUzluU0d0aGQxUnFWV014WjFKT1l6aG9WamRMVTFsQlIxYzJNVUU0WmlzemREUjVWWGROT1RseGMyd3lhR2RaVlRWUGFUVmFaSGgzZGtoUFEyRnNTMjVtWkM5Q2NtWkZRVDA5Onhkd2ZVUFNGU1NhREdZWVprbnBTeHc9PQ==
portes grátis
Venda o seu livro
SINOPSE
O MFA em Moçambique iniciou a sua actividade logo em 26 de Abril com uma carta enviada às Comissões Regionais encimada pela letra da canção Grândola Vila Morena, que dava informações sobre a situação em Lisboa, tecia louvores ao golpe de Estado e augurava o encontro de soluções para os problemas de Moçambique. Ficava, assim, no vago, sem avançar com qualquer ideia, evitando o risco de ser logo rejeitada e que acabasse por dividir os homens do Movimento.
A primeira reunião do MFA foi na messe de Nampula, no dia 27 de Abril, e correu mal. Pela simples razão de que os homens do MFA não tinham respostas para as perguntas pertinentes que foram colocadas. Cabe aqui dizer ainda que o MFA em Moçambique não assumiu nenhuma prova de força que lhe conferisse o poder indispensável para intervir na ordem das coisas. Não impôs a demissão de ninguém, não avançou com um programa de medidas imediatas, limitando-se a pôr questões para Lisboa e esperar que viessem as respostas. Que não vieram, ou que vieram já muito tarde. As suas circunstâncias não lhe permitiram essa ousadia. A Revolução ainda nem começou, insistia o João.
Passam agora 45 anos dos factos que relato neste livro. Falo de uma experiência que a poucos foi dado viver. Como membro do MFA, neste caso de Moçambique, tive o privilégio de participar num processo intenso e delicado, acompanhando a transferência da soberania de Portugal para o novo poder moçambicano, assumido pela FRELIMO. Foi uma oportunidade que não quis deixar de viver, quando talvez tivesse sido mais fácil regressar a Portugal e participar num outro processo, também intenso, no meu país.
Não me pareceu, contudo, adequado à minha condição de militar e membro do MFA furtar-me a uma situação que outros meus camaradas assumiam e mesmo iniciavam, ainda enviados de Portugal (…) Terminámos inquietos, mas conscientes do nosso esforço, da nossa participação, esperançados de que, passada a tormenta, melhores dias viriam, e que as relações de Portugal e Moçambique, enquanto países iguais, seriam no futuro promissoras e fraternais.
A primeira reunião do MFA foi na messe de Nampula, no dia 27 de Abril, e correu mal. Pela simples razão de que os homens do MFA não tinham respostas para as perguntas pertinentes que foram colocadas. Cabe aqui dizer ainda que o MFA em Moçambique não assumiu nenhuma prova de força que lhe conferisse o poder indispensável para intervir na ordem das coisas. Não impôs a demissão de ninguém, não avançou com um programa de medidas imediatas, limitando-se a pôr questões para Lisboa e esperar que viessem as respostas. Que não vieram, ou que vieram já muito tarde. As suas circunstâncias não lhe permitiram essa ousadia. A Revolução ainda nem começou, insistia o João.
Passam agora 45 anos dos factos que relato neste livro. Falo de uma experiência que a poucos foi dado viver. Como membro do MFA, neste caso de Moçambique, tive o privilégio de participar num processo intenso e delicado, acompanhando a transferência da soberania de Portugal para o novo poder moçambicano, assumido pela FRELIMO. Foi uma oportunidade que não quis deixar de viver, quando talvez tivesse sido mais fácil regressar a Portugal e participar num outro processo, também intenso, no meu país.
Não me pareceu, contudo, adequado à minha condição de militar e membro do MFA furtar-me a uma situação que outros meus camaradas assumiam e mesmo iniciavam, ainda enviados de Portugal (…) Terminámos inquietos, mas conscientes do nosso esforço, da nossa participação, esperançados de que, passada a tormenta, melhores dias viriam, e que as relações de Portugal e Moçambique, enquanto países iguais, seriam no futuro promissoras e fraternais.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789896898564 |
| Editor: | Edições Colibri |
| Data de Lançamento: | maio de 2019 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 159 x 230 x 23 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 414 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
História
>
História Moderna e Contemporânea
|
| EAN: | 9789896898564 |
QUEM COMPROU TAMBÉM COMPROU
-
Ilha de Moçambique10%Edições Colibri15,00€ 10% CARTÃO
-
Os Militares Portugueses e a Descolonização em Cabo Verde10%Edições Colibri24,80€ 10% CARTÃOportes grátis