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O Indispensável do Snoopy

75 Anos

de Charles M. Schulz
Editor: Iguana, outubro de 2025 ‧
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Snoopy, o beagle mais sonhador, irreverente e adorável da história da banda desenhada, conquistou gerações com a sua imaginação transbordante e o seu charme inigualável.

Neste volume comemorativo, celebramos os 75 anos dos Peanuts com uma seleção das melhores tiras protagonizadas pelo Snoopy e os seus inseparáveis companheiros — Charlie Brown, Woodstock, Linus, Lucy, Sally e tantos outros.

Organizadas por décadas, estas tiras dão-nos o prazer de reencontrar as múltiplas facetas do Snoopy: o ás da aviação da Primeira Guerra Mundial, o escritor fracassado de máquina em riste, o amigo fiel (mas nem sempre obediente), o filósofo do alto do telhado da sua casota.

Criadas pelo mestre Charles M. Schulz, estas vinhetas misturam humor, ternura e um subtil olhar crítico sobre a condição humana — tudo visto a partir da perspetiva única de um cão que vive no seu próprio mundo (e ainda bem!).
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Snoopy: 75 anos do cão mais cool da BD

Há 75 anos, a 2 de outubro de 1950, Charles M. Schulz publicava a primeira tira de quadrinhos dos Peanuts em sete jornais dos EUA simultaneamente, criando novas tiras seis dias por semana, sem parar, até 1952. Era o início fulgurante de uma aventura que encantaria milhões de pessoas. No centro de tudo estava uma das figuras de banda desenhada (BD) mais adoradas de sempre: Snoopy, o cãozinho mais divertido, “boa onda” e sonhador de que há memória. «Um pouco por todo o mundo, o Snoopy tornou-se o rosto (e o focinho) da obra de Charles M. Schulz», como nos lembra a editora Iguana que, para celebrar esta data, lançou o livro O Indispensável do Snoopy – 75 anos , uma superdivertida edição, de capa dura, tão bonita e cuidada que agradaria ao próprio Schulz, não temos dúvida.
O livro reúne algumas das tiras mais memoráveis de Schulz entre 1950 e 2000, em que Snoopy está sempre em primeiro plano. Mesmo sem falar como nós, este adorável beagle diz-nos tanto!... Eterno outsider a viver num mundo só seu, tem sempre observações perspicazes a fazer sobre o que se passa à sua volta; «pode ganhar ou perder, ser um desastre, um herói, (…), mas tudo funciona», como diz o seu criador, que lhe deu um mundo inteiro de fantasia para se poder refugiar, sempre que se vê metido em sarilhos – o que, aliás, é frequente, para nosso deleite, mas só porque acaba sempre tudo bem. Com o passar dos anos, Snoopy ganhou novas identidades e fez novas amizades – como o passarinho Woodstock, que vive na contingência de ser muito pequeno e insignificante. Em torno da casota deste cãozinho, o mundo gira sem parar com os seus pequenos e grandes problemas, que ganham voz através dos Peanuts, as crianças que animam as histórias, cada uma com personalidades marcantes e distintas; além de «encantadoras e maravilhosamente imprevisíveis», que Schulz detestava ver sair da fase “peanut”, estas crianças são também espelhos das facetas da condição humana.

O Indispensável do Snoopy – 75 anos, tem um objetivo ambicioso, e consegue cumpri-lo de forma encantadora. Nas primeiras páginas, e logo a seguir à entrada em grande de Snoopy e das suas personas, apresenta as várias personagens de Peanuts. O primeiro, como não podia deixar de ser, é o rapaz cabeçudo que cuida de Snoopy, o amoroso Charlie Brown. Meigo e melancólico, há uma razão para Schulz o ter criado assim: «tem de ser aquele que sofre, porque é uma caricatura da pessoa comum». Seguem-se Linus, Lucy, Woodstock, Schroeder, Peppermint Patty, Sally, Marcie, Franklin, Bis e até Pocilguinha.
Depois, somos levados numa tour década a década. Na primeira, a de 1950, vemos como os desenhos originais eram bem mais arredondados. Nesta altura, Snoopy parecia um cão, e agia como tal, acrescentando humor às situações cómicas vividas por Charlie Brown e os seus amigos, todos ainda bem pequeninos. É quando se muda do interior para o telhado da sua casota, em 1958, que a sua imaginação ganha asas. Nos anos sessenta, já vê o mundo lá de cima, e é então que nasce o seu primeiro e mais famoso alter-ego: o Ás da Aviação da Primeira Guerra Mundial. Quando não estava no ar, podíamos encontrar este piloto canino numa taberna, a afogar as mágoas dos amores perdidos das donzelas francesas. Com a década de 1970, Snoopy começa a dançar como nunca, experimenta a vida universitária como Joe Cool e ainda tenta a sorte como Advogado Mundialmente Famoso. Nos anos oitenta, chega a ser um Cirurgião – Mundialmente Famoso, claro está. Para fechar o ciclo, na década seguinte, Schulz “veste” Snoopy como Oficial Francês da Legião Estrangeira e ainda como Patriota da Guerra Revolucionária. No que toca a alteridades, Snoopy não fica a dever nem ao grande Pessoa.
Ao longo destes 75 anos, as 17 897 tiras cómicas dos Peanuts foram publicadas em mais de 70 países e em 45 línguas, tendo chegado a mais de 350 milhões de leitores. A uni-las está o seu humor intemporal. Depois de uma carreira fulgurante, Charles M. Schulz deixou-nos a 12 de fevereiro de 2000, um dia antes da publicação da sua última tira, na qual se despedia dos muitos fãs de Peanuts. Sabia que, fosse como fosse, a sua vida teria sempre estado ligada ao desenho, e alcançou, com uma satisfação que deixava transparecer, o seu maior objetivo: fazer o mundo rir, uma tira cómica de cada vez.   POR DETRÁS DAS VINHETAS O cão que inspirou Schulz a criar Snoopy
«A primeira cadela que tive foi uma Boston Bull chamada Snooky. Ela foi atropelada por um táxi quando tinha cerca de dez anos e eu tinha cerca de doze... cerca de um ano depois, comprámos um cão chamado Spike, que foi a inspiração para o Snoopy», contava Schulz. Em 1934, a família Schulz recebeu um cão mestiço preto e branco chamado Spike, que foi o tema da primeira ilustração publicada por Schulz. Mais de uma década depois, seria também a inspiração para Snoopy. E com boa razão pois, segundo o ilustrador, «[Spike] era o cão mais inteligente que já conheci. Ele tinha um vocabulário de pelo menos 50 palavras — palavras que ele compreendia, claro», de tal maneira que se o mandasse à cave buscar uma batata, ele ia!

O primeiro marco da carreira de Schulz
A carreira de Schulz como cartoonista atingiu um marco com a publicação semanal da sua banda desenhada, Li'l Folks, no jornal Pioneer Press, em 1947.
Depois de várias recusas, Schulz finalmente vendeu Li'l Folks para a United Feature Syndicate, uma grande agência americana de distribuição de colunas editoriais e tiras de BD para jornais, em 1950.

De Lil’l Folks a Peanuts
Devido a um conflito com uma BD anterior que tinha um nome semelhante, a agência mudou o nome da BD de Schulz para Peanuts, o que não agradou ao autor. No entanto, diria mais tarde que isso era o menos importante, já que «poder desenhar o Snoopy, o Charlie Brown, a Lucy e todas as outras personagens e saber que as pessoas as adoram e se preocupam com o que lhes acontece» tornava o meu trabalho «extremamente gratificante.» Li’l Folks, BD de Schulz, © Charles M. Schulz Museum and Research Center O reconhecimento merecido
Já tendo sido nomeado Cartoonista Destaque do Ano em 1955, a National Cartoonist Society concedeu a Schulz essa grande honra novamente em 1964, tornando-o o primeiro a receber o prémio Reuben duas vezes.

Do papel à animação e aos palcos
A Charlie Brown Christmas, o primeiro especial animado de televisão dos Peanuts, estreou na rede CBS a 9 de dezembro de 1965, e foi um êxito imediato.
Dois anos depois, surge o primeiro musical de teatro baseado nos Peanuts, You’re A Good Man Charlie Brown. Depois disso, muitas mais peças de teatro, séries de TV e até filmes de cinema se seguiriam.

Snoopy torna-se astronauta!
Em 1968, Charles M. Schulz foi abordado pela NASA para usar o Snoopy no Programa de Conscientização sobre Voo Espacial Tripulado, o que viu como uma grande honra. A imagem do Snoopy, O Primeiro Beagle no Espaço foi usada em muitos cartazes de motivação no local de trabalho, em emblemas e decalques, e nos pins Silver Snoopy – levados em missões espaciais e depois concedidos como uma honra especial aos funcionários da NASA por realizações notáveis na segurança e sucesso dos voos tripulados. No ano seguinte, os astronautas da NASA batizaram o módulo de comando da Apollo 10 de «Charlie Brown» e o módulo lunar de «Snoopy». É caso para dizer que o Snoopy voou «Para o Infinito, e mais além!».  

O Indispensável do Snoopy

75 Anos

de Charles M. Schulz

Propriedade Descrição
ISBN: 9789895835836
Editor: Iguana
Data de Lançamento: outubro de 2025
Idioma: Português
Dimensões: 217 x 289 x 29 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 384
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Banda Desenhada > Outros
EAN: 9789895835836

A melhor coletânea que encontrei!

José Pereira

A capa é excecional, dura e bem elaborada, digna de estar em destaque em qualquer biblioteca. Quantos às histórias... são fenomenais, não há como não gostar deste crítico social.

Muito bom!!

Patrícia Silva

Gostei muito de poder ver um livro tão bonito deste personagem que tanto gosto. Recomendo!!

Soberbo!

Helena

Um livro indispensável para os amantes de BD. Está ordenado cronologicamente e conta um pouco da história da criação dos personagens tão acarinhados de Schulz. Uma prenda de Natal para mim mesma, para leitura de conforto. Recomendo.

SOBRE O AUTOR

Charles M. Schulz

Charles M. Schulz nasceu em 1922 em Minneapolis, Minnesota e faleceu em 2000, vítima de cancro, na noite anterior à publicação da sua última tira cómica. A sua carreira estendeu-se por mais de 50 anos onde desenhou mais de 18.250 tiras cómicas dos Peanuts dando vida ao angustiado Charlie Brown, ao romântico Snoopy, ao pianista Schroeder, a Linus e ao seu toten-cobertor e à auto-centrada Lucy. Todas estas personagens povoam o imaginário de milhares de pessoas por todo o mundo.

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