O Lago
SINOPSE
EXCERTOS
"«Ela falou rapidamente. Estava ansiosa por ver o mundo lá fora. Estava ansiosa por ver o lago.
— Sim.
— Posso ir contigo?
Ela tentou sorrir.
— Importas te que eu vá sozinha?
Ele sorriu também.
— Tens a certeza de que não vais perder te?
— Se isso acontecer… tu encontras me.
— Sim.
— Então não tenho medo.
O homem foi buscar um casaco azul escuro, comprido, e ajudou a a vesti lo. Fechou o no pescoço.
— Não vás para muito longe. Creio que vai nevar outra vez.
— Está bem.
A rapariga saiu para o jardim; a neve estava intacta, e as suas pegadas deixaram um rasto fundo. O ar tinha uma cor azulada: a cor do frio. Ela atravessou o portão que alguém deixara aberto, espreitou pela janela de um barracão de madeira e viu um jipe com os pneus sujos de lama. Os ramos nus das árvores pareciam entrelaçar se uns nos outros. A água corria nos riachos, entre as pedras cobertas de neve. Apercebeu se de que estava num vale cercado de montanhas altíssimas.»"
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789896412661 |
| Editor: | Relógio D'Água |
| Data de Lançamento: | dezembro de 2011 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 138 x 210 x 9 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 144 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 9789896412661 |
OPINIÃO DOS LEITORES
o Lago
Dália Antunes
Mais um livro de Ana Teresa Pereira, uma autora de que gosto muito. Os seus livros são muito particulares, constituem um universo próprio, difícil de classificar. Os temas são quase sempre os mesmos, os personagens são revisitados quase obsessivamente. Vale a pena ler toda a obra dela (penso que só assim se pode compreender e apreciar verdadeiramente esta autora)... mergulharmos e perder-mo-nos nos seus livros.
O lago
Olinda Gil
Não sei se fui eu que devorei o livro, se foi o livro que me devorou. Com Ana Teresa Pereira tem sido sempre assim. Fico sem sono, irascível, até mesmo dias depois de ter lido o livro. Estes livros entram dentro de mim de um modo que nem sei explicar. Os processos narrativos de Ana Teresa Pereira são um pouco repetitivos. Mas são mais como se fossem uma variação: pois nunca são iguais. Este método permite-nos ver pontos de identificação entre as suas obras, temas que se repetem ao ponto de ser doentios. A doença parece que se pega. E acabo por ouvir aquelas músicas, comer aquelas comidas, procurar por aqueles livros, cheirar aquelas flores. Perder a minha identidade, tomar outra por amnésia.
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